setembro 2, 2014

Minestrone on the way





Uma de nossas últimas colheitas do nosso jardim:

  • Tomates Sungold, que pelo segundo ano consecutivo não nos decepcionou. Fartura, sabor, doçura, fácil de cuidar, tudo o que a gente espera de um tomateiro.
  • Cebolinha verde, sempre tão fácil de cultivar, sempre bom ter disponível na horta. Estas que colhi vieram originalmente do supermercado. Após usar as folhas deixei as raízes num pote com água até crescerem novamente. E depois as transplantei na horta, easy peasy.
  • Feijões Borlotti, que apesar do Grande Ataque das Lesmas 2014, nos deu o suficiente para uma sopa.
  • Por último, mas não menos importantes, as Cenouras!!! Primeira vez que tive um certo sucesso com elas, graças à adição de bastante areia misturada na terra adubada para as raízes crescerem sem impedimento. Sophie se divertiu colhendo da terra. É uma surpresa tão gratificante puxar com força aquelas folhas magrinhas e ver sair do solo a cenoura colorida, comprida, maior do que ela esperava. Ela mesma quis lavar cada uma com a água da mangueira. É um encanto que nunca fica velho e espero que ela sempre se lembre desses momentos.
  • Ainda temos mais alguns feijões, tomates Costoluto Fiorentino, tomates Brandwine, parsnips e brocolli crescendo e amadurecendo. As duas abóboras Kabocha pararam de crescer, mas devo colher mesmo pequenas. E os milhos também estagnaram, não sei se chegaram a produzir grãos. Enfim, de agora em diante o que vier é lucro porque os dias já estão ficando mais curtos e mais frios aqui no Norte. Pelo menos por hora podemos fazer um minestrone com a generosidade do jardim.

    Escrito a mão pela Marcia às 11:26 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(3)

    agosto 21, 2014

    A road never travelled

    Little Miss S já não é mais tão little. E frequentemente ela me lembra: "I'm not a baby anymore, Mum" (note o "Mum" e não mais "Mummy"). E realmente essa observação é correta e cada vez mais presente ao nosso redor. Não temos mais cadeirão, berço, portões de segurança há muito tempo. Quase não usamos mais o carrinho; o assento do carro está no Grupo 3 usando o cinto de segurança do próprio carro. A privada está sendo usada com adaptador e eu ouço a frase "Mum, I've finisheeeeed" várias vezes por dia.

    A cama de Miss S agora é tamanho solteiro. Recentemente ela teve seu primeiro corte de cabelo com um profissional e tomou as últimas doses de vacinas infantis.

    E por mais que eu tenha tentado evitar pensar em escolas, este ano foi inevitável. Eu sabia que o dia iria chegar, mas preferia não pensar em excesso. Colocamos o nome dela na lista de espera de uma Nursery e finalmente ela foi aceita e vai começar a frequentar no próximo termo (Set-Jul), três vezes por semana.

    No início eu estava apreensiva (a palavra bonitinha que traduz freaking the hell out) com a idéia de Miss S ficar entre estranhos, sozinha pela primeira vez na vida dela. Troquei muitos emails com a diretora da Nursery, explicando o caso de Miss S e a ansiedade excessiva que ela sente ao redor de estranhos. A diretora nos convidou para conversar na escolinha. Fomos nós três e assim que chegamos Miss S entrou, tirou os sapatos (!) e começou a explorar os brinquedos.

    Conversamos bastante sobre a timidez e ansiedade de Miss S. Eu perguntei se poderia ficar um pouco com Miss S nos primeiros dias até ela se acostumar com o ambiente. A diretora foi sem dúvida muito atenciosa e compreensiva, explicou sobre as expectativas (dos pais e da criança), traçou um plano de adaptação e disse que sim, claro eu posso ficar com ela no começo.

    No entanto, eu sei que no fundo tudo o que a diretora precisava mesmo me dizer era: "Cut the cord, bitch. Cut. The. Damn. Cord." Ela não o fez, óbvio. Ao invés disso, ela perguntou a Miss S se ela queria conhecer os animais da escolinha. Miss S arregalou os olhos, segurou na mão da diretora e foi com ela conhecer o Brian, caracol africano. Depois conheceu os porquinhos da Índia, Nibbles & Squeak. E por fim, para o total deleite dela, foi apresentada a dois peixinhos dourados. Tudo isso enquanto eu fiquei na sala preenchendo a papelada. Miss S voltou na sala, eu achei que ela já estava sentindo a minha falta, mas só queria mesmo os sapatos de volta pra ir ao jardim do lado de fora.

    Desde essa visita Miss S não fala em outra coisa a não ser que quer ir pra escola. Ela tem repetido várias vezes que da próxima vez ela vai dizer "bye bye to Mummy". Eu continuo com o pé atrás dessa declaração. Amanhã é o dia em que começamos a adaptação, uma hora por dia até começar o ano letivo propriamente. Apesar do combinado, eu vou aproveitar essa oportunidade e realmente tentar dar um beijo, dizer bye-bye e cut the cord. Vamos ver.

    É um caminho nunca antes percorrido para nós. E é o caminho dela, sem mim, sem o Daddy.

    My little big girl, espero e torço para que você encontre dentro de si a confiança que precisa para desbravar o mundo com suas próprias pernas. Porque há caracóis africanos e porquinhos da Índia para conhecer. E amiguinhos e professores. E lanches e brincadeiras e day trips. É o começo de algo grande, my little miss. Go, sweetheart.

    You have brains in your head.
    You have feet in your shoes
    You can steer yourself
    any direction you choose.
    You're on your own. And you know what you know.
    And YOU are the guy who'll decide where to go.

    Oh, the Places you'll go -- Dr. Seuss









    Update: E o grande dia chegou. Caminhamos devagar juntas até a escola. Entramos na sala, havia umas cinco crianças já fazendo atividades. A 'tia' dela, Miss D, foi um amor desde o primeiro segundo. Mas Miss S segurou firme na minha mão e apontou pra porta. A 'tia' Miss D tentou distraí-la, mas Miss S continuou apontando para a porta. Achei que ela fosse chorar, que queria ir embora. A 'tia' perguntou se por acaso ela queria que a Mummy fosse embora. Eu ri, né, imagina, que absurdo, claro que não. E pra minha consternação, Miss S agarrou meu pescoço e disse "Bye Bye Mummy". E eu fotografei na memória o momento em que ela largou da minha mão e pegou a mão da tia Miss D e as duas foram fazer algo divertido num outro canto da sala. Eu saí da sala rapidamente, deixei-a na escola, sem lágrimas (dela!). Entrei num café, sentei com uma xícara de chá e contei pro pai dela que se esforçou pra não chorar no escritório. Quando voltei para buscá-la eu vi pela janela Miss S sentada com as outras crianças na mesa, comendo fougasse de alho. Ela estava sorridente, falante, contando pra tia Miss D que ela vai voltar no dia seguinte e no outro e no outro e no outro.

    We came a long way, my darling, well done. I couldn't be prouder.


    Escrito a mão pela Marcia às 7:27 PM | mais em M&M Family | Comente este fragmento(18)

    agosto 9, 2014

    One potato, two potatoes, three potatoes, four...

    Plantas de batatas não são muito fotogênicas. Que elas não me levem a mal, as folhagens são fartas, as flores são púrpura. Mas não são fotogênicas como os brilhantes tomates, os verdíssimos Cavolo Nero, as reluzentes abobrinhas. Não, simplesmente não há nada para enquadrar em detalhes, sorry dear.





    As plantas de batatas em nosso jardim crescem em sacos próprios pra elas. No início colocamos uma camada de terra, duas ou três batatas-sementes e cobrimos com mais uma camada de terra. Assim que as folhas começam a crescer cobrimos totalmente com mais uma camada de terra e assim sucessivamente por mais duas ou três vezes. Batata não é algo particularmente barato de se plantar, é preciso muita terra adubada. Mas também é só disso que elas precisam.

    Colher batatas porém é uma das tarefas mais gratificantes da horta. Porque por meses e meses você rega a planta e não vê nada, não dá para checar nada durante esse tempo. E quando o dia da verdade chega você não sabe o que esperar, sucesso ou fracasso. Primeiro cortamos todas as folhas, que vão pra compostagem. Alguns jardineiros simplesmente tombam o saco ou o vaso. Eu vou retirando as camadas de terra aos pouquinhos e descobrindo no processo as jóias que vão surgindo. Mais ou menos como abrir presentes de Natal, só que melhor pela promessa de batata assada com gravy.









    Este ano temos duas variedades crescendo, em quatro sacos: Albert Bartlett Apache e Rooster. Minha primeira colheita foi dessas coloridas Apache. 1.800kg, nada mal para três batatas-sementes.





    E para celebrar a colheita, uma trilha sonora correspondente:








    One potato, two potatoes, three potatoes, four

    Five potatoes, six potatoes, seven potatoes more

    Hey!



    Escrito a mão pela Marcia às 4:29 PM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(9)

    agosto 1, 2014

    One man's glut is another man's dinner

    A frase acima é um velho ditado jardineiro que diz "a abundância de um homem é o jantar de outro".

    Nosso vizinho tem um jardim enorme, cinco hortas e uma greenhouse. Todas as vezes que eles viajam de férias durante o verão, eu e Miss S somos encarregadas de regar as hortas deles, sobretudo os tomates que ficam na greenhouse. Eles até compraram um mini-regador pra Miss S, que fica lá na greenhouse esperando por ela. Regamos duas vezes por dia nos dias mais quentes, abrindo e fechando a ventilação da estufa, de acordo com a necessidade.

    Invariavelmente, todo ano eles nos dão parte da produção deles: tomates, abobrinhas, pepinos, cebolas, o que eles tiverem em abundância. Nós recebemos com muito prazer, tudo recém-colhido e fresco. Eu aprendo muito com eles porque a gente vive trocando experiências nas conversas pela cerca que divide ambos os jardins.

    Este ano, finalmente tive algo em abundância na horta. Ervilhas Sugar Snaps cresceram mais do que eu esperava. Colhi todas, congelei algumas, comemos muitas delas. E reservei dois pacotes para dar aos nossos vizinhos. As plantas de ervilhas deles foram completamente destruídas pelas lesmas este ano e eles ficaram bem contentes de receber as nossas. Dividir teve um sabor mais doce que as próprias ervilhas.













    E uma colheita que abriu um sorriso em minha alma emburrada foi a de alho. As quatro plantas que estavam na raised bed cresceram bem e deram cabeças de alho enormes e bem firmes e perfumadas. Porém, as doze plantas de alho que estavam crescendo num vaso grande decidiram não criar bulbos. As doze plantas ficaram só nas folhas mesmo. No ano que vem me lembrem de plantar 48 dentes de alho também.

    De qualquer forma, plantar alho é sempre lucrativo, um único dente dentro da terra produz uma cabeça com mais de dez dentes, 1000% de lucro.





    A espiga de milho continua crescendo devagar, agora temos outras duas espigas apontando para fazer companhia, mas não temos muitos dias de sol até o Outono chegar. Planos de fazer um curau estão suspensos.





    Feijão borlotti finalmente decidiu dar as caras mesmo tendo sido vítima do Grande Massacre das Lesmas no começo da primavera. Porém ainda não há o suficiente para encher uma colher de sopa. Planos de fazer uma feijoada estão suspensos.





    Tomates estão indo bem até agora. Poderiam estar melhores se eu lembrasse de alimentar com Tomorite com mais regularidade.





    A grande expectativa tem recaído sobre os tomates Costoluto Fiorentino, que são tomates do tipo beef steak, grandes, cheios de personalidade. Demoraram uma eternidade para fertilizar e finalmente temos alguns frutos crescendo.





    Há outras plantas não-fotografadas em míseras quantidades ridículas. Meia dúzia de cenoura, meia dúzia de parsnips, três brócolis, duas beterrabas, três abobrinhas. E ainda não investiguei para saber a situação das batatas, se vamos ter colheita ou fiasco.

    Enquanto isso meu vizinho colheu um carrinho de mão lotado de cebolas, já trançou e pendurou-as na garagem para consumir durante todo o inverno. E nos deu meia dúzia de abobrinhas, que cortamos em palitos, empanamos à milanesa, assamos no forno e devoramos avidamente no jantar, fazendo jus ao sábio ditado.



    Escrito a mão pela Marcia às 6:10 PM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(4)

    julho 22, 2014

    A basket full

    Finalmente tivemos nossa primeira colheita decente para fazer uma refeição. Couve kale, Cavolo Nero, tomates, alface e ervilhas estão abundantes. Comemos tudo ontem no jantar (menos as flores Cosmos, que enfeitaram o vaso), acompanhados de arroz e feijão preto.

    Pela terceira vez estou tentando cultivar milho, temos uma única espiga crescendo, num total de seis plantas. Ano que vem me lembrem de plantar 48 plantas de milho. De qualquer forma estou bastante satisfeita de cuidar da única espiga de milho, assim como da única maçã que restou na árvore. Minha abóbora Kabocha continua crescendo, agora com direito a rede de suporte. Não é a única, mas as outras estão crescendo bem devagar e acredito que não vai dar tempo delas amadurecerem antes do Outono chegar.

    Ainda me falta a experiência e a disposição de semear sucessivamente e manter um fluxo contínuo de colheita. Por enquanto minha produção tem sido meramente decorativa, se fôssemos depender dela estaríamos famintos.





















    Escrito a mão pela Marcia às 9:48 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(5)

    julho 8, 2014

    Blooming Colours



    Wollerton Old Hall Rose





    Poppy









    Cosmos





    Marigold





    Morango 'Alice'





    Autumn Raspberries



    ---

    A rosa cor de pêssego da primeira foto foi meu presente de aniversário dos pais de Mr.M. É uma English Rose de uma família de cultivadores especialista em rosas, chamada David Austin Roses. Ela tem esse formato arredondado e um perfume delicioso.

    Poppy (papoulas) são flores-simbolo das duas Grandes Guerras Mundiais. Ganhei um pacotinho na revista Gardener's World e entre as típicas poppies vermelhas, cresceu essa cor-de-rosa e branca, que eu nunca tinha visto antes.

    As berries estão crescendo em pequena quantidade, nossa colheita se resume a uma ou duas por vez. As poucas cerejas que sobreviveram estão sendo devoradas avidamente pelos pássaros blackbirds que não têm planos de dividir nenhuma comigo. Como o paladar deles é menos exigente, eles comem antes delas amadurecerem, então não sobra nada pra mais ninguém.


    Escrito a mão pela Marcia às 11:47 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(4)

    julho 4, 2014

    Garden Hopefuls

    Eu ainda tenho esperanças de comer alguma coisa que plantei este ano. Lettuce hope (sorry!).



    Ervilhas 'Sugar Snaps'





    Abóbora 'Kabocha'





    Tomates 'Sungold'





    Alface Arctic King





    Couve 'Red Russian' entre as flores Cosmos




    Escrito a mão pela Marcia às 3:51 PM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(4)

    junho 30, 2014

    June comes to a close

    Junho chegou ao fim. Não posso dizer que sentirei falta deste mês. Ever. Apesar de alguns momentos bons (fomos pra praia em Bamburgh novamente, completei 41 anos, Miss S completou 3 e 1/2, fez muito sol), minha mente, porém, esteve distante, desconcentrada, decentralizada, half a world away.

    O jardim está uma abundância de caos, seis das seis plantas de pepino morreram por conta das lemas dentro do solo, que comeram as raízes. Comprei uma variedade de ervilhas que cresce muito alta, então a fraca estrutura que eu havia feito desmoronou; as plantas continuam vivas, dobradas no meio, e as ervilhas estão crescendo. Vagens, asters e marigolds foram devoradas pelas lesmas também. Feijões estão crescendo bem devagar por falta de regar. Berinjelas decidiram não crescer mais. Cerejeira pegou scabs. Macieira tem só três frutos.

    Há campanhas por todo país pedindo para plantarmos flores silvestres para alimentar as abelhas. As vezes me pergunto se vale o meu esfoço quando meus vizinhos têm jardins três vezes maiores que o meu (e com grama mais verde também). Mas quando vejo as abelhas nas minhas flores sempre reafirmo que se elas não precisassem do meu jardim não estariam aqui. E este ano, uma comunidade de bumblebees fez ninho em uma das casas de passarinho que temos. Muitas, muitas delas, entravam e saíam o dia todo. Agora foram todas embora, de repente.

    Não tenho tirado fotos. Talvez por isso também não tenho postado aqui. Meio sem sentido porque isto aqui nunca foi um poço de fotos decentes. Mas ultimamente eu só escrevia quando tinha algo para mostrar. O que nem sempre é fiel ao momento ou à realidade. Uma abertura na lente faz tudo parecer perfeito. Ervas daninhas e desordem ficam desfocadas, quase inexistentes dentro da projeção na cabeça de quem lê.

    Tenho escrito offline sobre absolutamente nada. Eu não sei, talvez nunca soube escrever uma história com começo, conflito e fim. Eu não consigo imaginar plots elaborados. Talvez saiba escrever, mas não saiba contar uma história. Writer, not storyteller. Eu escrevo diálogos enormes e meus personagens não sabem pra onde vão.



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    Mas continuo, como Snoopy continuou, embora nunca tenha saído do parágrafo "it was a dark and stormy night".

    Enfim, que Junho se encerre deixando pra trás as tempestades e que Julho chegue com novos dias melhores.

    Escrito a mão pela Marcia às 1:57 PM | mais em An ordinary life | Comente este fragmento(11)

    junho 6, 2014

    Never Forget

    Hoje aqui no Reino Unido, na Europa e, espero, em todo o resto do Universo, relembramos os 70 anos do Dia D. Em 6 Junho de 1944 tropas britânicas, americanas e canadenses invadiram a costa da Normandia, na França, para impedir o avanço nazista.

    Uma manobra controversa, mas que culminou no recuo das tropas alemãs e subsequente vitória dos Aliados sobre Hitler.

    Viver em um país com memórias das Grandes Guerras Mundiais é um privilégio em termos de fatos históricos disponíveis. Por todos os lados há lembranças, há marcas de bombardeamentos que nunca serão restauradas para que nunca sejam esquecidas. Há histórias de familiares que participaram, que se feriram, que viveram, que principalmente, não voltaram. Há lembranças de racionamento de alimentos, da importância de cultivar sua própria horta, de colher frutos silvestres, de fazer seu próprio pão. Há discursos inspiradores de Churchill e Eisenhower e há homenagens de tantos inúmeros poetas.

    De tudo o que a mídia vem divulgando nestas últimas semanas, a que mais me tocou foram as fotos interativas criadas pelo fotógrafo Peter Macdiarmid (link abaixo). Nelas podemos comparar (clicando em cada foto) os exatos lugares onde a invasão aconteceu em 1944 com os dias de hoje.


    D-Day landings now and then



    1944




    2014



    E vendo essas fotos e comparando com nossas vidas atualmente, a citação de John Maxwell Edmonds, no epitáfio do cemitério do 2º Batalhão Britânico, se faz ainda mais significativa:

    When you go home, tell them of us and say
    For their tomorrow, we gave our today.

    (Quando você for pra casa, conte a eles sobre nós e diga
    Que para o futuro deles, nós demos o nosso dia de hoje.)


    Escrito a mão pela Marcia às 8:59 AM | mais em That British Kingdom | Comente este fragmento(2)

    maio 20, 2014

    Secret Kingdom

    No final de Abril passamos uns dias em Northumberland e acredito que encontramos um pedaço de um reino secreto aqui do Norte, propositadamente pouco divulgada, numa região categorizada como Outstanding Natural Beauty (Proeminente Beleza Natural). Estou tentando evitar hipérboles para descrevê-la, mas as hipérboles abundam.

    Afinal, não é em qualquer parte do mundo que você pode ter um castelo do século VI na beira de uma praia limpíssima, com focas selvagens nadando no mar e belíssimos rock pools (piscinas naturais?) surgindo na maré baixa, revelando um mundo magnífico de criaturas aquáticas. Eu avisei, hipérboles.

    Fomos à Northumberland exatamente pelas suas rock pools, algo que tínhamos certeza que nós três iríamos adorar. Passamos horas e horas fuçando pedras, algas e conchas. Encontrar hermit crabs foi nossa atração favorita (seguido de um good old fish & chips).

    Miss S já esteve em outras praias bem sem graça (Whitby e Maryport) mas desta vez foi a primeira vez que ela realmente teve o gosto de brincar na praia propriamente. Fez castelos de areia, correu das ondas, catou conchinhas, caminhou um bocado, escalou rochas, comprou sorvetes de todos os sabores possíveis.

    O tempo ainda estava incerto, nublado, foggy. A temperatura máxima não passou dos 9ºC. Mas não fez a menor diferença. Ir à praia completamente vestidos é algo natural e normal na costa britânica, algo que muito me agrada.

    Era possível pegar um barco para ir a uma remota ilha cheia de pássaros Puffins (cartão postal de Northumberland) e focas. Mas deixamos para uma próxima vez, quando Miss S vai aproveitar melhor.




















    *Hermit Crabs foram devidamente devolvidos aos seus habitats














    Escrito a mão pela Marcia às 9:49 AM | mais em M&M Family | mais em That British Kingdom | Comente este fragmento(1)