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Crer em Papai Noel

Muitos de vocês devem lembrar quando eu publiquei aqui a pequena e singela campanha que estava acontecendo entre os blogs australianos na busca da Girafa Clarence de pelúcia, perdida num incêndio.

A proprietária de Clarence era a doçura de dois anos chamada Alice. A girafinha foi seu primeiríssimo presente quando nasceu e sua parceira fiel de todos os dias e, claro, estava fazendo muita falta nos braços de Alice. Os pais entraram em contato com a empresa que fabricava a girafa mas foram informados que o tal bichinho já havia saído fora de produção.

No blog do pai de Alice, entre muitos comentários de apoio havia também muitas críticas dizendo que os pais deveriam ensinar a pequena Alice sobre decepções e frustrações ao invés de mover mundos e fundos para recuperar o brinquedo perdido. E, após percorrer todas as lojas de brinquedos reais ou virtuais, não houve outro caminho mesmo senão esse, apesar da menina ainda pouco falar e o que dizer então de entender conceitos de perdas e frustrações.

Mas numa manhã de Natal, eis que um pacotinho chega pelo correio com os dizeres: "para Alice, entrega especial do Pólo Norte. Por favor, abra por último". E dentro estava ninguém menos que Clarence, a girafa!

Dois funcionários da Playgro, a empresa que fabricava a tal girafa, ficaram sensibilizados com a história e fizeram uma busca por todo o estoque da fábrica. E acabaram encontrando uma única Clarence, tão tão tão procurada Clarence!

Esta é a foto da pequena Alice com a sorridente Clarence de volta aos seus bracinhos:

Clarence4.jpg

Em meio a um mundo de tanto ceticismo, frustrações, perdas e palavras duras, há sempre um outro lado de amor, de caridade e compreensão. Seja para uma só criança, seja para uma nação, o que é feito com o coração nunca vai deixar de me comover.

Welcome home, Clarence!


5 Comentários

Puxa, Márcia, uma estória tão meiga e delicada como essa até emociona a gente. Meu filho tem grande apego também por uma pelúcia do personagem Tigrao, da Disney, só dorme agarrado a ele. E é um amor tão gostoso e desinteressado que até a gente toma gosto pelo bicho.

Que legal, Marcinha!!! Ela conseguiu a girafinha!!! Sabe que eu também sou maluca por girafas? Amo elefantes também, mas girafas são fantásticas... Gosto principalmente do fato de serem mudas...

Uebaaaaaaaaaaaaaaaa! Esse é um real conto de Natal! E que pena que as pessoas achem que uma criança de dois anos tem de ser submetida a frustração né? Ela terá uma vida toda pela frente.

Incrível haverem no mundo, pessoas que acreditam que existe como habituarmo-nos com isso. Que acreditam que dor educa mais do que felicidade.


Beijo!

Sérgio, não é uma historinha linda de final feliz? Eu também fiquei muito contente. E você que é pai e tem um filhote que é agarrado com um bichinho sabe bem o que os pais da Alice estavam passando, né?

Mary, amo todo o mundo animal! Girafa, macaco, vaca, ariranha, paca, porco, tudo. :o)

Marie, adorei o seu comentário. Concordo com você que a criança ainda vai ter uma vida inteira pela frente para aprender sobre perdas e frustrações. O que os pais estavam fazendo não era nenhum sacrifício, ninguém passou fome ou noites sem dormir tentando encontrar a Clarence. Foi um desafio e eles venceram. E tenho certeza que ver a menina deles sorrindo e abraçando apertado a girafinha fez tudo valer a pena. Ah, eu não sabia que você tinha voltado a escrever no seu blog, tô indo lá pra ler já! :o)

Puxa Marcia, fiquei feliz com o desfecho dessa historia. Devo dizer que nao tive essa sorte, minha filha perdeu o coelhinho dela num supermercado em Londres e ninguem deu a minima para tentar me ajudar. Escrevi para a H&M (loja onde sei que foi comprado o coelhinho) e eles nao tiveram nem a descencia de me escrever de volta. Enfim....