Que espécie é essa?
E ainda pensando na matéria da Folha, me lembrei quando uma repórter da Veja Digital veio aqui no trabalho, há dois anos atrás, buscando um perfil do internauta brasileiro (!!!). E foi engraçado, por que a gente via como ela queria tendenciar esse perfil, hahaha. Ela juntou nossa equipe para fazer uma série de perguntas individuais.
As Perguntas
- Vocês costumam sair no final de semana?
- Que estilo de roupa mais atrai?
- Que tipo de filme vocês assistem?
- E música?
- Que tipo de comida mais gostam?
- Têm gírias próprias que só internautas entendem?
- Quantas horas por dia acessam a Internet?
- Têm namorado(a)?
Hahahaha... entre outras...
A Conclusão
As respostas foram as mais variadas possíveis, apesar da tentativa de criar um perfil nerd-cult-anti-social-devorador-de-junk-food-ou-sei-lá-o-quê. Ela saiu do escritório com a impressão de que o internauta é gente que acorda, trabalha, estuda, almoça, janta, vai no banheiro, têm amigos, assiste TV... ou seja, gente como eu e você e como ela. Qual a surpresa?
O Resultado
A tal matéria não vingou na Veja Digital, hehehehe... Pelo menos não naquela edição.
Mas o que mais me intriga é: "pra quê?" Pra quê que serve traçar um perfil, rotular, caracterizar uma tribo...? Antes foram os chats, e os ICQs da vida, com essa história de OOH! olha o casalzinho que se conheceu pela Internet, coisa mais antiga. Credo, pára. Igual fazer uma matéria décadas atrás sobre pessoas que se conheceram através de correspondências de cartas manuscritas. Qual a diferença? Eita! Meio de comunicação, só isso. Estamos inventando novas formas de usar a Internet, bom isso. Mas essas viagens cansam, ufa...
