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Comilança

Acabamos de jantar strogonof, feito por eu aqui, nesta terra que não tem filé mignon, nem alcatra, mas fiz. Tava com uma saudade de comer strogonof, ôxi. :o)

Martin, que é a forma humana de um avestruz, também adorou.

Preparei também 18 coxinhas e congelei-as todas para um dia de preguiça. Finalmente acertei na massa. E agora, mais precavida, anotei todas as medidas que usei. Foram cerca de 400g de farinha de trigo para 1 litro de caldo de galinha, com 1 colher de sobremesa de sal. A receita é da minha mãe, Dona Wal, que desde que me conheço por gente faz coxinhas maravilhosas. Sempre assisti a ela fazendo coxinhas, mas ela nunca teve uma medida específica, fazia tudo por intuição. E é o melhor método. Sentir a massa, fazer, errar e aprender. E melhorar da próxima vez. Assim é. :o)

Eu até tento me acostumar e fazer um pouco da culinária bretã, mas nem sempre consigo, tenho outro paladar, acho. Mas já acrescentei muitas novidades em minhas modestas papilas gustativas. Gostei de muitas coisas que aprendi a comer aqui, entre elas as novas especiarias, as novas ervas, as novas carnes.

Um dia antes do nosso casamento, a família do Martin estava sem dinheiro para jantar, já que eles estavam hospedados em um hotel e todos os hotéis aqui são caros, pois esta é uma cidade praiana, de turismo. Então, mais do que na hora, convidamos todos para jantarem aqui em casa. Martin foi correndo até o B&Q comprar duas cadeiras dobráveis de varanda com almofadinhas já que só temos um sofá e estávamos em seis pessoas. E eu preparei um bom bacalhau com pimentões, cebolas, batatas, azeitonas, azeite e leite de coco. E para acompanhar, um arroz branquinho, fofinho. Todos se espalharam pela sala, se acomodaram e esperaram pelo bacalhau. A surpresa de sabor foi tanta que eles elogiaram o prato por semanas, incrédulos do que haviam comido. E bacalhau é tão simples, né? Mas para quem nunca provou, deve ter sido realmente diferente. :o)