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Cats, The Musical

E para encerrar o assunto dos gatos - eu sei, também cansei - não poso deixar de comentar o musical CATS, de Andrew Lloyd Webber.

Já disse antes e repito, assistir a Cats ao vivo foi o ponto mais alto da nossa visita a Londres. Assisti ao musical em vídeo pela primeira vez através da minha querida amiga Samara. Fiquei impressionada com as músicas, mas principalmente com os bailarinhos, que cantam, dançam e interpretam num nível além do normal. Procurei São Paulo inteira e finalmente encontrei e comprei o vídeo. Asssiti-o por horas e dias, sem nunca me cansar.

Pouco tempo depois, soube que o espetáculo iria fazer a última apresentação na Broadway no dia 25 de junho de 2000, dia do meu aniversário. Pensei: "imagina que presentão, assistir Cats no meu aniversário!" Mas obviamente eu não fui pra Broadway, o presente não aconteceu, pelo menos vi no Jornal Nacional uma matéria sobre a despedida deles.

Martin sempre soube da minha paixão por esse musical e quando tivemos a chance de nos encontrar na Inglaterra, combinamos de assistir a Cats no New London Theatre. Na mesma hora ele reservou os ingressos e comprou-os pela Internet.

Ahhh, como eu estava ansiosa, era o nosso último programa em Londres, naquelas férias. O Martin estava tranqüilo, nem esperava muito, só sabia que eu gostava e estava feliz em me acompanhar.

Sentamos em nossos lugares e ficamos intrigados com o palco. Os assentos eram dispostos num semi-círculo e o palco ficava no meio, cheio de sucatas, como se fosse um beco, um reduto abandonado, um terreno baldio. Latões, pneus velhos, garrafas plásticas, madeiras velhas, trapos diversos...

As luzes se apagam e o espetáculo começa. Não vou contar como foi para não estragar as surpresas de quem assiste ao vivo.

E ver as pessoas lá, aqueles dançarinos perfeitamente caracterizados, assim a poucos palmos do seu nariz (o New London Theatre é pequeno), ouvir as canções através das vozes deles é algo assim... comovente. E poder aplaudir, isso é muito bom também! Um por um, e todos juntos, são muito muito aplaudidos em pé, com pessoas gritando "Bravo!"...

Quando voltamos para o hotel, ouvi do Martin algo que guardo com muito carinho, ele disse: "Márcia, eu nunca mais vou esquecer Cats". E virou outro fã. No dia seguinte, já 400km distante de Londres, ele me deu o CD duplo Cats, que eu ainda não tinha. Ouvimos ao CD durante toda a viagem pela Inglaterra.

"The mystical devinity of unashamed felinity
Round the cathedral rang "Vivat"
Life to the everlasting cat!
"