dezembro 19, 2014

It's beginning to look a lot like Birthday Party













Bolo encomendado, decorações embrulhadas e encaixotadas, tudo pronto para a festa de aniversário acontecer na casa dos pais de Mr.M. Mas não pudemos deixar de enfeitar nossa casa também pro aniversário de Miss S, pra ela se sentir celebrada, comemorada e ainda mais querida.

Hoje é o último dia de aula na escolinha. Amanhã é o último dia do clube de esporte. E logo a gente pega a estrada e desencaixota tudo e decora e canta e faz a festa. Falta pouco, little miss. I can't wait!

Escrito a mão pela Marcia às 10:13 AM | mais em M&M Family | Comente este fragmento(2)

dezembro 15, 2014

Magical Santa





Recentemente a questão de permitir Miss S acreditar ou não em Papai Noel nos trouxe uma série de dúvidas e questionamentos. Seria certo fazê-la acreditar numa inverdade ou, caso contrário, seria certo priva-la de uma fantasia fundamental para a infância dela?

Obviamente sempre quisemos ser muito honestos com ela, sem excessão. E fazê-la acreditar na história de Papai Noel nos parecia ir contra nossas convicções. Porém alguns argumentos nos fizeram mudar de idéia. Tudo depende da forma de explicar posteriormente à fatídica pergunta: Papai Noel existe ou é agente da Scotland Yard?

Crianças naturalmente necessitam de fantasia. Acreditar nas histórias dos livros e filmes é uma forma de lidar com as várias questões, medos e preocupações da vida delas. É parte essencial da formação da auto-confiança, moral, caráter delas, junto com a disciplina da família. Acreditar em uma certa magia, em mundos que não existem, fazem os problemas ficarem mais fáceis de serem compreendidos. Trazem o conforto quando o mundo lhe sobrecarrega. Fazem o invisível possível. Crianças precisam de fantasia.

E adultos, no fundo, também esperam uma certa magia dessa época do ano. Talvez não em forma do bom velhinho, mas em forma de uma transformação, seja ela qual for. A esperança de que algo seja melhor, que uma situação se resolva ou seja diferente. Mesmo que a razão e a realidade falem o contrário, há ainda uma pequena luz desejando que a vida melhore magicamente, mesmo que seja impossível enxergar no momento. Acreditar no invisível na expectativa de uma vida melhor é o que nos move adiante.

E isso nós queremos pra ela. Que ela acredite, além de tudo, em coisas que ela não pode ver, mas que sem dúvida nenhuma existem: amor, esperança, generosidade, possibilidade.

E então decidimos que sim, Papai Noel há de visitá-la nas noites de Natal, bem no aniversário dela, ora por que não? No entanto, nós deixamos claro que todos os Papais Noéis que ela vê nos Christmas Markets, nas ruas, nas lojas, são apenas pessoas vestidas, fingindo ser o Papai Noel. Porque ninguém nunca o viu, ninguém nunca o vê. E essa é a parte que tomamos mais cuidado. E quando chegar a hora de responder a questão, espero explicar que nós a fizemos acreditar em algo que ela não pode ver, mas que nem por isso seja irreal. Papai Noel, ou Santa pra ela, é um símbolo de esperança. E se isso existe, então Santa também existe e existirá para sempre entre nós.

Ou se for mais fácil, digo mesmo que ele é agente da Scotland Yard e por isso é que ela tem que estar na listas dos bem-comportados.

Escrito a mão pela Marcia às 9:17 PM | mais em M&M Family

dezembro 10, 2014

Joy of the Season

































Miss S já está no segundo Advent Calendar deste ano. O primeiro ela abriu para esperar o comprido mês de Novembro passar e agora está no segundo, propriamente, na espera do dia 25 chegar. É uma longa espera para uma menina de quase quatro anos de idade.

Mas a ansiedade nem é pelo presente, já que até o momento ela não quis pedir nada. Ela quer que o Papai Noel venha visitar, escreveu a cartinha, mas não pediu nada específico. A expectativa maior é mesmo pela festa, pela preparação da véspera, pela família reunida, pelo bolo, pelos cartões na janela, pela cantoria de Happy Birthday pra ela, só pra ela. Isso tudo -- ah aí sim -- ela não vê a hora de ter.

Eu gosto desta época em que estamos exatamente agora. De assistir à empolgação dela, de responder às perguntas sobre a vela ("eu vou ter vela no bolo? eu vou poder soprar sozinha?"), de ouvir as musiquinhas de Natal aprendidas na escola, das artes com quantidades extra de glitter e estrelas. Já decoramos nossa porta com guirlanda, nossa prateleira com tinsel. Já temos uma árvore de Natal, que Mr.M foi comprar assim que acordou num sábado, às 6 da manhã. Às 6h20 ele estava de volta com um pinheiro natural (ahhh o perfume do pinheiro natural...). Eu e Miss S acordamos e vimos a árvore de Natal nos esperando no conservatory. Miss S ficou tão surpresa que disse que o Papai Noel é que havia trazido especialmente pra nós enquanto dormíamos e pulou, pulou, pulou de alegria. Não tivemos coragem de contar a saga da alvorada do pai dela.

Agora não temos muito a fazer a não ser esperar a data comendo mince pies, bebericando Red Mulled Wine (em qual outra época do ano você pergunta "shall we microwave our wine?"), ouvindo Let it Snow, Let it Snow, escrevendo um cartão por vez. Logo chega a hora de fazer as malas e toda a correria da ceia e da festa de aniversário vão tomar nosso tempo. Mas por hora os presentes estão embrulhados e escondidos; os dias estão bem curtos e bem frios, com previsão de neve. Ao contrário das crianças de quatro anos que querem apressar o calendário, esse período de espera pelo dia 25 é o meu momento secreto favorito. Minha época favorita, desde 2010.

It's the most wonderful time of the year, indeed.

Escrito a mão pela Marcia às 3:23 PM | mais em M&M Family | Comente este fragmento(4)

outubro 20, 2014

Leaning into Fall

























Eu gosto desta frase, "leaning into Fall". Porque tem o sentido de "entrando no Outono" e "se curvando ao precipício". Dramas implícitos, discretos.

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Quando o Outono chega por aqui a mudança de estação é tão marcante, tão visível, tão táctil. Folhas douradas, amarelas, vermelhíssimas, púrpura, marrom. Folhas por todas as ruas, calçadas, parques, gramados, por todos os cantos e superfícies. Eu fico de olho grande nas pilhas de folhas que se formam na cidade, imaginando todo aquele material orgânico riquíssimo que eu poderia catar e colocar na minha composteira. Mas deixo-as lá para as crianças brincarem, para que todo mundo ouça o barulho delas sob os pés em cada passo.

No começo de Outubro estivemos num parque que tinha muitas árvores de castanhas. E o musgo verdinho sob as árvores estava coberto de folhas, salpicados por frutas espinhudas, já com as castanhas expostas e semi-devoradas pelos esquilos, que pulavam de árvore em árvore. Eu poderia sentar e ficar admirando as cores e a beleza daquela composição por horas e horas.

No meio de Outubro, minha amiga Laelya veio nos visitar aqui em casa e passamos dias deliciosos na companhia dela. Miss S até hoje fala que tem saudades da minha amiga. Eu também sinto saudades e sinto tanta falta de ter meus amigos por perto.

No fim de Outubro tivemos uma semana de folga. Primeiras férias "half-term" de Miss S. Não fizemos nada de especial, além de visitar a família, comer bem e tomar litros de chá quentinho. Falando em chá, experimentei num café o chá Brew Tea Co e foi uma revelação: chá de folhas inteiras, aroma e sabor impressionantes, preço idem. Mesmo para quem está acostumada com o respeitável Yorkshire Gold. O chá acompanhou uma sopa quentinha de legumes da própria fazenda onde fica o café, com pão feito lá também.

E numa manhã comum de Outubro, lá pelas sete da manhã, Miss S estava acordada mas sonolenta na cama dela, enrolada no edredon. Ainda tínhamos tempo para um pouco de preguiça antes de ir pra escola. Na janela do outro quarto vi o céu amanhecendo, azul desenhado com as nuvens rosadas e douradas pelos primeiros raios de sol. Tirei Miss S da cama e a levei pra janela do outro quarto. Admiramos o céu colorido por um tempo e depois a levei de volta pra cama quentinha dela. Ela se cobriu e falou pra mim: "thanks for showing me the sky, Mummy". The little things.

Escrito a mão pela Marcia às 4:08 PM | mais em An ordinary life | Comente este fragmento(8)

setembro 2, 2014

Minestrone on the way





Uma de nossas últimas colheitas do nosso jardim:

  • Tomates Sungold, que pelo segundo ano consecutivo não nos decepcionou. Fartura, sabor, doçura, fácil de cuidar, tudo o que a gente espera de um tomateiro.
  • Cebolinha verde, sempre tão fácil de cultivar, sempre bom ter disponível na horta. Estas que colhi vieram originalmente do supermercado. Após usar as folhas deixei as raízes num pote com água até crescerem novamente. E depois as transplantei na horta, easy peasy.
  • Feijões Borlotti, que apesar do Grande Ataque das Lesmas 2014, nos deu o suficiente para uma sopa.
  • Por último, mas não menos importantes, as Cenouras!!! Primeira vez que tive um certo sucesso com elas, graças à adição de bastante areia misturada na terra adubada para as raízes crescerem sem impedimento. Sophie se divertiu colhendo da terra. É uma surpresa tão gratificante puxar com força aquelas folhas magrinhas e ver sair do solo a cenoura colorida, comprida, maior do que ela esperava. Ela mesma quis lavar cada uma com a água da mangueira. É um encanto que nunca fica velho e espero que ela sempre se lembre desses momentos.
  • Ainda temos mais alguns feijões, tomates Costoluto Fiorentino, tomates Brandwine, parsnips e brocolli crescendo e amadurecendo. As duas abóboras Kabocha pararam de crescer, mas devo colher mesmo pequenas. E os milhos também estagnaram, não sei se chegaram a produzir grãos. Enfim, de agora em diante o que vier é lucro porque os dias já estão ficando mais curtos e mais frios aqui no Norte. Pelo menos por hora podemos fazer um minestrone com a generosidade do jardim.

    Escrito a mão pela Marcia às 11:26 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(6)

    agosto 21, 2014

    A road never travelled

    Little Miss S já não é mais tão little. E frequentemente ela me lembra: "I'm not a baby anymore, Mum" (note o "Mum" e não mais "Mummy"). E realmente essa observação é correta e cada vez mais presente ao nosso redor. Não temos mais cadeirão, berço, portões de segurança há muito tempo. Quase não usamos mais o carrinho; o assento do carro está no Grupo 3 usando o cinto de segurança do próprio carro. A privada está sendo usada com adaptador e eu ouço a frase "Mum, I've finisheeeeed" várias vezes por dia.

    A cama de Miss S agora é tamanho solteiro. Recentemente ela teve seu primeiro corte de cabelo com um profissional e tomou as últimas doses de vacinas infantis.

    E por mais que eu tenha tentado evitar pensar em escolas, este ano foi inevitável. Eu sabia que o dia iria chegar, mas preferia não pensar em excesso. Colocamos o nome dela na lista de espera de uma Nursery e finalmente ela foi aceita e vai começar a frequentar no próximo termo (Set-Jul), três vezes por semana.

    No início eu estava apreensiva (a palavra bonitinha que traduz freaking the hell out) com a idéia de Miss S ficar entre estranhos, sozinha pela primeira vez na vida dela. Troquei muitos emails com a diretora da Nursery, explicando o caso de Miss S e a ansiedade excessiva que ela sente ao redor de estranhos. A diretora nos convidou para conversar na escolinha. Fomos nós três e assim que chegamos Miss S entrou, tirou os sapatos (!) e começou a explorar os brinquedos.

    Conversamos bastante sobre a timidez e ansiedade de Miss S. Eu perguntei se poderia ficar um pouco com Miss S nos primeiros dias até ela se acostumar com o ambiente. A diretora foi sem dúvida muito atenciosa e compreensiva, explicou sobre as expectativas (dos pais e da criança), traçou um plano de adaptação e disse que sim, claro eu posso ficar com ela no começo.

    No entanto, eu sei que no fundo tudo o que a diretora precisava mesmo me dizer era: "Cut the cord, bitch. Cut. The. Damn. Cord." Ela não o fez, óbvio. Ao invés disso, ela perguntou a Miss S se ela queria conhecer os animais da escolinha. Miss S arregalou os olhos, segurou na mão da diretora e foi com ela conhecer o Brian, caracol africano. Depois conheceu os porquinhos da Índia, Nibbles & Squeak. E por fim, para o total deleite dela, foi apresentada a dois peixinhos dourados. Tudo isso enquanto eu fiquei na sala preenchendo a papelada. Miss S voltou na sala, eu achei que ela já estava sentindo a minha falta, mas só queria mesmo os sapatos de volta pra ir ao jardim do lado de fora.

    Desde essa visita Miss S não fala em outra coisa a não ser que quer ir pra escola. Ela tem repetido várias vezes que da próxima vez ela vai dizer "bye bye to Mummy". Eu continuo com o pé atrás dessa declaração. Amanhã é o dia em que começamos a adaptação, uma hora por dia até começar o ano letivo propriamente. Apesar do combinado, eu vou aproveitar essa oportunidade e realmente tentar dar um beijo, dizer bye-bye e cut the cord. Vamos ver.

    É um caminho nunca antes percorrido para nós. E é o caminho dela, sem mim, sem o Daddy.

    My little big girl, espero e torço para que você encontre dentro de si a confiança que precisa para desbravar o mundo com suas próprias pernas. Porque há caracóis africanos e porquinhos da Índia para conhecer. E amiguinhos e professores. E lanches e brincadeiras e day trips. É o começo de algo grande, my little miss. Go, sweetheart.

    You have brains in your head.
    You have feet in your shoes
    You can steer yourself
    any direction you choose.
    You're on your own. And you know what you know.
    And YOU are the guy who'll decide where to go.

    Oh, the Places you'll go -- Dr. Seuss









    Update: E o grande dia chegou. Caminhamos devagar juntas até a escola. Entramos na sala, havia umas cinco crianças já fazendo atividades. A 'tia' dela, Miss D, foi um amor desde o primeiro segundo. Mas Miss S segurou firme na minha mão e apontou pra porta. A 'tia' Miss D tentou distraí-la, mas Miss S continuou apontando para a porta. Achei que ela fosse chorar, que queria ir embora. A 'tia' perguntou se por acaso ela queria que a Mummy fosse embora. Eu ri, né, imagina, que absurdo, claro que não. E pra minha consternação, Miss S agarrou meu pescoço e disse "Bye Bye Mummy". E eu fotografei na memória o momento em que ela largou da minha mão e pegou a mão da tia Miss D e as duas foram fazer algo divertido num outro canto da sala. Eu saí da sala rapidamente, deixei-a na escola, sem lágrimas (dela!). Entrei num café, sentei com uma xícara de chá e contei pro pai dela que se esforçou pra não chorar no escritório. Quando voltei para buscá-la eu vi pela janela Miss S sentada com as outras crianças na mesa, comendo fougasse de alho. Ela estava sorridente, falante, contando pra tia Miss D que ela vai voltar no dia seguinte e no outro e no outro e no outro.

    We came a long way, my darling, well done. I couldn't be prouder.


    Escrito a mão pela Marcia às 7:27 PM | mais em M&M Family | Comente este fragmento(19)

    agosto 9, 2014

    One potato, two potatoes, three potatoes, four...

    Plantas de batatas não são muito fotogênicas. Que elas não me levem a mal, as folhagens são fartas, as flores são púrpura. Mas não são fotogênicas como os brilhantes tomates, os verdíssimos Cavolo Nero, as reluzentes abobrinhas. Não, simplesmente não há nada para enquadrar em detalhes, sorry dear.





    As plantas de batatas em nosso jardim crescem em sacos próprios pra elas. No início colocamos uma camada de terra, duas ou três batatas-sementes e cobrimos com mais uma camada de terra. Assim que as folhas começam a crescer cobrimos totalmente com mais uma camada de terra e assim sucessivamente por mais duas ou três vezes. Batata não é algo particularmente barato de se plantar, é preciso muita terra adubada. Mas também é só disso que elas precisam.

    Colher batatas porém é uma das tarefas mais gratificantes da horta. Porque por meses e meses você rega a planta e não vê nada, não dá para checar nada durante esse tempo. E quando o dia da verdade chega você não sabe o que esperar, sucesso ou fracasso. Primeiro cortamos todas as folhas, que vão pra compostagem. Alguns jardineiros simplesmente tombam o saco ou o vaso. Eu vou retirando as camadas de terra aos pouquinhos e descobrindo no processo as jóias que vão surgindo. Mais ou menos como abrir presentes de Natal, só que melhor pela promessa de batata assada com gravy.









    Este ano temos duas variedades crescendo, em quatro sacos: Albert Bartlett Apache e Rooster. Minha primeira colheita foi dessas coloridas Apache. 1.800kg, nada mal para três batatas-sementes.





    E para celebrar a colheita, uma trilha sonora correspondente:








    One potato, two potatoes, three potatoes, four

    Five potatoes, six potatoes, seven potatoes more

    Hey!



    Escrito a mão pela Marcia às 4:29 PM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(9)

    agosto 1, 2014

    One man's glut is another man's dinner

    A frase acima é um velho ditado jardineiro que diz "a abundância de um homem é o jantar de outro".

    Nosso vizinho tem um jardim enorme, cinco hortas e uma greenhouse. Todas as vezes que eles viajam de férias durante o verão, eu e Miss S somos encarregadas de regar as hortas deles, sobretudo os tomates que ficam na greenhouse. Eles até compraram um mini-regador pra Miss S, que fica lá na greenhouse esperando por ela. Regamos duas vezes por dia nos dias mais quentes, abrindo e fechando a ventilação da estufa, de acordo com a necessidade.

    Invariavelmente, todo ano eles nos dão parte da produção deles: tomates, abobrinhas, pepinos, cebolas, o que eles tiverem em abundância. Nós recebemos com muito prazer, tudo recém-colhido e fresco. Eu aprendo muito com eles porque a gente vive trocando experiências nas conversas pela cerca que divide ambos os jardins.

    Este ano, finalmente tive algo em abundância na horta. Ervilhas Sugar Snaps cresceram mais do que eu esperava. Colhi todas, congelei algumas, comemos muitas delas. E reservei dois pacotes para dar aos nossos vizinhos. As plantas de ervilhas deles foram completamente destruídas pelas lesmas este ano e eles ficaram bem contentes de receber as nossas. Dividir teve um sabor mais doce que as próprias ervilhas.













    E uma colheita que abriu um sorriso em minha alma emburrada foi a de alho. As quatro plantas que estavam na raised bed cresceram bem e deram cabeças de alho enormes e bem firmes e perfumadas. Porém, as doze plantas de alho que estavam crescendo num vaso grande decidiram não criar bulbos. As doze plantas ficaram só nas folhas mesmo. No ano que vem me lembrem de plantar 48 dentes de alho também.

    De qualquer forma, plantar alho é sempre lucrativo, um único dente dentro da terra produz uma cabeça com mais de dez dentes, 1000% de lucro.





    A espiga de milho continua crescendo devagar, agora temos outras duas espigas apontando para fazer companhia, mas não temos muitos dias de sol até o Outono chegar. Planos de fazer um curau estão suspensos.





    Feijão borlotti finalmente decidiu dar as caras mesmo tendo sido vítima do Grande Massacre das Lesmas no começo da primavera. Porém ainda não há o suficiente para encher uma colher de sopa. Planos de fazer uma feijoada estão suspensos.





    Tomates estão indo bem até agora. Poderiam estar melhores se eu lembrasse de alimentar com Tomorite com mais regularidade.





    A grande expectativa tem recaído sobre os tomates Costoluto Fiorentino, que são tomates do tipo beef steak, grandes, cheios de personalidade. Demoraram uma eternidade para fertilizar e finalmente temos alguns frutos crescendo.





    Há outras plantas não-fotografadas em míseras quantidades ridículas. Meia dúzia de cenoura, meia dúzia de parsnips, três brócolis, duas beterrabas, três abobrinhas. E ainda não investiguei para saber a situação das batatas, se vamos ter colheita ou fiasco.

    Enquanto isso meu vizinho colheu um carrinho de mão lotado de cebolas, já trançou e pendurou-as na garagem para consumir durante todo o inverno. E nos deu meia dúzia de abobrinhas, que cortamos em palitos, empanamos à milanesa, assamos no forno e devoramos avidamente no jantar, fazendo jus ao sábio ditado.



    Escrito a mão pela Marcia às 6:10 PM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(5)

    julho 22, 2014

    A basket full

    Finalmente tivemos nossa primeira colheita decente para fazer uma refeição. Couve kale, Cavolo Nero, tomates, alface e ervilhas estão abundantes. Comemos tudo ontem no jantar (menos as flores Cosmos, que enfeitaram o vaso), acompanhados de arroz e feijão preto.

    Pela terceira vez estou tentando cultivar milho, temos uma única espiga crescendo, num total de seis plantas. Ano que vem me lembrem de plantar 48 plantas de milho. De qualquer forma estou bastante satisfeita de cuidar da única espiga de milho, assim como da única maçã que restou na árvore. Minha abóbora Kabocha continua crescendo, agora com direito a rede de suporte. Não é a única, mas as outras estão crescendo bem devagar e acredito que não vai dar tempo delas amadurecerem antes do Outono chegar.

    Ainda me falta a experiência e a disposição de semear sucessivamente e manter um fluxo contínuo de colheita. Por enquanto minha produção tem sido meramente decorativa, se fôssemos depender dela estaríamos famintos.





















    Escrito a mão pela Marcia às 9:48 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(5)

    julho 8, 2014

    Blooming Colours



    Wollerton Old Hall Rose





    Poppy









    Cosmos





    Marigold





    Morango 'Alice'





    Autumn Raspberries



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    A rosa cor de pêssego da primeira foto foi meu presente de aniversário dos pais de Mr.M. É uma English Rose de uma família de cultivadores especialista em rosas, chamada David Austin Roses. Ela tem esse formato arredondado e um perfume delicioso.

    Poppy (papoulas) são flores-simbolo das duas Grandes Guerras Mundiais. Ganhei um pacotinho na revista Gardener's World e entre as típicas poppies vermelhas, cresceu essa cor-de-rosa e branca, que eu nunca tinha visto antes.

    As berries estão crescendo em pequena quantidade, nossa colheita se resume a uma ou duas por vez. As poucas cerejas que sobreviveram estão sendo devoradas avidamente pelos pássaros blackbirds que não têm planos de dividir nenhuma comigo. Como o paladar deles é menos exigente, eles comem antes delas amadurecerem, então não sobra nada pra mais ninguém.


    Escrito a mão pela Marcia às 11:47 AM | mais em Tales of the Garden | Comente este fragmento(4)