abril 9, 2013
First Trip to the City
Mr.M teve que ir a uma embaixada em Londres para tirar um visto e sugeriu que eu e Miss S fossemos juntos. A princípio pensei em recusar, pelo trabalho de chegar lá (1 hora de carro + 2 horas de trem), de se locomover no meio da multidão de turistas com uma toddler num domingo, de alimentar a mesma toddler cuja dieta ainda é meio restrita e tantas outras razões só para passar uma única noite na capital. Mas depois pensei bem e achei que evitar esse trabalho todo não fazia sentido, uma vez que a diversão e a aventura pra Miss S seriam maiores que o cansaço.
E assim partimos, carregando pouco mais do que escova de dentes, fraldas e o carrinho. E Miss S pôs seus pés pela primeira vez na velha capital.
Mr.M e eu estávamos morrendo de saudades de Londres, mas estávamos preparados para ter uma experiência completamente diferente desta vez. Nos surpreendemos como Miss S se distraiu no trem, brincando, conversando, comendo, cantando.
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Fomos direto a Southbank de taxi e assim que ela viu o London Eye ficou toda animada. Mostramos a ela o Parliament House e o Big Ben e o Tâmisa, mas ela ficou mais impressionada com as bóias no rio (?!).
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Levamos Miss S para o London Sea Life Centre e enfrentamos uma fila horrorosa para entrar. Mas ela foi paciente, comeu bastante uvas enquanto esperava. Uma vez dentro da atração Miss S se esbaldou de empolgação, os preferidos dela continuam sendo as Manta Rays (arraias), mas desta vez, além das criaturas que ela já havia visto em Birmingham, ela viu enormes tartarugas marinhas, penguins e um polvo gigante. Para Mr.M e eu esta foi nossa segunda visita e nos impressionamos da mesma forma que Miss S. A estrutura do aquarium é muito bem desenhada, a mesma magnífica área de tubarões dá pra ser vista de vários andares. E os corais e anemonas são espetáculos a parte que passam despercebidos pra muita gente. A atração estava lotada (como qualquer lugar em Londres num domingo), mas com um pouco (muita!) de paciência deu pra ver tudo.
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Saímos do Sea Life Centre e a área de Southbank já estava intransitável com vários artistas de rua atraindo multidões. Miss S olhava a tudo perplexa, como se fosse uma grande festa de rua, tanta música, tanto barulho, tanta gente diferente. Paramos para lanchar e Sophie comeu macarrão ao pesto que eu havia levado de casa. Começamos a caminhar em direção ao hotel que ficava em Mayfair. Foi aí que o carrinho foi um grande aliado, já que Miss S estava cansada e de barriga cheia e foi bacana para Mr.M e eu perambularmos pelas ruas como fazíamos antes.
Chegamos no hotel exaustos, mas Miss S, que não dormiu durante todo o percurso, agora estava toda cheia de energia e achou o quarto do hotel a coisa mais fantástica do mundo! A gente paga um dinheirão num quarto de hotel e esse povo de dois anos vindo do interior quer é pular na cama, jogar as almofadas no chão, comer pão e deixar migalhas por todos os móveis, colocar todas as roupas e sapatos dentro do criado-mudo! Miss S não parou um minuto de vasculhar todo o quarto. Pegou o telefone e ligou para Captain Barnacles (do Octonauts), ligou a TV, tomou banho de banheira, usou todas as toalhas, fez valer cada centavo da hospedagem.
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Para jantar faltou organização da nossa parte. Estávamos cansados e esquecemos que, como quase em toda a Inglaterra, tudo fecha antes das cinco da tarde no domingo. Eu não estava com fome e Miss S sem ter dormido já estava dando sinais de iminente crise, então evitamos ir a um restaurante em plena Mayfair. Andamos bastante até encontrar um lugar pra comprar sanduíches e frutas. Passamos na frente do Ritz, sem saber que a história estava sendo escrita lá no exato momento (r.i.p Mrs Thatcher). Miss S continuou vasculhando o quarto do hotel enquanto comia uma maçã. E finalmente todos dormimos.
Na manhã seguinte Mr.M resolveu o visto na embaixada rapidinho e de lá tomamos café da manhã (Miss S não quis comer nada) e caminhamos até o Regent Park e o Queen Mary's Park. Foi a melhor escolha. Sophie ficou encantada de ver os lagos com Herons e patos diferentes.
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O mais engraçado é que agora se ela encontra algum lixo num parque ela fica apontando com o dedo e falando alto: "OH NO! Uh-oh, look: rubbish" ("Ah não! Olha aqui: lixo") E faz cara de brava, fica lá parada ainda com o dedo em riste: "Rubbish, more rubbish!" ("Lixo, mais lixo") E a gente tenta acalmá-la dizendo que depois a gente manda um email pra Rainha avisando. Daí ela repete: "we tell Queen later" ("a gente conta pra Rainha depois") e volta a caminhar.
E mal sabe a Rainha que depois de um tempo a pequena súdita queria mesmo era pular a cerca com intenção de vandalizar a Vossa cascada real.
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Logo a fome chegou e Miss S quase teve uma crise. Entramos num café, pedimos água quente e esquentamos mais macarrão com pesto que eu havia deixado no frigobar do hotel. Passado furacão da fome fomos andar pelo jardim de rosas (que ainda não estão em flor, mas quando estiverem vai ser um espetáculo) e logo ela perguntou se a gente podia voltar pra casa. O que foi ótimo porque já estava na hora de pegarmos o trem de volta. Caminhamos bastante com Miss S no carrinho até a estação, o que nos economizou um taxi. Miss S brincou um pouco no trem, depois dormiu a viagem toda. Pegamos nosso carro, mais uma hora de estrada e chegamos em casa com Miss S dizendo: "Yay! Back home, yay!!"
Valeu a pena. Na próxima vez precisamos de um pouco mais de planejamento com as refeições, mas de resto tudo deu certo, sem nenhuma crise de choro pra nenhum de nós. Foi sem dúvida uma visita diferente desta vez. Mr.M e eu curtimos Londres agora com um outro membro no time dividindo as nossas experiências.
Hoje Miss S está usando o verbo "remember" pela primeira vez. Tem falado várias vezes: "remember we go on the train?" (sic) ("lembra que fomos no trem?"), "remember we saw the turtle?" (lembra que vimos a tartaruga?"), "remember we saw seahorse?" ("lembra que vimos o cavalo-marinho?"), "remember Sophie in hotel?" ("lembra da Sophie no hotel?). Criando suas próprias e únicas lembranças. Sim, minha querida, eu me lembro também. :)
abril 4, 2013
Flappity Flippers and All That
Havia contado aqui anteriormente que Miss S adora criaturas marinhas. Agora que o vocabulário dela está maior que o meu ela não apenas reconhece a espécie, mas também o tipo. Então nas conversas que trocamas não é apenas "baleia" mas é preciso especificar "baleia humpback" ou "baleia orca" ou "baleia beluga". E não apenas "tubarão", mas "tubarão hammerhead", "tubarão branco", "tubarão-baleia" (pra complicar ainda mais meus neurônios meia-idade). E nem vou mencionar os inúmeros nomes de peixes, como o hawaiano "humuhumunukunukuapua'a", que eu preciso saber senão não dá pra brincar.
E Miss S aprende tudo isso graças a magnífica animação britânica (inspirada no livro original da dupla americo-canadense Meomi) chamada Octonauts. Se você não conhece, a animação mistura aventura e dados oceanógrafos e biólogos reais. Os personagens são fofinhos, o ambiente é verossímil e tudo é adaptado para crianças em idade pré-escolar, não há personagens malvados ou vilões, todos têm sua função no oceano. Mais ou menos Hello Kitty meets David Attenborough.
Aqui em UK Octonauts passa diariamente no canal CBeebies e é extremamente popular. Miss S ama e já coleciona um certo arsenal de livros, revistas e brinquedos escolhidos a dedo da série. E eu também adoro assistir e adoro mais ainda ver uma criancinha de dois anos e três meses falando: "N is for Narwhal". Cute.
No feriado de Páscoa pesquisamos algum aquarium para levar Miss S pela primeira vez. E qual não foi nossa grata surpresa de saber que o Birmingham Sea Life Centre estava promovendo um evento especial com Octonauts!
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Nos organizamos, reservamos os tickets, mas não falamos nada pra Miss S, caso o plano falhasse por qualquer razão (leia-se: nevasca). Uns dias antes do evento visitamos os pais de Mr.M, que deram a Miss S um dos personagens dos Octonauts. E também um balão a hélio dos Octonauts e, balão a hélio na cotação das crianças de dois anos é equivalente a uma Ferrari. Ela havia levado uns outros personagens que ela já tinha e a festa ficou completa, explicando incansavelmente os nomes de todo o time pros avós: "Não, Grandpa, esse é Captain Barnacles!!", "Não, Grandma, esse é Kwazii no Gup-B, não no Octopod!!!"
E enfim chegou o dia da visita ao Sea Life Centre. Já na entrada ela abriu um sorrisão, apontou pra decoração toda em Octonauts e exclamou: "Look that, look THAT!!!" E fez aquela cara de surpresa com a boca escancarada e os olhos brilhantes, sabe qual? Aquela que faz seus olhos encherem de lágrimas?
E viu tudo com muito interesse e admiração, adorou mesmo as Manta Rays e Stingrays (tipos de arraias), ficou fascinada e fala delas até hoje. Antes da visita ela adorava tubarões e estávamos ansiosos para mostra-la. Ela viu alguns pequenos logo na entrada e ficou meio receosa. No tunel envidraçado pudemos ver enormes hammerheads e guitarsharks e eles passavam bem, bem perto do vidro e Miss S ficou com medo e disse que não gosta de tubarões.
Ficamos admirados como o evento estava mesmo bem organizado, todas as placas de informações e fatos sobre as espécies eram dos Octonauts, tudo muito bem produzido em alta qualidade. Miss S parava pra ver todos os banners, posters, placas e sinais que tinham os personagens, mais do que parava para ver as criaturas marinhas. E ficou feliz da vida de tirar a foto do lado do personagem favorito, o penguim Peso:
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Logo depois da área da Amazônia, Miss S perguntou: "Shall we have lunch now?" ("Podemos ir almoçar agora?") Que é o código para dizer: estou cansada, com fome e se demorar muito, vou chorar". Então apressamos nosso passo e ainda demos uma enrolada na lojinha para esperar a aparição de um dos personagens. Nós não sabíamos o que esperar, se o personagem iria cantar, dançar ou o quê. No fim Kwazii apareceu só pra posar para fotos mesmo. Miss S ficou desconfiada, não quis chegar perto, muito menos tirar foto com ele. Ganhou adesivo, compramos um copo Octonauts e saímos para almoçar no Wagamama.
De volta pra casa Miss S conversou sobre o que viu, acrescentando: "I saw a hammerhead shark. It's big and a bit scary". (Eu vi o tubarão hammerhead, é grande e um pouco assustador). E é por exatamente essa razão que a visita vale a pena. Para criarmos nossas próprias percepções do que antes era só imaginação. Tubarões são mesmos assustadores, minha menininha. Shiver me whiskers!
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fevereiro 26, 2013
On Parenthood Challenges
(Não leia este post durante a sua refeição, chá da tarde ou se for sensível a detalhes erm... indigestos)
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Poucos momentos testam mais a sua auto-confiança maternal/paternal do que o momento em que a sua criança fica doente. Sentimentos de impotência e insegurança são tão constantes e onipresentes que não há um instante de descanço, de sono, de tranquilidade. Diferente de quando acomete qualquer outra pessoa que você ame. Porque você, na condição de pai/mãe, é diretamente responsável pelo bem-estar daquela criaturinha adoecida.
Agora que Miss S está bem, brincando, pulando e falando sem parar de novo posso respirar novamente e relatar aqui para futura referência como foi difícil vê-la sofrer com um vírus miserável (provavelmente norovirus).
Na terça-feira passada ela começou a vomitar logo de manhã. No período de 24 horas ela vomitou 12 vezes. No dia seguinte apenas 5 vezes. No entanto o que nos alarmou foi que ela ficou letárgica e sonolenta. Nós não conseguíamos mantê-la acordada nem por 1 hora. Ela acordava, bebia água, vomitava, dormia de novo. Numas das vezes vomitou deitada e nem tinha energia de levantar. E então ninguém mais dormiu enquanto ela dormia. E para piorar o quadro ela começou a ter diarréias terríveis, chorava de dor, de medo, de surpresa, de angústia. Num corpinho que já havia sofrido por dois dias inteiros.
No dia seguinte levei-a no médico, que percebeu que ela estava cheirando a ketosis, que é sinal que o corpo está queimando gordura (já era o terceiro dia que ela não comia), mas que também poderia ser sinal de diabetes. O médico achou melhor encaminha-la ao hospital para exames e observação. Como o hospital é relativamente perto, ele chamou uma ambulância. Os paramédicos da ambulância fizeram os exames iniciais e Miss S estava tão sem energia que deixou eles colocarem eletrodos, sensor de pressão, termômetro, até tirar sangue do calcanhar, tudo sem chorar, sem escândalo, bastante raro pra ela que detesta estranhos.
No hospital ela dormiu, dormiu, dormiu. Mr.M nos encontrou lá. O pediatra examinou, disse que todos os exames dos paramédicos deram normais, sem sinal de diabetes. Nos acalmou dizendo que era provavelmente um vírus e que ele nem iria causar mais stress nela tentando colocar soro intravenoso porque ela estava só um pouco desidratada e era mais fácil tentar com solução rehidratante oral primeiro. A enfermeira trouxe um sachê, misturou na garrafinha de suco da Miss S, que já estava acordada e viu tudo. Assim que a enfermeira deu a garrafa, Miss S proclamou: "I don't like that one, I don't want that one, I want MY juice!" ("eu não quero esse aí, eu não gosto desse aí, eu quero o MEU suco!")
Foi o começo da melhora. Ainda no hospital ela pediu pra comer banana (deu só uma mordida) e biscoito. Eram os primeiros sólidos em vários dias. Voltamos pra casa aliviados, mas com Miss S ainda debilitada, ainda com diarréia cruel, ainda letárgica. Foram mais dois dias até que ela pudesse se sentir melhor novamente, ficar acordada, pedir pra brincar.
Hoje, uma semana depois dos primeiros sintomas, ela está praticamente normal, o apetite voltou (embora bastante seletivo). Ainda estamos indo com calma, comidas simples, bastante líquido, repouso. Mas Miss S já voltou a ser a menina ativa, engraçada, cheia de energia e sorrisos que sempre foi. Privilegiados e agradecidos somos estes pais que passaram apenas por um mero vírus sazonal, totalmente passageiro, totalmente curável. Temos total consciência disso.
Houve momentos durante essa longa semana que meu coração apertou tão forte, as lágrimas foram escondidas com tanta dificuldade numa tentativa de transmitir uma certa calma pra uma criança que nunca havia passado por isso, que estava assustada, confusa, exausta. Os mais torturantes foram os a seguir:
- Ela só podia tomar 10ml de líquido por vez para que o estômago absorvesse sem causar o reflexo de vomitar. Mas como ela sentia sede, ela queria mais. Eu expliquei pra ela que se tomasse muito ela iria passar mal. Irritada e com sede ela pegou o copo da minha mão e tomou mais do que devia. Em dois minutos ela vomitou violentamente. Enquanto eu trocava a roupa dela ao mesmo tempo em que colocava toalhas no chão, ela falou baixinho pra mim: "Sorry Mummy..." Mesmo a abraçando e dizendo pra ela que nada daquilo era culpa dela, confortando e dizendo que estava tudo bem, que ela não precisava se desculpar por nada, no fundo eu fiquei tão triste de ver que ela estava se sentindo mal por causa da sujeira, da bagunça, de coisas insignificantes...
- Durante um dos mais terríveis ataques de diarréia ela chorava agoniada, tremia, segurava em mim gritando : "I don't like it, I don't like it" ("eu não gosto disso") e quando o ataque terminava, entre soluços ela dizia baixinho: "I need to clean bumbum, Mummy" ("eu preciso limpar o bumbum, Mummy")...
- E o mais significativo momento de toda essa crise (último dos detalhes nojentos, prometo, se é que alguém conseguiu ler até aqui) foi quando ela vomitou muito, muito, muito. Não deu tempo de fazer muita coisa, toda roupa dela estava ensopada. Ela começou a chorar apavorada e pediu: "Uppy Mummy! Hold me, Mummy!!" ("Colo, Mummy, me abraça!!"). E você sabe que se a abraçar sua roupa também vai ficar ensopada, que os bracinhos dela vão ensopar seu cabelo, que você vai estar muito mais exposta ao vírus. E no entanto você não pára pra pensar, você pega a criança chorando e abraça forte e a carrega e diz que está tudo bem. Você beija o rosto e a testa, coloca a cabeça dela no seu ombro e abraça novamente. E assim que ela se acalma você diz: "How about we have a shower together, you and Mummy? And we play with tea set?" ("Que tal um banho juntas, e a gente brinca com o jogo de chá?") E a sua criança diz: "Yes". E você liga o chuveiro, pega o jogo de chá e não pensa em mais nada.
fevereiro 13, 2013
Conquering the Snow
Boneco de neve? Anjo de neve? Tobogã na neve? Bolas de neve? Andar na neve?!?!? Nada disso trazia o mínimo interesse no coraçãp de Miss S. Ela tinha medo de tocar na neve e dava um escândalo quando abríamos a porta e um mísero floquinho de neve caía do lado de dentro da casa. "Snow is coming inside!!!!!" ela gritava.
Aos poucos fui mostrando a ela que a neve é inofensiva e que dava pra brincar com ela. Trouxe um pouco de neve para dentro de casa numa bandeja. Primeiro fiz castelos, mostrei que a neve era igual a areia e ela só assistiu. Depois peguei canetinhas e comecei a fazer pontos coloridos. Daí ela se interessou mas foram dias e dias que ela pedia que eu fizesse os pontinhos mas não chegava perto.
Até que um dia ela resolveu experimentar por si própria:
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Numa semana em que a neve já estava indo embora e parte da grama estava descoberta, Miss S finalmente aceitou ir brincar no jardim. Ainda desconfiada, ela só brincava na borda da neve:
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Eu andava na neve, fazendo crunch, crunch, crunch. Ela apontava e dizia: "Look Mummy, footprints!" E eu a incentivei a fazer as próprias pegadas na neve, sem esperanças de que ela fosse aceitar. No entanto:
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E finalmente conquistamos a desconfiança dessa coisa gelada, grudenta, branca e fofa. Miss S ainda está longe de brincar e rolar na neve, ainda nem põe a mão. Mas ao menos agora ela sabe que pode ter um certo controle sobre ela, andar nela, fazer pegadas. No próximo inverno ela vai estar com 3 anos e já com 1 ano de experiência prática na neve.
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Aqui sozinha, sem precisar segurar na minha mão, com neve quase até o joelho (15 cm):
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Go Sophie!
fevereiro 1, 2013
January Cure - The Final Sweep
Chegamos ao final do projeto January Cure 2013 do site Apartment Therapy.
E eu serei eternamente grata. A maior diferença, porém, não foi na casa, mas em mim.
Tem horas, principalmente quando sua criança lhe acorda pela terceira vez na noite, que parece que só a sua casa é que está bagunçada, só os seus lençóis perderam as esperanças de serem trocados, só o seu banheiro tem sido palco para bactérias fazerem E.Colipalooza.
No meu caso, quando a casa inteira está desarrumada, eu me sinto mentalmente sobrecarregada, começo a pensar em tudo o que precisa ser feito, em tudo o que está fora do lugar, em toda sujeira que precisa ser eliminada. Em minha mente vou precisar de várias horas, vários dias até, para colocar tudo em ordem. E porque tempo é algo escasso e precioso, acabo desanimando/emburrando/procrastinando, achando que nunca vou ter oportunidade para arrumar como devo.
Foi aí que o January Cure me ajudou. Com o projeto percebi que eu não preciso limpar e arrumar a casa inteira de uma só vez. Uma tarefa por dia, um só foco para se concentrar. Cada passo parece mais fácil e realizável. E finalmente minha mente encontrou um certo otimismo: "hey, I can do that!"
Além disso, ler nos comentários do Apartment Therapy uma leva de gente (inclusive os próprios editores) contando como certos cantos da casa estavam pela hora da morte traz um certo acalento porque você percebe que não é a única que não consegue encontrar um abridor de latas na segunda gaveta (toda cozinha tem uma "segunda gaveta", não? Aquela onde vai tudo o que não é garfo-faca-colher que coube na primeira gaveta).
No começo é difícil acreditar que tudo vai estar mesmo arrumado e limpo em um mês, mas na metade do projeto você já começa a perceber enormes progressos. Eu não segui todas as tarefas religiosamente. Algumas eu não fiz, outras ainda não terminei. E mesmo assim o resultado foi visível.
Enfim, eis alguns pontos do projeto que fizeram grande diferença no funcionamento da nossa pequena casa:
Chão limpo:
Óbvio mas fácil de negligenciar. Os editores do Apartment Therapy dizem que mesmo quando a sua casa está um caos, assim que você limpa o chão percebe que não está tão ruim. Pesquisei e encontrei um produto excelente da Method pro nosso chão de madeira, fácil de segurar e esguichar, não precisa diluir nem nada. Uso com o mop de microfibra. As vezes delego para minha gerente.
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Potes de armazenagem:
Demorei para encontrar potes que me agradassem, mas agora não queremos nenhuma outra marca: Oxo Pop. Aperta um botão, abre; aperta de novo, fecha. Descomplicado e eficiente. Transparentes, dá pra ver quando algo está acabando e preciso repor.
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Coat hanger para Sophie:
Instalamos esses ganchos para pendurar casacos (não sei como chama em português?), na altura dela. Ela já tem seus próprios casacos, luvas e acessórios para pendurar e acabava sobrecarregando os nossos e ninguém encontrava nada. Logo ela vai usar para pendurar mochila, uniformes e afins.
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Organização dos cabos:
Ainda é um processo em andamento. Atualmente existem umas opções bem bacanas, inteligentes e coloridas para organizar cabos, recarregadores, tomadas, extensões. Estamos ainda pesquisando quais os melhores para as nossas necessidades. Mas eu já colei esses Cabledrops (BlueLounge) nos criados-mudos pra gente ter sempre os plugs na mesa ao invés de no chão. E também gostei desses Adaptors Wraps, para enrolar os cabos USB e recarregadores evitanto, assim, que eles se enrosquem e se desentendam nas gavetas.
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Organizador de gaveta:
A supracitada segunda gaveta ganhou divisórias e agora encontro o que preciso quase sempre.
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Flores:
Todo sábado tínhamos como tarefa comprar flores novas pra casa. Essa foi minha tarefa favorita e um hábito que pretendo seguir daqui pra frente. A importância delas foi fundamental; eu passava a semana toda pensando em quais flores compraria no sábado (I lead a dull life). E elas me davam o incentivo que eu precisava quando estava arrumando, na expectativa de exibi-las assim que terminasse. Sem contar que quando você está escolhendo as flores pra comprar você sabe que é para a sua casa, que você tem orgulho dela, que você quer vê-la bonita, saudável, feliz. E que você as merece também.
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E assim chegamos ao fim do projeto.
Mas não se engane, caro leitor, achando que agora minha casa está brilhando de limpa, organizada, decorada, cheirando a jasmim. Não está. Muito longe disso. A intenção do Jan Cure nunca foi alcançar a perfeição. A intenção foi revitalizar. E isso certamente aconteceu, nossa casa está melhor hoje do que um mês atrás.
Desde que nos mudamos, quatro anos atrás, esta é a primeira vez que sinto orgulho do lar que criamos. Com suas obras a terminar, paredes rabiscadas de giz de cera, gavetas transbordando, sapatos espalhados, com tudo imperfeito. O que o Jan Cure trouxe foi um novo relacionamento meu com a pequena casa. Hoje eu vejo a limpeza não mais como uma carga, obrigação, punição, maldição. Mas como algo fragmentado, pequenas atenções todos os dias, pequenos carinhos com a casa (flores, flores!), pequenas organizações pra viver melhor.
Um dos posts mais significativos do Apartment Therapy pra mim foi um sobre fazer uma lista dos atributos da sua casa dos quais você é grato. Com tantos sites, revistas e programas de decoração bombardeando impecáveis e imaculadas casas e mansões é natural reclamar e encontrar defeitos da sua casa. E a sua talvez seja o sonho de muitos outros.
A minha lista de gratidão à nossa casa:
- É num lugar silencioso, relativamente seguro, com bons, semi-não-intrometidos vizinhos.
- Tem jardim de bom tamanho (eu não daria conta se fosse maior).
- A cozinha tem tudo o que sempre quis.
- Foi (está sendo) renovada por nossas próprias mãos.
- É quentinha no inverno.
- É nossa.
- É a casa da infância de Miss Sophie. E um dia pode ser dela.
Agora preciso imprimir a lista de Como Limpar Sua Casa em 20 min por Dia por 30 dias. E tentar manter a rotina. Mas agora a gerência está me chamando para brincar de "ready-steady-go".
We're cured.
janeiro 14, 2013
Jan Cure
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Começo este post com um self-pity party, me dêem licensa, reclamando choramingando contando como está sendo fisicamente difícil manter todo o resto da rotina diária funcionando ao mesmo tempo em que cuido de Miss S todas as horas por dia, sem ajuda de absolutamente ninguém, nem por um final de semana, nem por um dia, nem por uma hora, nunca. Sem babá, sem faxineira, sem cozinheira, sem família, sem vinho gelado.
E se alguma parte acaba sendo negligenciada, essa parte tem sido a nossa casa. Entre limpar o chão ou comer/dormir, a última opção sempre acaba vencendo. Mr.M faz MUITO por aqui, mas ele também precisa brincar com Miss S, que não vai mais ser assim pequenininha por muito tempo. Só agora, depois de dois anos, é que estou conseguindo colocar minha cabeça pra fora do poço e voltando aos poucos a cuidar de partes essenciais da nossa vida.
Enfim, o que eu quero mesmo dizer é que nossa pequena casa precisava de um pouco de atenção. Eis que o site que eu adoro, Apartment Therapy, começou um projeto chamado January Cure. Serão 31 dias de pequenos (outros grandes) cuidados com a casa. Um email por dia com uma tarefa, a motivação que eu precisava. Me inscrevi.
A expectativa é que em Fevereiro a casa esteja funcional, limpa e mais fácil de manter. Uma das primeiras taferas foi comprar flores para a sua casa. O simples fato de precisar abrir espaço em algum lugar para colocar essas flores já foi um incentivo. E assim estamos caminhando, um passo por dia. E um grande salto por final de semana.
Nesse que passou a tarefa atacou a cozinha. Só a cozinha, mas em todos os cantos, superfíces, armários, geladeira, etc. O que mais me motivou foi uma frase simples no final do post do AT: "quando chegar a segunda-feira, estaremos tomando chá numa cozinha limpa". Essa idéia ficou marcada na minha cabeça e me dando ânimo para fazer a tarefa, mesmo com uma toddler espalhando iogurte pela casa. Não consegui terminar tudo, mas o que fiz tem feito uma diferença muito grande.
Foi uma surpresa jogar fora uma quantidade imensa de produtos com a validade vencida. Algo que em minha mente certamente não fazia mais que três meses que eu havia comprado, estava com a validade vencida desde Janeiro 2012!
Mandei pra reciclagem um monte de copos, canecas e taças que não gostamos e não usamos e ocupavam valioso espaço. Comprei produtos Ecover porque são eficientes e não me dão eczema. Encomendei potes para armazenagem. Limpei as prateleiras, as janelas. Mr.M limpou o fogão e o chão. E finalmente hoje, segunda-feira, fiz meu chá numa cozinha limpa. Talvez ainda longe de estar organizada e decorada como eu gostaria, mas já é um começo e fiz meu chá sorrindo.
De manhã, Miss S entrou na cozinha e falou: "oooh, Mummy tidoh up 'ere!" ("oooh, Mummy arrumou aqui"). ♥
Ainda há muito trabalho a ser feito, dentro e fora da casa. Um email por dia. Chegaremos lá. Eu conto aqui ao final do mês.
janeiro 4, 2013
A Party for Miss Sophie
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O bolo de chocolate foi da Fiona Cairns for Waitrose, sem decoração. Comprei as miniaturas japonesas Re-ment no eBay (thanks Lolla for your help!) e a "toalha de picnic" era uma amostra grátis de uma cortina da Laura Ashley. E ta-da, tudo o que Miss Sophie mais adora representados no bolo: picnic, bolo, teddy bear e chocolate (e café pra nós).
As garrafinhas são charmosas "school milk bottles", que eram usadas nas escolas, tempos atrás. Elas trouxeram lembranças e histórias engraçadas pra mesa. A irmã do Martin detestava o leite morno que vinha nelas, até hoje ela não gosta de leite morno. Já Martin adorava e sempre tomava todo o leite, mas não sem antes fazer bolhas com o canudinho de papel.
Os pratinhos e descartáveis são da ilustradora britânica Mandy Sutcliffe, criadora do Belle and Boo.
Acho que esta foi última vez em que pude escolher a decoração da festinha. Logo quem vai estar no comando dando ordens de temas e enfeites vai ser my Little Miss Sophie. And I can't wait.
dezembro 25, 2012
Little Miss Sophie is Two
My dear Little Girl,
Happy Birthday, sweetpie.
Dois anos e oh, quantas mudanças em nossas vida! Quando olho para trás, em Janeiro deste mesmo ano você ainda não andava, não falava, tinha uns quatro dentes apenas e pouquinho cabelo. Hoje você anda, corre, escala, fala, canta, tem quase todos os dentes e pouquinho cabelo.
A mais extraordinária mudança tem sido a sua linguagem. Você fala sentenças longas ("I want to watch Charley Bear on Daddy's computer, Mummy gets Daddy's computer downstairs") e muitas vezes gramaticamente corretas ("I want to put socks ON", "I want to turn it OFF"). "I want" tem sido a conjugação verbal que eu mais ouço recentemente...
O que mais nos surpreende é que você entende o sentido das frases, mais do que simplesmente repetir palavras. Outro dia você não queria comer seu almoço, que era de arroz com alguma outra coisa. E o seguinte diálogo se seguiu:
Eu: "You don't want to eat that? How about pasta then?"
("Você não quer comer isso, que tal macarrão então?")
Miss S: "How about pudding, Mummy?"
("Que tal sobremesa, Mummy?")
Cheeky... Seu vocabulário é imenso. Está sempre perguntando: "what's that Mummy?" até aprender uma palavra nova. Também conta de 1 a 10 e sabe que se há algo com 10 unidades é algo bastante numeroso:
"10 choco-laytes, that's a lot of choco-laytes, Mummy"
("10 chocolates, é um monte de chocolate, Mummy")
Adora tudo do mar, fala octopus, jellyfish, seahorse, starfish, shell, eel, shark... (lula, agua viva, cavalo marinho, estrela do mar, concha, moréia, tubarão). Estavamos lendo sobre Blue Whales (Baleia Azul) e como elas são os maiores animais do mundo. Uns tempos mais tarde você viu um adesivo de uma baleia amarela e exclamou:
"Look, Mummy, a yellow Blue Whale!"
("Olha, Mummy, uma Baleia Azul amarela!").
Recentemente Daddy voltou de viagem e trouxe seu primeiro Lego Duplo. Você ficou absolutamente fascinada, brinca de Lego todos os dias. Daddy foi e ainda é um Lego-maníaco e é com o coração dando risadinhas que ele vê você seguindo o mesmo caminho de tijolinhos.
Eu tentei lhe dar uma boneca bebê quando você começou a se interessar num dos Toddlers Group que a gente frequenta. Pesquisei, comprei uma francesa, do tamanho e peso ideal pro seu tamanho. A boneca ainda está na caixa. De vez em quando eu tiro ela da caixa e falo "vamos brincar com a boneca? quer trocar a roupa dela?" o que você me responde sem rodeios:
"I want to put back in box"
("eu quero colocar ela de volta na caixa").
Le sigh...
O que você gosta mesmo é de pular, correr, dançar ("I'm a ballet dancer! Groove moves, Mummy get up!!"). Não existe tempo ruim pra você. Pode estar chovendo horrores lá fora e você quer ir brincar no jardim. Eu tento argumentar que está chovendo e está frio. Daí você traz suas botas e diz:
"I put wonder wellies on, how about wonder wellies, Mummy?"
(eu coloco minhas super botas, que tal minhas super botas, Mummy?) e depois completa:
"I put hat on, Mummy put coat on, let's go, good idea"
("eu coloco meu capuz, Mummy coloca o casaco, vamos, boa idéia").
Quem neste mundo consegue dizer não? Então nós vamos pro jardim, de superbotas, casaco e você brinca, brinca, brinca feliz da vida.
E feliz você tem sido, minha menininha. Estamos encerrando o ano sem ter ido uma única vez no médico. Está com 12Kgs e 80cm, calça sapatinhos número 5G. Continua comendo bem, sua nova paixao é furikake. Batian nos mandou um pacotinho e você amou. Já ama arroz, agora com furikake por cima, você acredita que é a melhor invenção depois do chocolate em formato de pirulito.
Cada vez mais estamos notando suas evoluções físicas e de desenvolvimento. Outro dia assistimos a um videozinho seu em que você dava tchau no estilo "be gone" (xô, xô) com a mãozinha e meu coração apertou porque você não faz mais isso e não há botão Rewind pra voltar e assistir mais uma vez ao vivo. "Oh dear, Mummy" (ó ceus, Mummy) que eu adoro continua sendo usado mas também está com os dias contados porque agora você fala alto "I MADE A MESS, Mummy!!!" ("eu fiz uma bagunça, Mummy!").
E jamais nos esqueçamos da sua recém-adquirida independência. Oh sim, porque toda criança de quase dois anos se considera auto-suficiente e indestrutível e quer subir e descer as escadas sozinha. Quer subir na cadeira sozinha pra daí subir na mesa sozinha. E quer escalar o sofá sozinha para poder brincar com o interruptor de luz so-zi-nha. E quando as pobres mães dessas crianças de quase dois anos tentam intervir, são agraciadas com a instrução:
"No, Mummy, byebye, Mummy go wash hands".
("Não, Mummy, tchau, vai lavar as mãos").
Na pior das hipóteses, quando não é possível negociar, aí sim eles chegam: tantrums. A choradeira frustrada com tudo que tem direito: lágrimas, choro alto, lábio curvado, nariz escorrendo, braços abanando, soluços na barriga, "oh dear..." sendo repetido infinitamente.
Mas em compensação outras coisinhas graciosas também começaram a surgir. As vezes você coloca sua cabeça no meu peito e diz: "I need a kiss, Mama". Awwww. E outro dia você ficou tão empolgada que Daddy havia voltado do trabalho que disse espontaneamente: "I LOVE MY DADDY!!!" Awwww. Perguntada se você tambem ama a Mummy você respondeu: "I LOVE CHOCO-LAAAYTE!!!" Oh well.
E há tantas, tantas outras novidades em sua vida. Você viu um arco-íris pela primeira vez este ano, visitou um zoológico, se apaixonou por meerkats, alimentou as galinhas da sua Auntie Jackie, alimentou Pepe the Blackbird, cheirou muitas flores na primavera e no verão, aprendeu a fazer castelos de areia, colheu batatas que Daddy plantou, viu lagos, viu o mar, viu montanhas.
E agora estamos prestes a celebrar seu segundo aniversário. Sua festinha este vai ser na casa da Grandma e Grandpa. Encomendamos seu bolo (de chocolate), fiz macarons (três vezes, só na quarta que acertei o ponto, mas mesmo assim estão meio disformes, manchados de ganache por fora), embrulhamos seu presente com um laço vermelho, escrevemos seu cartão com amor.
A maior celebração para nós é vê-la do seu jeitinho, sorrindo largo, rindo alto, pulando empolgada por pura diversão, por puro prazer. Feliz do chão que pisa e pula, feliz sem nenhum motivo mas por inúmeras razões. Você nos ensina tanto e nos enriquece tanto com a sua esperteza, seu humor já tão adorável, seus gestos, sua doçura. Feliz aniversário, minha querida. Que você tenha toda saúde, toda alegria e todo amor do mundo. E que você saiba dentro do seu coração o quanto a amamos. Because we love you so very dearly, little girl.
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Happy birthday Sophie dear
dezembro 9, 2012
Colouring a Rainny Day (or Weeks)
Num prato fundo, coloque leite integral até cobrir o fundo.
Adicione gotas de corante artificial (de preferencia azul, vermelho, amarelo).
Molhe um cotonete com detergente.
Adicione uma criança curiosa.
Toque o leite com o cotonete e veja o que acontece.
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Explicações científicas para crianças maiores: Make Science Fun (feche a janela pop-up)
outubro 31, 2012
Fall is a Big Orange
Este ano em particular o outono na Inglaterra está absolutamente maravilhoso. Geralmente a gente tem um final de verão com muito vento e chuva, que acaba derrubando as folhas das árvores antes que elas mudem de cor. Este ano, no entanto, choveu e ventou o verão inteiro, mas no final ficou um pouco mais ameno e as árvores estão espetaculares. Algumas Maples estão em degradê que vai da cor vermelha intensa, passando pela laranja, amarela e verde, parecendo em brasa. As Japanese Acers estão vermelhíssimas. Outras estão inteiras douradas ou enferrujadas ou bem amarelas. As folhas caídas são outra atração, por enquanto. Logo as folhas caem todas e as árvores ficam peladas por muitos longos meses e a gente até esquece como elas são com folhas.
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E pra finalizar o post outonal, nossa primeira abóbora de Halloween. Vi a idéia no Pinterest, comprei a dentadura no Tesco por 7p (7 centavinhos da Rainha! E ainda brilha no escuro). Miss S assistiu à minha escultura enquanto almoçava. Não entendeu nada, mas fez um único comentário:
"That's a BIG ojam, Mummy" ("Essa é uma laranja BEM grande, Mummy")
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