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Bons sábados são assim

Nosso sábado foi bem proveitoso. Logo pela manhã fomos ao centro para resolver as coisinhas de sempre (banco, jornal, almoço, etc.) e fomos surpreendidos por uma Feira Livre Francesa que estava acontecendo por lá. Como moramos perto da França, todo ano um grupo de comerciantes fazem essa feira de produtos típicos. Geralmente acontece em Poole, como no ano passado, mas este ano foi aqui em Bournemouth.

Compramos uma baguete deliciosa, uma tortinha de creme de maçã e também uma réstia de alho Red Label, que é a certificação dos melhores alhos do mundo. Ainda não experimentamos, mas os franceses acham esse alho tão bom que comem os mesmos assados e regados com azeite! Nós não somos assim tão aventureiros com o alho, mas assim que eu fizer um feijãozinho temperado eu conto se notei alguma diferença.

Apesar da vontade de experimentar o Chicken Provençale que estava sendo preparado na hora lá na feira, mas por falta de lugar para sentar, pelo frio e pela chuva daquele sábado, preferimos ir almoçar num restaurante mesmo.

Fomos a um restaurante chinês bem típico, nada ocidentalizado, aliás, só tinha chineses lá dentro. Comemos noodles com carnes e vegetais e também alguns gyozas, que estavam fantásticos!

Depois do almoço, pegamos o carro e fomos para o B&Q para comprar a ferramenta para consertar a torneira do banheiro que está vazando e também para dar uma olhada em árvores de Natal.

Encontramos a ferramenta e corremos para a área de decorações natalinas!! Já havíamos decidido que não iríamos comprar nenhum pinheirinho natural por conta do meu lado eco-chato. Por mais que venha plantado em vasinho com raiz e tudo, nunca é o suficiente para manter a pobre árvore viva por muito tempo. Sem contar que a gente mora em apartamento e ar fresco e sol é algo fictício por aqui.

Havia milhares de pinheiros naturais no B&Q, plantados ou cortados. Todos obviamente plantados e cortados (ou podados) exatamente para este fim: serem árvores de Natal e serem jogadas fora depois. Nada errado nisso, mas eu não me sinto à vontade de comprar uma árvore viva sabendo que vai morrer no apartamento. Não tenho nada contra quem faz isso, mas eu, eu e somente eu, ninguém mais que eu, não me sinto confortável com a idéia. Então me deixa. :p

Tudo isso para dizer que compramos uma árvore artificial de 1m83cm bem linda e que vai durar por vários Natais, hopefully! Compramos também as bolinhas, todas brancas, mas de diferentes texturas, imitando geada e neve. Mas a árvore é maior que eu esperava e só consegui decorar metade dela. Depois preciso ir comprar mais bolinhas e alguns lacinhos. Quando ficar pronta eu tiro uma foto dela, que já está uma belezinha. Martin instalou as luzinhas e quando acendemos toda nossa casa ganhou uma atmosfera jingle bell, jingle bell... Mas notem, nossas luzinhas não tocam música, nem piscam, nem são coloridas. Bem discretas e lindas, é o que elas são! :o)

Passada toda empolgação de decorar a árvore, nos afundamos no sofá para a sessão mais esperado do sábado! Na sexta-feira pela manhã o carteiro (que devia ser Santa Claus fantasiado) havia trazido nosso tão querido presente de Natal: a caixa de DVDs com toda a primeira séria de SV!! :o)

OH YES! OH YES! OH YES! OH YES! SV ao nosso dispor, em seis DVDs!! E estávamos ansiosíssimos para assistir ao piloto da série que nenhum de nós havíamos assistido antes. No sábado assistimos a três episódios, excelentes e viciantes! :o)

Paramos lá pelas nove da noite porque queríamos assistir a um filme-documentário na TV: Bowling for Columbine, sobre o insano consumo -- e consequentemente -- uso das armas de fogo nos EUA, que é o país recordista em mortes por causadas por armas: 11.000 pessoas por ano. Estávamos com grandes expectativas para este filme e realmente ele nos surpreendeu. Excelente documentário, profundo, corajoso e tocante. No filme, o pequeno cartoon que conta com sarcasmo a "Pequena História dos EUA", explica de onde vem a cultura do medo latente que faz com que a cada dia mais e mais americanos venham a se armar. E a matar.

Depois do filme ficamos conversando um pouco, apagamos as luzinhas da árvore de Natal, tomamos banho e fomos dormir. E ainda tínhamos o domingo todo pela frente no dia seguinte... :o)


Marcia said:

Mary, eu li sim seu post sobre o Columbine! Ou tu acha que só porque eu tava no Brasil não li seus posts antigos?? :p

Lu, a mãe do Martin comprou uma natural no ano passado, linda e enorme, sem raiz. E sabe que eu até achei que esta artificial não fica muito pra trás? Mas enfim, tradição é tradição e muita gente acha que não tem graça se não for natural. De qualquer forma, acho que a gente tem que fazer o que for melhor para nós, né? :o)

Luciana Misura said:

Marcinha, sabe que eu vou la cortar o pinheiro de Natal mas tambem penso nas mesmas coisas que voce? Nos ainda nao resolvemos se vamos continuar cortando o pinheiro todo ano ou se vamos comprar um artificial, estamos pensando...

Mary said:

Querida, que delícia! Sabe que eu também comentei sobre o Bowling for Columbine? Mas acho que você ainda estava no Brasil. Vi junto com minha turma de sueco, numa class trip. Adorei tanto o documentário que urso polar comprou pra gente de Natal (só que a gente já assistiu).. Tô esperando a foto da árvore de Natal, ok? beijocas!