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abril 29, 2002
Fim e Começo
E este foi o fim do nosso dia especial.
O começo da festa está láaaa embaixo.
Mas aqui é também o começo onde agora escrevemos nossa história juntos, como marido e mulher. :o)
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Agradecimentos:
Agradeço do fundo do meu coração por todas as mensagens, e-mails, cartões, telefonemas, pensamentos e sinais de fumaça que meus amigos e parentes enviaram. Ainda não pude responder a todos individualmente, mas assim que puder o farei. Muito obriagada a todos que torceram pelo casamento e ainda torcem pela nossa felicidade. Muito obrigada! :o)
Entrando no Apartamento
Conosco vieram Rob e Louise e também a família do Martin. Subimos as escadas, mas na entrada do nosso apartamento, todo mundo cobrou que o Martin deveria me carregar, hehehehe. Mesmo exausto, ele juntou os cacos de força e me carregou lar adentro, sob aplausos e risos da platéia. :o)
O Encerramento
Depois do bolo, nos levantamos e percorremos as mesas para conversar informalmente com os amigos. Logo deixamos a sala de recepção e fomos ao bar do hotel. Lá ficamos até o entardecer, quando pedimos ao hotel para nos trazer um taxi. Eu já não conseguia ficar em pé, pelo cansaço misturado com o relaxamento, por tudo ter dado tão certo. Martin me abraçava e beijava o tempo todo, estava feliz demais! Antes de deixarmos o hotel, os casais amigos fizeram um túnel com os braços erguidos para a gente passar por baixo, hehehehe. Foi muito engraçado e bem carinhoso!
No caminho para casa, chovia, mas o dia parecia o mais perfeito que poderia existir na vida! :o)
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O Bolo de Casamento
Escolhemos um bolo de chocolate, com recheio cremoso de chocolate. Por fora, aquele glacê real branquinho, bem enfeitado e elegante. O bolo estava lindo e muito gostoso. Mas quem é que conseguia comer bolo de chocolate depois de tanta comida?
Hehehe...
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Os Discursos
Decidimos fazer um casamento simples, entre outros motivos, também para que não fosse preciso fazer discursos, já que meu pai não estaria presente e principalmente porque o Martin estava inseguro, por causa dos problemas ele acha que ainda tem na fala.
Rob, o padrinho, combinou conosco que faria um breve discurso, apenas para sugerir um brinde aos noivos.
Ele levantou-se da mesa, com a taça de champagne nas mãos e fez um discurso delicioso, bem engraçado (os discursos são bastante esperados por serem engraçados), contando os absurdos que ele e o Martin aprontavam quando moravam juntos na época da faculdade. Ele também disse que era com imenso prazer que ele via seu melhor amigo tão feliz neste dia e que ele desejava toda sorte, saúde e felicidade ao adorável casal. E terminou propondo a todos que levantassem suas taças e brindassem: Ladies and gentlemen, a toast to the adorable bride and groom.
Tradicionalmente nesta hora, o noivo deve se levantar e tentar explicar as coisas engraçadas do discurso do padrinho. Então, assim que Rob se sentou, todos olharam para o Martin, esperando pelo discurso dele.
E, para minha surpresa, Martin se levantou e fez o discurso dele. :o)
Não havia nada preparado, claro, mas foi um discurso bem bonito. Depois de negar seu envolvimento das atrocidades aprontadas com Rob, ele discursou agradecendo pelo meu pai e minha mãe, que infelizmente não puderam estar lá, mas que ele sabia que meus pais estavam naquele exato momento pensando em nós e torcendo pela nossa felicidade. E disse que agora ele, ao lado de sua esposa (nesta hora todo mundo aplaude, porque é a primeira vez que o noivo chama a noiva de esposa) estava enormemente orgulhoso. Agradeceu a presença de todos e foi muito aplaudido.
Eu sei que foi muito difícil para ele e o abracei bem forte, disse a ele que me orgulhava muito dele. E ele também se sentiu muito muito satisfeito por ter conseguido!
O Menu
O almoço foi fantástico! Muito melhor do que jamais podíamos imaginar.
De entrada foi servida uma sopa cremosa de legumes, que estava divina, muita gente comentou! E estávamos esperando uma sopinha rala, quase sem gosto, já que era entrada mesmo. Mas não, foi uma sopa deliciosa e servida com torradinhas de ervas e pão integral redondinho assado na hora.
Vinho branco e tinto foi servido, além da água com limão.
Logo veio o prato principal: fatias de pernil de carneiro com legumes sautée e espinafre.
A sobremesa foi uma indulgência da gula: bolo toffee quente com molho anglaise, creme butterscotch, acompanhado de um cestinho de caramelo com sorvete de baunilha e um morango enfeitando tudo.
Para finalizar, café e chocolate mentolado.
Ninguém conseguia dar um passo, depois de tanta comida. Mas ainda faltava o bolo de casamento. Todas as taças de champagne foram enchidas e chegara a hora dos discursos.
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A recepção
Do cartório, seguimos para a recepção no Hotel Haven.
Os organizadores já nos aguardavam na porta de entrada e uma placa no fundo dizia: O Hotel Haven dá as congratulações ao casamento de Márcia e Martin.
Tiramos algumas fotos com os padrinhos na escadaria do hotel, mas o vento estava intenso e logo entrei, antes que congelasse meus ossos.
Todos foram acomodados numa sala com lareira, onde foi servido sherry para todos se aquecerem.
O fotógrafo nos levou até uma área privativa do hotel, à beira da praia e tiramos muitas fotos na areia, com as ondas quebrando aos nossos pés. Voltamos ao hotel e tiramos fotos fingindo cortar o bolo. E estava encerrada a sessão de fotos com o fotógrafo. Agora era só relaxar e aproveitar a festa!
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Confete
As esposas e amigas levaram confetes em formato de sinos, corações, ferradura da sorte e flores. Foi uma folia de cores, uma chuva de bons fluidos!
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A Música
Martin ficou encarregado de escolher as músicas da cerimônia. Havíamos comprado um CD chamado Wedding Musics e para
mim, seriam tocadas apenas as duas mais tradicionais.
Já que entramos com a Bridal Chorus de Wagner, estava naturalmente esperando que tocasse Wedding March de
Mendelssohn (aquela tãtãtãtãããnnn...) anunciando o fim da cerimônia.
E qual não foi a minha surpresa quando, ainda assinando o livro, ouvi algo assim:
"Deixa eu dizer que te amo,
Deixa eu pensar em você
Isso me acalma
Me acolhe a alma
Isso me ajuda a viver
Hoje contei pras paredes
Coisas do meu coração
Passeei no tempo
Caminhei nas horas
Mais do que um passo
A paixão
É um espelho sem razão
Quer amor, fique aqui
(...)
Meu peito agora dispara
Vivo em constante alegria
É o amor quem está aqui
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You
Amor I Love You..."
Sei que me senti encantada, presenteada, homenageada com a música da Marisa Monte tocando aqui tão distante nestas terras inglesas, sabendo que foi escolhida a dedo por alguém que sabia que isso ia me emocionar. E realmente me emocionou muito. Foi um momento maravilhoso!
Poucos entenderam a letra -- na verdade só a Ariete e o Trevor, além de nós -- mas todo mundo entendeu o significado e
todos, como eu, adoraram a surpresa. :o)
O Casamento
Chegamos no cartório em Poole e fomos para uma sala reservada para confirmar nossos dados e esperar até que todos os convidados chegassem.
O fotógrafo também veio conversar conosco e disse que eu estava lovely. :o)
Todos chegaram pontualmente e se acomodaram nas cadeiras enfileiradas da sala de casamento, muito muito parecida com uma igreja.
Saímos da saleta e aguardamos do lado de fora da sala de casamentos que estava com a porta fechada. Os padrinhos estavam na frente, esperando juntamente com a juíza.
A música Bridal Chorus, de Wagner anunciou a nossa entrada. Todos sorrindo e muitos olhos brilhando para a gente. Nós entramos juntos, de braços dados, com o coração disparando de alegria.
A juíza fez o discurso em alto e bom tom, pausadamente. Perguntou a cada um de nós se nos aceitávamos como marido e esposa, no qual respondemos felizes "I Do"
O momento mais emocionante foi colocar as alianças e dizer os votos matrimoniais. Meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir o Martin, que olhava em meus olhos e sorria o sorriso mais perfeito do mundo. Na minha vez, a cada palavra, sentia uma vontade imensa de sorrir cada ver mais, falei em inglês bem claro e bem pronunciado -- mesmo porque havia treinado todo dia -- e sentia uma felicidade imensa de ver o Martin sorrindo para mim naquele momento.
Fomos então declarados marido e esposa. E todo mundo aplaudiu na hora do beijo dos noivos. :o)
Ao assinarmos o livro do cartório, uma música suave tocou e só então me dei conta de que não era a Marcha Nupcial de Mendelssohn!
A preparação
Acordamos cedo, mas enrolamos um tempão para levantar. Tomamos um café da manhã cheios de preguiça e sem stress.
Às dez da manhã chegou meu buquê e então percebi que tudo estava realmente acontecendo. Meu buquê estava maravilhoso, rosas brancas e cor-de-rosas juntas, com folhas arredondadas na base, bem verdinhas. Um laço simples e bem elegante. As rosas de lapela também estavam bem lindinhas.
Tomamos banho e comecei a arrumar meu cabelo. Muito mousse, duas rosinhas brancas de cada lado, spray fixante e spray para dar brilho.
Enquanto o Martin se barbeava com calma, fiz a minha maquiagem. Nada de exageros, o mais natural possível.
Logo nossos padrinhos -- Rob e Louise -- chegaram. Nos vestimos e em poucos minutos o táxi chegou.
abril 28, 2002
O dia 27 de Abril de 2002
Foi tudo maravilhoso!
Por mais que a gente tenha organizado cada detalhe, tudo foi surpreendentemente muito melhor do que estávamos esperando!
Depois de semanas de muito sol com céu azul, neste final de semana o tempo ficou nublado, com chuva e muito vento. Mas nem isso nos desanimou, já que estava tudo muito ensolarado dentro de nós.
Nós dois estávamos transpirando felicidade, muito muito sorridentes o tempo inteiro, desde as primeiras horas da manhã.
abril 27, 2002
Para minha Família
Mais um capítulo escrevo hoje em minha vida. Mas não sem antes escrever e grifar a importância que a minha família tem em tudo o que conquistei até hoje. Minha família é quem me apoia, incentiva, cuida e faz tudo para deixar minha vida mais feliz. E é para eles que dedico toda a minha gratidão neste dia. Oficialmente inicio uma nova família e emocionalmente aumento a nossa grande família também.
Sei que todos eles gostariam de estar aqui hoje. E eles vão estar, todos no meu coração vão estar. Os pensamentos de todos eles já chegaram aqui e estão fazendo o nosso dia muito especial. Mais importante que a presença, é o sentimento puro, verdadeiro e doce que sempre nos uniu até hoje, onde quer que a gente esteja. Seja dos meus pais em São Paulo, do meu irmão Júlio em Minas Gerais, do meu irmão Claudinei em Fortaleza, da minha irmã Débora no Japão, ou meu daqui da Inglaterra, este sentimento de amor-família está sempre presente, sempre muito perto.
À vocês, minha família, muito obrigada.
Márcia, ainda a mesma filha e irmã de sempre
abril 25, 2002
Run, Márcia, run!
Milhões de coisas para fazer hoje.
Amanhã chegam as visitas aqui, a família do Martin e os amigos também. Estou entusiasmada, é a primeira vez que recebemos alguém aqui em casa. E é com o maior prazer do mundo que hoje faço uma limpeza geral, organizo tudo, porque assim sinto a energia de casa fluir melhor. O Martin construiu umas prateleiras e ganchos dentro dos armários do hall e agora temos espaço para tudo. Além disso ele instalou uma escada dobrável para subir ao sótão e colocou lá as nossas malas de viagem, ferramentas e cabos. O quarto de hóspedes ainda está bagunçado e assim vai ficar, porque estamos arrumando aos poucos, com calma. De resto, a casa está bem organizada.
Vou até o centro ainda pela manhã para comprar as florzinhas do meu cabelo, já que -- assim de última hora -- resolvi que a tiara que eu havia comprado está muito simplesinha e o surto brega-piruesco falou mais alto e lá vou eu escolher minhas flores e sossegar. :o)
Dias desses fiz coxinha e o Martin amou e queria que eu fizesse amanhã para as visitas. Mas não vai dar, coxinha dá muito trabalho de fazer, ainda mais que aqui não tem farinha de rosca e eu preciso ficar assando e moendo pão. Não. Vou fazer um pão de mel que é rápido e gostoso e servir com chá.
E ainda tenho minhas unhas para fazer, ui. D-e-t-e-s-t-o unhas compridas, mas em prol de uma mão decente, deixei minhas unhas
crescerem desde o mês passado, só lixando e aparando. Agora elas estão num tamanho bom, tão até bonitas, veja só você! E preciso de muita concentração e silêncio para pintá-las dignamente.
Ai, quanta coisa. Bem vamos ao check-list para eu não esquecer de nada:
• Lavar os dois banheiros *sigh*
• Passar as roupas de cama (já fiz)
• Passar o Dyson-aspirador-amigo na casa
• Almoçar arroz-feijão, nham!
• Ir comprar as frô pro meu cabelo
• Comprar flores para a casa também, já que as rosas despetalaram
• Assar o pão de mel
• Limpar a cozinha
• Jantar
• Fazer manicure
• Tomar banho de banheira com as pétalas das rosas, espuma de banho, sal e tudo mais porque eu mereço! :o)
• Parar de escrever no blog e começar
FUI.
abril 24, 2002
Votos Matrimoniais
Estes são os votos matrimoniais que eu devo decorar e dizer no dia do casamento:
"I do solemnly declare
that I know not
of any lawful impediment
why I Márcia
may not be joined
in matrimony to Martin" *
e depois que eu responder "I Do" quando o juiz perguntar se aceito o Martin como meu legítimo esposo, devo colocar a aliança no dedo anular esquerdo dele -- do Martin, não do juiz -- e dizer:
"Martin, I give you this ring as a symbol of our marriage and as a reminder of the vows we have made here today. I call upon these people here present, to witness that I Márcia do take thee Martin to be my lawful wedded husband. From today, and for the rest of our lives together." **
Teremos a ajuda do juiz, que vai falar primeiro e nós repetimos, uffi....
* Eu solenemente declaro que não conheço nenhum impedimento legal que eu, Márcia, não possa me unir em matrimônio com Mártin.** Martin, eu lhe dou esta aliança como um símbolo de nosso casamento e como uma lembrança dos votos que fizemos aqui hoje. Eu convoco estas pessoas aqui presente para testemunhar que eu, Márcia, aceito você Martin como meu legítimo esposo. A partir
de hoje e pelo resto de nossas vidas juntos.
abril 23, 2002
Meus sapatos
Sou uma noiva completa, os sapatos feitos pela Jackie -- irmã do Martin -- chegaram hoje pela manhã, para a minha
tranqüilidade. Eles ainda estão um pouco grandes, mas a Jackie estará trazendo todo um arsenal para colocar por dentro. Esta
é a menor forma que ela tinha, eu adorei, ficaram bem bonitos e idênticos ao da foto que eu havia enviado para ela. Adorei o
casal M&M que ela bordou por dentro, ficou fofinho! :o)
Lindinho, né? :o)
abril 22, 2002
Nossa Janela Hoje
Está cheia de cartões carinhosos dos amigos e parentes!
5 Dias
Faltam cinco dias para o nosso casamento.
E não estou nervosa, não. Não sei de onde surgiu que toda noiva deve estar nervosa. Não há motivos para nervosismo e sim para muita alegria. :o)
Esses dias tenho pensado muito no nosso casamento como a consagração de muita luta, muita coragem.
Um pedaço desta história de luta eu vou contar aqui.
Depois de alguns relacionamentos fracassados e muitos bombardeios à minha auto-estima, resolvi que era o momento de repensar minha vida. Com a ajuda da terapia, passei a enxergar muitas coisas que antes eu apenas via. Passei a me enxergar. E era hora de pensar em mim, cuidar de mim, do que me fazia feliz. Faxina geral, seletividade, só o de melhor para mim. Tudo o que soneguei por toda minha vida à mim mesma.
Resolvi então que precisava de um espaço meu e me esforcei para realizar um dos meus grandes sonhos: ter um apartamento pequeno, simples, mas bonitinho e agradável. Fiz cálculos e contas. Comprei meu apartamento em 280 parcelas fixas decrescentes. Agora eu era mais eu. Independente, realizada, moraria... sozinha. Mas tudo bem, poderia visitar meus pais todo final de semana, poderia convidar amigos para um jantar, poderia ajeitar tudo.
E foi neste cenário de mudanças da minha vida que Martin e eu nos reencontramos. Éramos bons amigos, eu me divertia com o fato de poder treinar meu inglês com ele e ele se divertia com o fato de ter uma amiga de um país que ele tanto gostou de conhecer. Ele estava agora na África do Sul e não retornaria ao Brasil tão cedo. Conversávamos via e-mail, messenger e poucos telefonemas. Ele ia acompanhando minhas conquistas internas, meu apartamento novo. Eu ia acompanhando a vida dele na África, os projetos, os safáris. Brincávamos dizendo que repartíamos o mesmo Oceano Atlântico e que eu poderia acenar da pontinha do Brasil, que ele acenaria de volta da pontinha da África.
Meses e meses se passaram com essa saudável amizade. Meu apartamento estava quase pronto. Minha terapia ia de vento em popa. Sentia que o Martin já era uma pessoa muito especial na minha vida, mas era impensável ter algum relacionamento com ele, morando tão distantes um do outro. Para ele era o mesmo, ele me deixava entrar na vida dele porque sabia que não corria o risco de se envolver emocionalmente. Mas no fundo de nossas almas, sabíamos que estávamos errados, bem errados. A maior das distâncias não está entre continentes. Estávamos mais próximos do que nunca.
Mudanças da parte dele: com o fim do projeto da África do Sul, ele retorna e se estabelece definitivamente na Inglaterra, sua terra natal, feliz da vida. A época de férias dele chega, coincidindo com as minhas. Resolvemos passar as
férias juntos! No Brasil, com sol e praia e corrida de Fórmula 1 também. Passamos dias tentando escolher o melhor lugar para nossas férias. E decidimos por Ilha de Comandatuba, na Bahia. Porque no fundo já sabíamos que queríamos um lugar paradisíaco para o nosso encontro. O encontro no aeroporto de Cumbica foi de quem não se vê há anos, mas que se gosta muito. E a chegada em Comandatuba foi indescritivelmente encantadora.
E a distância entre a nossa amizade e o nosso amor foi de um beijo.
Em todos os dias de nossas férias percebemos o quanto nós estávamos escondendo e evitando os nossos verdadeiros sentimentos um pelo outro. E a certeza no fundo do coração de querer ficar junto para sempre, sempre, sempre. Foi o início de toda a nossa luta. Aceitamos o desafio, criamos coragem, decidimos ficar juntos. Always together, never apart, dissemos um para o outro e começamos a caminhar em direção a nossa união.
Passamos cinco meses separados, com a dor da saudades, com a lembrança da tristeza na despedida, mas com a fé de que tudo iria dar muito certo em nossas vidas juntos. Vim para a Inglaterra matar as saudades, quando comecei a escrever este diário, e voltei ao Brasil, carregando mais saudades, mais carinho e mais certeza do que eu queria para a minha vida. Passamos mais quatro meses separados fisicamente, mas emocionalmente estávamos cada vez mais unidos.
Apartamento para alugar, visto no consulado, pedido de demissão da empresa, despedida da família, despedida dos amigos todos, duas malas cheias de roupas e esperança. E vim.
O resto da história já está escrita aqui. E vou escrevendo mais um pouco a cada dia. :o)
abril 19, 2002
Novelas, um capítulo à parte
Fora as novelas, né?
Gente, as novelas daqui são uma porcaria, irritantes, tediosas e nem um pouco sedutoras. As mais populares são Coronation Street e EastEnders, que já estão no ar há mais de 30 anos. Não, as novelas aqui não têm fim. Mas o pior de tudo é ter um roteiro infantil, atores péssimos e os ambientes fixos, que são: pub, casa de um, casa de outro, mercado, rua. Tudo igual, em todas as novelas. E é briga o tempo todo, tempo todo. Só brigas e brigas e brigas. Ninguém é rico, ninguém é diferente de nada, tudo muito realista demais. Não sobra nada para sonhar, para torcer, para se ter curiosidade. Não há nem meio de se comparar com as novelas brasileiras, não há como comparar mesmo. É de chorar. Ou rir, hehehehe.
Martin é fã de EastEnders. Não se pode falar com ele ou passar na frente da TV das 7:30 às 8:00. Ele fica sentadinho de olho na novela. Hahahahaha, contei, conteeei!!
Trishte Demaish...
Não, não, gente, olha... vô ti contá.
Tem muitos programas bons aqui na TV aberta da Inglaterra. Mas também tem cada bagulho, que não dá para acreditar.
Dias atrás estava sem fazer nada e assisti um programa chamado Trisha. Deusolivreeguarde!
É um programa com uma pequena platéia, no estilo Sílvia Popovic. Aí entra uma pessoa e senta numa das poltronas do palco. E ela conta qual é a desconfiança dela. Uma lá desconfia que o marido tá dormindo com a ex-namorada. Aí chamam o hômi marido. E então o marido é colocado naquelas máquinas, Detector de Mentira. Isso mesmo, aquelas máquilas usadas pela polícia nas investigações. E aí fazem as perguntas pro moço: "Você teve algum envolvimento físico com a sua ex-namorada após o seu casamento?" e coisas assim... umas três perguntas. E o moço responde Sim ou Não. Enquanto o resultado não fica pronto, o casal fica sentado nas poltronas e o público dá sua opinião, dizendo se o hômi está falando a verdade ou não, ou se
a mulher é louca. Daí chega o envelope pardo. Trisha, a apresentadora, abre o envelope e dá o veredito: "Ele falou
a verdade" ou então "Ele está mentindo". E aí o barraco é armado. Porque se ele estava falando a verdade, então começa a acusar a mulher de não confiar nele, blablablá. E se ele estava mentindo, aí vira barraco mesmo, chutam todos os baldes, de fazer o delírio do Ratinho. Uma outra começou a xingar todos os palavrões possíveis e eu lá prestando atenção para ver se aprendia mais algum novo, mas a TV apitava aquele peeeeeee, toda hora, hehehe. Tem umas pessoas que pedem desculpas e fica por isso mesmo. Tem outras que saem pro pau e entram os seguranças para apartar. Ratinho em pele de inglês, aqui tem café no bule também!
É o fim do mundo, meu God... Onde é que vai parar esse mundo onde se confia mais numa máquina do que na palavra da pessoa? E se já não há mais conficança para chegar ao ponto de submeter o outro a uma máquina, qual a razão de continuar juntos, Jisuis??? Não, definitivamente o mundo está perdido. Hehehehehehe.
Mais presentes
Meus pais nos presentearam com um jogo de cama lindo e superdelicado. E também um tapete bordado habilmente pela super Dona Wal, lindo também. Eu ia colocar na porta do lado de fora do apartamento e o Martin me impediu, disse que alguém poderia roubar e ele quer o tapete do lado de dentro. Uia, viu só mãe? Agora o tapete esta no meio da sala, com um urso em cima. Além desses presentes, eles me mandaram três revistas que eu amo: Bons Fluidos, Cláudia Cozinha e Terra. Adorei, um deleite de leitura para mim! Ficamos muito muito felizes mesmo com todo esse carinho! :o)
abril 18, 2002
As preocupações
É até normal sentir um certo stress a medida que o grande dia vai se aproximando. Junte-se a isso o fato que os pais do Martin estão vindo aqui em casa pela primeira vez e o meu medidor de perfeição está lá nas alturas, querendo fazer tudo certo e mostrar que realmente mereço o lindo filho querido deles. É até fácil escrever isso agora, mas antes eu não sabia direito o que estava me incomodando e me deixando insegura. Foram dias de angústia, que só com uma conversa bem sincera com o Martin pude perceber o que estava acontecendo. Ele me acalmou dizendo que ele é o único que precisa me amar, não os pais dele necessariamente. Pensei, pensei, achei bem certo isso. De qualquer forma o Martin ligou para os pais dele para saber quando eles chegariam aqui em casa e, para nossa surpresa, eles já reservaram um hotel porque acreditam que vai ser mais conveniente e menos estressante para nós. Fiquei mais tranqüila porque vai ser uma preocupação a menos para mim no dia do casamento. Eles virão outra vez para dormir aqui em casa, mas no dia do casamento eles querem nos ver mais relaxados.
Outra preocupação que está ainda me atormentando é que o Martin foi escalado para um projeto e vai passar dois dias em Sheffield, uma cidade que fica à 5 horas daqui. E ele vai ter que ir justamente nos dois dias que antecedem o nosso casamento. Mas é a profissão dele. Só peço a Deus que o proteja.
Fim do momento azedume
Pronto, já estou melhor. Meu surto azedo chegou ao fim. Desculpem-me por ontem. Tem horas que eu preciso ficar quieta, só comigo mesma, para refletir e olhar de frente os entulhos que vou acumulando no dia-a-dia. Muitos pedaços de sentimentos, muitoas sensações de obrigações, muita cobrança e pressão em mim mesma. Então páro tudo para realmente pensar e sentir tudo isso até o fim, até o fundo, e daí então descobrir a causa de tudo. Já sei onde devo mudar, mas nem sempre consigo. No entanto, já é de grande ajuda ter a oportunidade de encarar meus fantasmas de frente, todo mês, com a ajuda da TPM. Hoje realmente estou melhor, bem melhor!
abril 17, 2002
Auto-conhecimento II
Mas para mim, essa viagem é muito mais longa e profunda, num caminho nem sempre agradável. Mas hoje não quero escrever. Nem pensar. Nem sentir. Nem nada. Hoje o céu está nublado, so do I.
E não tentem decifrar, nem especular.
Fecho as cortinas todas.
Por hoje.

Auto-conhecimento
Li uma frase no blog do Marcelo Estraviz, que ouviu no filme Walking Life: "auto-conhecimento é quando percebemos que somos personagens do sonho de outra pessoa".
abril 16, 2002
Lista de Casamento
Como alguns amigos me perguntaram e como eu estou mais desavergonhada esses dias, resolvi publicar aqui as listas de
presentes que montamos para o nosso casamento. Hihihihi. Mas pelamordedeus, prestenção que os preços estão em Libras Esterlinas e na melhor das hipóteses, em Dólares, portanto, nada de sair comprando. Estas listas são apenas para matar a curiosidade de vocês, para saber o que ainda não temos, o que temos chances de ganhar e do quanto somos bestas. Hihihihi. Ok, vamulá:
• Amazon.com - http://www.amazon.com (Sim! Eles têm Lista de
Casamento, então fizemos uma, claro, claro!)
• Confetti.com - http://www.confetti.co.uk (na coluna da esquerda, preencher com o
número
WL031769)
• Debenham's - http://www.debenhams.com (Weddings > Purchase from a List > Lista
número
846066)
E na verdade, como ditam as regras casamenteiras, não anexamos nenhum cartãozinho nos convites com os famosos dizeres "Nossa lista de casamento encontra-se na Loja Tal", que eu acho demais da conta, não temos jeito para isso. Mas muitos amigos e parentes, meus e do Martin, perguntaram se tínhamos uma lista. E achamos melhor fazer uma, já que as pessoas estavam dispostas a nos fazer um agrado nesta nossa celebração. Então, passamos a divulgar só para aqueles que nos perguntaram e a maioria deles disseram que isso facilitava a vida deles, comprando o que a gente realmente gostaria de ter. Mesmo assim Martin e eu ainda ficamos muito envergonhados, achando que não merecemos, querendo morrer de dó quando descobrimos que alguém comprou algo. Talvez seja errado esse nosso comportamento. As pessoas querem nos ver felizes, querem fazer a parte deles na comemoração, assim como nós também ficamos felizes em presentear alguém que gostamos muito. Não sei... talvez
isso seja normal.
Márcia ainda sem jeito de mostrar as listas
abril 15, 2002
Mais livros
Fora a Bíblia Photoshop, também estou estudando com os livros Advanced Grammar in Use e Phasal Verbs Organiser.
Já que não estou mais indo à escola, leio e faço os exercícios sozinha em casa, para afiar o inglês. Também costumo deixar a
"TV" ligada para ficar ouvindo inglês britânico o tempo todo e assim melhorar minha compreensão. Eu gosto muito de estudar, de aprender, acho uma benção. Estou me dedicando o máximo, porque isso me deixa muito orgulhosa e feliz comigo mesma a nível de pessoa humana pensante. :o)
Márcia estudando para ser alguém na vida quando crescer
A Bíblia
Inicando os meus planos futuros, com o apoio irrestrito do maravilhoso marido-to-be, compramos ontem Photoshop 6 - The
Bible, de Deke McClelland. Comecei a ler ontem à tarde e estou na página 78, de 897 páginas. Ler a Bíblia é fácil, porém interpretar suas palavras é o grande desafio. E fazer das palavras, ações concretas será a grande salvação. Mas com muita fé, hei de chegar à iluminação. :o)
Márcia gastando toda potência de seu único neurônio
Novo haircut
E cortei meu cabelinho, finalmente. Ficou bom, demorou quase uma hora, mas ficou do jeito que eu esperava. Esse salão Toni&Guy é bem moderninho, a cabelereira Lisa que me atendeu foi de uma simpatia só, assim como os assistentes. Fiz uns desenhos à mão para mostrar a ela como eu queria que ficasse de frente, de lado e de costas, hahahaha. E como me empolguei, fiz também uns desenhos de como não gostaria que ficasse, com cara de enfezada, hehehehehe. Ela acho ótimo e fez direitinho. Adorei! Mas ainda sinto saudades do Edson Bellini do Allure Hair, que fazia o mesmo, porém melhor, em 15 minutos. :o)
abril 13, 2002
Os Sustos
Ele precisa se benzer, eu sei. Anteontem o Martin foi ao oftalmologista fazer exame de rotina e o médico ficou assustado ao
ver que quase todos os canais de lubrificação dos olhos dele estão entupidos, prontos para causar uma bela infecção. A causa provável é que ele tem passado dias construindo os loudspeakers (caixas de som) de casa, lixando e fazendo uma poeira fina o tempo todo, sem usar nenhuma proteção. Agora ele precisa lavar o olho com shampoo Johnson's, fazer compressas com água bem quente e espremer a parte inferior dos olhos até conseguir obstruir os canais. Até agora ele conseguiu tirar 15 bolinhas, parecidos com cravos. E ainda assim está to mesmo jeito. Em duas semanas ele precisa melhorar, senão vai ser preciso operar.
Mas não dói, nem incomoda. E por isso mesmo ele se achou no direito de voltar a construir os loudspeakers. Dei uma bronca e logo ele parou. À tardezinha, ele disse que só ia dar um polimento final nas caixas para poder sossegar. Tudo bem. Estava eu tranqüila na cozinha, cortando uns legumes e tal e de repente ele entra porta adentro dizendo "Ai, ai, ai, ai, ai..." com a mão ensanguentada. Meu coração quase pára. Abri a torneira e ele enfiou a mão dele na água corrente. Fui buscar toalha limpa, curativo e tudo mais. Quando voltei a mão dele estava limpa e deu para ver que o corte era pequeno, menor que 1/2 centímetro, porém fundo, já que ele estava usando bisturi cirúrgico para fazer o acabamento. Estancado o sangue, secamos o local e colocamos um Band-Aid. Só. Prontinho. Hoje ele está bem melhor, trocamos o Band-Aid e não está doendo tanto. Não foi grave,
Graças a Deus. Mas nem por isso ele deixou de escutar poucas e boas sobre o quanto precisa se cuidar, se proteger, ter mais amor ao próprio corpo. E parece que agora ele está entendendo isso. Que Deus e os anjos da guarda continuem protegendo-o. Ufa...
Tá bom assim?
Pronto, eles pediram desculpas. Não precisa mais chorar. :-p
Simpsons pedem desculpas ao Rio
Fiz o download do episódio através do KazaA e realmente não vi motivo pra tanto barulho. O desenho mostra mais o lado desavisado e incoerente dos personagens do que outra coisa. Dei muita risada quando os seqüestradores reclamam que as notas de Reais são rosa e púrpura, coisa de boiola, hahahaha.
abril 12, 2002
Renúncia
Virgi... o presidente da Venezuela renunciou! E com golpe militar e tudo.
FELIZ DA VIDA
Acordei cedinho, tomei meu café, me troquei e
tava aqui lendo umas notícias quando às 8:30 (!!) béééééíin, tocou o interfone. Correio! Desci correndo e recebi uma caixona de papelão. Um presente, UAU!!! E qual não foi minha estarrecedora surpresa quando abri e era UMA PANELA DE PRESSÃO!!! Minha irmã e o namorado dela enviaram para nós, como presente de casamento. Não têm idéia do quanto vamos usar essa panela. Muito feijão, muitas sopas, muita (?) carne assada, frango com shoyu, carei, canjica, tudo tudo tudo o que puder. Na mesma hora tirei uma foto e enviei por e-mail pro Martin, que respondeu: "Hooray, feijão, feijão!", hehehehe. Foi um presente maravilhoso mesmo, obrigada de todo coração e barriga. :o)
Márcia hiperfeliz com o presente!
abril 11, 2002
Simpsons no Brasil
E o episódio que fizeram dos Simpsons no Rio de Janeiro, hein? Até Éfeagácê fez comentário desaprovando e o desavisado prefeito do Rio quer processar o desenho animado. Neste link aqui você encontra um bom comentário, que conta em detalhes o episódio chamado Blame it on Lisa. Não acho nada de mais, se é pra processar, então Bush têm que processar os Simpsons todos os dias, porque é o que o desenho mais faz, satiriza e exagera o jeito americano de ser. Não que seja tudo verdade. E todo mundo ri e acha muita graça. As vezes a realidade no Brasil é muito mais perigosa e vergonhosa do que a que mostraram no desenho. E aposto como todo mundo no Brasil ia rir até se esborrachar se eles fizessem um episódio em Portugal ou na Argentina. Simpsons é pra rir, não para levar à sério. Quem se ofendeu, certamente não conhece e não entende a proposta do desenho animado.
Alianças
Minha aliança ficou pronta e o Martin foi buscar ontem! Lindinha, tão pequena! E nessa história de ter dedo muito fino, a gente pagou o mesmo preço de uma aliança grande e perdeu na quantidade de ouro que se foi embora no ajuste. Na verdade não é ajuste, a minha aliança, assim como a de todos que não têm um dedo tamanho padrão, é feita sob medida. Eles mediram meu dedo, anexaram o modelo da aliança e o ourives fez outra, pelo mesmo preço. Mas enfim, é linda e me sinto tããão mais velha com aquela aliança no dedo, ó skies! Não sei explicar, mas ver minha mão com uma aliança me deixa com uma sensação estranha de não ser mais criança. :o)
E contei a cor dela? Não, né? Pois então, há tempos atrás contei que o Martin tinha sugerido alianças de ouro branco, que eram mais modernas, mais bonitas, mais tudo. Fiz todo um processo mental, com a ajuda dos comentários que recebi, para aceitar a aliança de ouro branco que para mim parecia aliança de namorados, não de casados. Mas enfim, vi que estava sendo caduca, que as coisas mudam, que o compromisso estava dentro de nós, não na aliança. Comecei a me sentir bem com a idéia, principalmente porque meu anel de noivado é de ouro branco e ia combinar bem com a outra aliança.
Tá. Fomos à loja comprar. Experimentamos a primeira de ouro branco. Eu achei tããão simplesinha, sem charme, mas quieta fiquei por um segundo. Quando eu ia falar que não gostei muito, o Martin: "Ah não, não, não. É estranha, fica estranha na mão, não, não. Pode nos mostrar alianças de ouro amarelo, por favor? Você se importa, Márcia?" E a minha cara de interrogação ficou tão evidente que começamos a rir. E ele ficou tão sem jeito, hehehehehe. E escolhemos nossas alianças de ouro amarelo, lisas, não muito grossas, arredondadas e bastante confortáveis. Estamos bastante felizes com elas!
A Pizza
Hahaha. Minha amiga chiquetérrima Luciana me escrecreu dizendo que sou uma amiga meio Brasileira, meio Inglesa. Me senti uma pizza agora, hehehehehehe.... Meio brazuca e meio bretã, por favor. Ah, e um guaraná 2 litros. :o) Beijucas, Lu!
abril 10, 2002
Crianças
Tô podendo com isso? Dei uma saidinha para comprar uma revista e na volta um menino de uns 10 anos me parou para perguntar se eu queria comprar algum CD e me mostrou uma mesa na garagem da casa dele, cheia de CDs de Playstation, posso??? Hahahahaha... Falei um "No, thanks" pro menino e ele ainda perguntou "Aaaaah, why not?"... Porque eu não tenho Playstation, oras, se é que isso é lá alguma razão racional. Ai, ai...
Cabeleira
Falando em descabelar, marquei meu segundo corte de cabelo aqui na Inglaterra. Oh meu God do sky, será que desta vez acertam?
Sábado tentarei um salão chamado Toni & Guy. O que será de mim? Por que é tão difícil cortar meu cabelo lisinho? Só por causa de dois redemoinhos? Da outra vez, expliquei e pedi que deixasse as pontas da frente pontudas e a maldita ainda confirmou, dizendo que cortaria em ângulo para deixar as pontas da frente
pontudas. E eis que ela deita minha cabeça de lado e a primeira coisa que ela faz é tchac! Cortou minhas pontas pontudas!!! Fiquei de mau-humor pro resto da vida, fiquei com um corte Chanel besta, cara de retardada. Agora minhas pontas cresceram novamente e ai do próximo que encostar a tesoura nelas, vai morrer com a tesoura enfiada na garganta e o secador no... bom, já sabe. Ai, ai, meda.
O tal GP
Mas que raios é marcar uma consulta com um GP? GP é a abreviação de General Practitioner, um médico clínico-geral.
Aqui na Inglaterra, o sistema de saúde é bem diferente. Você tem que se registrar num posto de saúde próximo à sua casa e ter seu GP particular. Qualquer que seja o seu problema, você deve ir primeiro ao seu GP e ele marcará uma consulta com outro especialista, se preciso for. Se você está com um problema na pele, precisa primeiro marcar uma visita ao seu GP e ele encaminhará você a um dermatologista. Não, você não pode ir direto à um dermatologista. Tem que ir ao GP primeiro, sempre.
É mais burocrático e demorado, mas é tudo gratuito e o atendimento é de primeira qualidade. Claro que se for uma emergência, você deve ir direto ao hospital e lá um especialista atende diretamente. Então um GP é aquele velho conceito do Médico de Família, que sabe todo seu histórico e tem condições de atender melhor, oferecer um tratamento mais personalizado.
Martin se registrou com um GP na clínica aqui perto de casa, mas a $&%!@#!^%^$@&% da atendente não quis me registrar, porque não sou inglesa e a prioridade é aos ingleses e a clínica já está cheia de ingleses e vão todos pra PQP, bando de arrogantes! Vou tentar outra clínica depois do casamento, a sorte é que há várias aqui perto, não preciso me descabelar. Humpf....
Mudanças a Caminho
Já havia comentado sobre o problema que o Martin enfrenta com a fala e do quanto eu já conversei com ele sobre procurar um profissional que o ajudasse. Até onde meu inglês pôde ir, entrei em contato com diversos centros de apoio e todos eles nos responderam gentilmente, enviando catálogos e endereços de alguns profissionais.
Mas ainda faltava um pouco mais de coragem para o Martin enfrentar uma terapia. Acreditei que o melhor a fazer seria não insistir, deixar ele tomar suas próprias decisões, mas apoiar sempre que ele precisasse. E nos últimos dias ele tem se sentido muito ansioso, estressado e frustrado. Mas finalmente ele começou a tomar providências.
Marcou consulta com um GP para poder começar uma terapia. E ontem, não mais que de repente, ele me mandou uma mensagem dizendo que estava saindo do trabalho às 4:00 para me pegar em casa e irmos numa livraria grande no centro da cidade. Ele queria comprar um CD de exercícios de relaxamento, que a primeira terapeuta dele tinha recomendado meses atrás. Chegando lá, ele se empolgou e queria comprar também um livro de auto-ajuda, mas não tinha idéia de qual tipo comprar. Vasculhamos as prateleiras e encontramos um livro sobre vencer a ansiedade e a timidez. Logo nas primeiras páginas ele identificou os comportamentos descritos e comprou sem piscar.
Voltamos para casa, jantamos, ele ouviu todo o CD de relaxamento e caiu no sono, hehehehe. Depois começou a ler o livro e comentava comigo cada parte que ele se identificava, contando como ele se sentia, o que pensava. Conversamos bastante e teve uma hora que ele percebeu que na verdade ele não tem nenhum problema na fala (aleluia!) e que tudo vem da sua falta de auto-confiança.
E eu fiquei muito feliz por ele estar fazendo essa avaliação da própria vida, refletindo sobre seu comportamento, seus sentimentos. A terapia ainda vai ser muito importante, mas como as primeiras sessões ainda vão demorar para acontecer, é bom que ele esteja lendo livros de apoio, palavras positivas. As coisas começam a se organizar na cabeça dele e assim fica mais fácil de encontrar uma solução. Estou muito orgulhosa por ele! :o)
abril 9, 2002
Programas sobre bebês
Em Janeiro, a BBC fez um especial de quatro episódios chamado Life Before Birth sobre bebês que precisam de intervenção cirúrgica quando ainda nem nasceram. São casos complicados e muito delicados.
Cirurgias na medula espinhal, bebês com tumor externo maior que a cabeça, problemas circulatórios, cardíacos, respiratórios, entre outros.
A equipe da BBC acompanhou a gestação de quatro crianças em estado crítico. O pediatra-cirurgião Kypros Nicolaides é um dos mais famosos do planeta nessa área. E para todos os casais, ele é bem enfático em dizer os riscos, as conseqüências e as porcentagens de sucesso. Cabe aos pais decidirem abortar ou não. O que mais emociona no programa é a luta dos pais, toda a rotina deles é mostrada, em casa, no hospital, no caminho, mostrando o desespero, depois a esperança, o medo, tudo.
E, para mim, o mais tocante foi a luta de um casal bem novo, de 21-22 anos, que estavam esperando o primeiro filho. O tumor pulmonar dessa criança era enorme. O doutor Kypros alertou que as chances de vida eram mínimas, se a criança sobrevivesse ao parto, morreria 5 minutos depois, por não ser capaz de respirar sozinha.
O casal chora compulsivamente, abraçados e vão para casa. E dias depois decidem ter a criança mesmo assim. Eles preferem que a criança receba o amor deles até onde puder e que ela deve morrer quando tiver que ser, mas morrerá sendo amada até o fim. O médico respeita e continua com o pré-natal até o fim.
O tumor pára de crescer e o bebê desenvolve bem até o nono mês. Uma esperança cresce, o tumor pode ser retirado após o nascimento e a criança tem uma chance de sobreviver, mas é uma chance bastante remota.
A criança nasce em parto normal, os pais abraçam, beijam e se emocionam com o choro do bebê, uma menina. Ela fica na UTI e os
pais seguram a pequena mãozinha dela o tempo todo. Três dias depois a criança está fraca e o tumor precisa ser retirado o quanto antes. Os pais abraçam o bebê todo entubado e entregam para a equipe cirúrgica.
Os médicos retiram o enorme tumor dos pulmões, mas a criança morre antes da cirurgia terminar. E a TV mostra tudo: a cirurgia, os pais rezando do lado de fora, a família apoiando e mostra também a equipe fazendo os curativos, vestindo a criança com roupinha de bebê e gorro de lã e o médico dando a notícia trágica. Triste demais.
A mãe do bebê lamenta que ela nunca pôde embalar sua filha, desde que ela nasceu. E então ela pega a criança morta, que está deitada no berço da UTI e leva para o quarto, embalando para ela dormir em paz. Mesmo sabendo das poucas chances que a criança tinha de sobreviver, os pais sempre acreditaram na vida, já que enquanto houvesse vida, haveria uma esperança.
E ontem o Channel 4 apresentou um programa chamado Joined at Birth sobre um casal com três filhos, de 6, 5 e 3 anos, esperando o nascimento de suas filhas gêmeas siamesas, que têm as cabeças grudadas. Cada uma têm um cérebro, mas apenas um rim. As meninas nascem saudáveis, mas ficam na UTI. Os pais fazem de tudo para os filhos não se assustarem, contam a verdade desde o começo e quando eles vão visitá-las no hospital, querem beijar e carregar no colo, sentadinhos. Eles acariciam as cabeças grudadas das meninas, fazem perguntas e depois vão embora.
Logo o bebê mais fraco começa a ter problemas e uma decisão deve ser feita. Se houver a separação, o prognóstico que o médico dá é de 20-40% de chance do bebê mais forte sobreviver e de 0% do mais fraco sobreviver. Se não houver separação e o bebê mais fraco morrer, o outro morre também. É o momento mais difícil na vida do casal, decidir pela vida e morte de suas crianças. E eles decidem pela separação. Eles beijam a menina mais fraca pela última vez e os filhos entram para se despedir também.
Depois de 16 horas de cirurgia, o bebê mais fraco morre e é levado para o quarto, toda vestida, de gorrinho e coberta com cobertor infantil. O pai segura o bebê apertado no colo e bate a cabeça na parede, chorando desolado.
O outro bebê sai da cirurgia em estado extremamente crítico, mas sobrevive. Depois de dias de internação, a bebê vai para casa pela primeira vez, fora de perigo. Os pais terminam o programa dizendo que estão felizes de tê-la em casa, mas que isso não significa que esqueceram da dor de perder a outra menina...
abril 8, 2002
Ficando triste
Até agora recebemos mais cartões de pessoas dizendo que não poderão comparecer ao nosso casamento do que os cartões confirmando a presença. Snif...
A Rainha
Hoje a Rainha fez um pronunciamento em rede nacional, agradecendo ao povo pela demonstração tocante de conforto à Família Real. Na verdade ela quer apagar da cabeça das pessoas a imagem fria que ficou quando da morte da Princesa Diana, na qual nenhum membro da realeza abriu a boca, decepcionando a população inglesa que demonstrou tanto afeto e carinho na ocasião.
Detalhes
Estamos em contagem regressiva para o casamento, que acontece no fim deste mês de Abril. No sábado cuidamos de mais alguns detalhes, escolhi meu buquê de rosas e encomendamos as rosas de lapela para o Martin, para o pai dele e para o padrinho. E também definimos a decoração do bolo. Meu sapato está sendo confeccionado pela Jackie, irmã do Martin, já que meu número (34 no Brasil, 2 na Inglaterra) é praticamente inexistente. O vestuário do Martin está completo, está lindo de morrer! Preciso cortar meu cabelo ainda. E decorar os votos. E ligar para saber da minha aliança, que está sendo ajustada para o tamanho do meu dedo raquítico. O Martin precisa levar o CD para o cartório e tirar as dúvidas do procedimento. E ele também precisa
confirmar o número de convidados no hotel. E precisamos de alguém que me leve até o cartório no dia. Melhor fazer uma lista. Mais uma, ufa...
Mais Echo
Aaaaaahh tá, pelo website, o Echo & The Bunnymen vai fazer quatro apresentações na Inglaterra, aaaaaaahhh bom. Quem sabe eu vou desta vez, né? Hihihihi. O pobrema é os preço dos ingresso: £16.50. E fora a passagem até Londres
e acomodação. Segundo o website, em São Paulo o show acontece dia 29 de Maio, no Credicard Hall. Tão perto da casa dos meus pais, lá na
Av. Nações Unidas, uns 10 minutos de carro. Ô mermão Jú, se eu fosse você, eu iria pra Sum Paulu sim, assinante do Terra pode comprar os ingressos antecipados pela intirneti. :o)
abril 7, 2002
Echo & The Bunnymen
Eu pensei: tô na terra dus cara, intão vô vê um show deles por mês. Hã-hãn... Esperei, esperei e nada de anúncio dos shows deles, nem em Londres, nem em Liverpool, nem muito menos em Bournemouth. Daí tava eu quieta lendo as notícias no Yahoo! e o que leio???? Show do Echo & The Bunnymen no dia 29 de Maio de 2002!!! E aonde? Em São Paulo!! Aaaaaaaaaaaarrrgh, ô inferrrno!!!! Humpf...
Eles também vão tocar no Rio, em Porto Alegre e em Curitiba.
Sem graça...
abril 5, 2002
O Cortejo
Há poucos minutos aconteceu o cortejo da Rainha Mãe nas ruas de Londres, saindo do Palácio de Buckingham até a Catedral de Westminster. Foi muito bonito de se ver, o mesmo ritual desde a Idade Média.
O corpo seguiu sobre um carro antigo de rodas grandes de carroça. Sobre o caixão, pousava a coroa da Rainha Mãe, a mesma que fica em exposição na Torre de Londres, e também um arranjo de flores brancas com um cartão escrito à mão pela Rainha Elizabeth II, onde se lê "In loving memory, Lilibet", detalhe que comoveu a todos.
Toda a guarda real estava presente durante o cortejo, em passos precisos, usando aqueles chapelões de pelúcia. Todos os homens da Família Real seguiram a pé, o Rei Philip, o Príncipe Charles, o Príncipe Andrew, o Príncipe Edward, o Príncipe William e o Príncipe Harris.
As ruas por onde o cortejo passava estavam completamente tomadas pela população, mas todos em completo e absoluto silêncio, ninguém acenando, ninguém gritando, nenhuma bandeirinha sendo agitada.
Quando o corpo chegou à Catedral de Westminster, a Rainha Elizabeth II aguardava ao lado do Bispo. O caixão foi carregado no ombro de oito guardas reais. A Família Real seguiu logo atrás e por onde eles passavam, todas as mulheres presentes na Catedral faziam uma reverência dobrando os joelhos e os homens abaixavam a cabeça. Uma rápida prece feita pelo Bispo, velas acesas e quatro guardas apareceram para manter o caixão.
A Família Real se retirou e os carros levando a Rainha e os Príncipes voltaram pelo mesmo caminho do cortejo. Com uma diferença. Agora a população que estava silênciosa, aplaudia em salvas de palmas para o carro da Rainha. Nem ela esperava essa reação espontânea. Depois de muitos anos, a Rainha voltava a acenar para o seu povo, enquanto o Rei batia continência aos mesmos. E as palmas não eram para a Rainha, não eram para a figura imperadora de Elizabeth II. Os aplausos eram a
solidariedade do povo para uma filha que perdera sua mãe.
Guarda-roupas
E neste interim foi instalado o nosso guarda-roupas. Nem acredito que este tempo todo estávamos usando caixas de papelão e malas para guardar nossas roupas. Agora temos tanto espaço que nem sabemos aonde guardar o quê.
Fim do Balanço: déficit
Reli meus arquivos, repensei minha vida aqui na Inglaterra. Percebi que tenho passado boa parte do meu tempo tentando agradar a tudo e a todos, menos a mim mesma. E por que tento agradar tanto? Porque quero me sentir aceita neste país. E nem sempre consigo. Nos momentos em que algo falha já me sinto a pior das espécies sendo banida e rejeitada do grupo. E isso vinha me desagradando, me deixando descontente e eu não sabia direito porquê. Passei esses dois dias conversando com o Martin, contando as minhas dificuldades, contando as minhas frustrações, contando os meus
medos, as minhas saudades, mostrando o quanto a minha auto-estima está capengando e caindo de cara no chão muitas vezes seguidas. Conversamos, chorei, conversamos, chorei mais ainda, conversamos, conversamos, dormi, acordei, conversamos, chorei, conversamos, conversamos, dei risada, conversamos, fiquei bem. De vez em quando é bom dar essa meia volta no caminho, porque não é o caminho certo. Não preciso ser perfeita, não preciso ser aceita, não preciso ter aprovação. Preciso sim acreditar no que sou, no que tenho dentro de mim, no que me faz ser eu mesma. E preciso lembrar sempre disso e me orgulhar e seguir em frente. Eu erro, mas eu corrijo e
eu tento outra vez. :o)
abril 3, 2002
Fazendo um Balanço
Minha terapeuta Kátia respondeu ao meu e-mail e me deixou encantadoramente feliz, não tem idéia. Antes que alguém pense errado, eu não pretendo fazer terapia online, não. O meu único interesse é agradecer por todo bem que ela trouxe na minha vida. Sei que é a profissão dela, mas isso não me impede de sentir muito grata por cada palavra e cada incentivo. Ás vezes a gente esquece de fazer coisas simples na vida como dizer um "obrigado". Não quero me esquecer dessas coisas simples e que fazem um coração mais feliz. Ou dois.
E olha só: ela me disse que tenho deixado passar umas coisas despercebidas!!! :O
Odeio pensar que não percebi algo importante. Me imagino sentada com sorriso besta, olhando pro lado enquanto um carro alegórico passa na minha frente e eu nem tchuns. O que será que despercebi? Quando será que foi?
O jeito-Kátia-de-ser é sempre assim: cutuca e sai correndo e me deixa aqui cheia de interrogações na cabeça. Ô infeeerrrno! Posso até ver ela rindo, hehehehehe. Mas como é bom isso. É bom quando alguém nos dá um toque assim. É a chance que temos de mudar o que não está muito certo. É hora de parar e relembrar, ler a vida que tenho escrito. Por isso este blog é importante para mim, apesar de não escrever absolutamente tudo o que estou vivendo. Mas ajuda. Vou fechar minha cabeça para balanço, ok? Volto já.

abril 2, 2002
Segurança em duas rodas
Mas andar de bicicleta que é bom, nada. Só andei um pouquinho ontem para testar, no estacionamento do nosso prédio. Logo o Martin carregou a bicicleta escadas acima e não pude mais brincar, humpf... Bicicleta aqui na Inglaterra é um meio de transporte que deve obedecer regras como qualquer outro veículo. E no horário em que estávamos testando ontem (quase seis da tarde) já era necessário usar colete fluorescente e luzes, caso contrário, se a polícia vir manda pra prisão por direção perigosa. Sem conversa. E todo mundo respeita. Capacete também é obrigatório, mas a pena não é tão grave se você for visto pedalando sem o seu. Mas se você cair e quebrar o coco, o azar é seu também. E todo mundo usa. Então como ainda não
tenho meu colete e meu capacete, o jeito é ficar dando voltinhas no estacionamento.
Bicicleta
Êêê! Desde ontem estou super-mais-feliz! Martin tem duas bicicletas, uma nova, poderosona que ninguém tasca, é só dele. Outra velhinha que estava lá na casa dos pais dele. Velhinha é modo de dizer, porque a bicicleta está perfeitamente conservada. No final de semana que passamos lá trouxemos a "velha" bicicleta dele para cá. Compramos novo assento de gel (bóing bóing!), nova câmara e novos pedais. Ontem o Martin montou tudo e a bike ficou... muito grande para mim. Muito alta, eu não conseguia encostar nem a pontinha dos meus dedos no chão. E não podia pular para frente porque o quadro é mais alto que minhas pernas e se eu pulasse ficaria pendurada, ui. E o assento já estava abaixado até o fim. O jeito foi serrar o cano debaixo do assento. Com muita dor no coração, Martin serrou cerca de 10 centímetros e o assento
ficou numa altura boa para mim, consigo encostar as pontas dos pés no chão agora, hehehehe. Apesar de tudo, Martin acha que devemos comprar outro quadro menor para a bicicleta, mas depois de pagar as despesas do casamento. Aaahhhh, só agora intendi a célebre frase "não sei se caso ou se compro uma bicicleta". Aaaahhh tá, é verdade. hihihi
Horas perdidas
Entramos no horário de verão aqui na Inglaterra. Isso significa que estamos com uma diferença de 4 horas para o Brasil. Os dias estão ficando mais longos e eu adoro o horário de verão, sobra mais luz do sol. Mas uma coisa que me confunde é: se eu estava no Brasil no verão passado e perdi uma hora com o horário de verão de lá, depois viajei aqui para a Inglaterra perdendo três horas nos fusos horários e agora perdi mais uma hora com o horário de verão daqui, aonde foram parar essas horas que perdi na minha vida?? Humpf...
abril 1, 2002
Coulthard
E para a alegria do Martin, David Coulthard terminou a corrida em terceiro lugar e subiu ao pódium. A bandeira do Reino Unido foi erguida até a metade, foi uma boa lembrança dos organizadores da prova.
Ainda na F1
E o que era aquela pipa caindo no carro do Montoya, meudeusdocéu?? Hahahahahaha. E o mecânico da Williams arrancando a
rabiola com toda raiva deste mundo, ahahahaha... O coitado deve ter se cortado todo com o cerol, hehehe... Os comentaristas ingleses chamaram de acontecimentos pitorescos do GP do Brasil.






