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janeiro 27, 2005

French Macaroons

Não sei como era a minha vida antes de hoje. Porque hoje finalmente cruzei uma fronteira que divide um doce de uma iguaria. Porque hoje finalmente aprendi a fazer e experimentei pela primeira vez um clássico das patisseries francesas: macaroons.

Como a maioria das receitas francesas, são poucos ingredientes, poucos passos e quinhentos mil truques para fazer dar certo.

E como Martin acabou de voltar da sua viagem à França, me empenhei para caprichar na sobremesa de hoje!

Eles parecem simples biscoitos recheados. Mas na primeira mordida você é fisgado por uma avalanche de texturas, sabores e sensações, muito além do que poderia esperar.


French Macarrons:

200g de açúcar de confeiteiro
110g de farinha de amêndoa (bem fina e seca)
57g de açúcar granulado
3 claras previamente deixadas em temperatura ambiente por uma noite ou no mínimo 8 horas
2 colheres (sopa) cacau em pó (opcional)

1. Misture o açúcar de confeiteiro, a farinha de amêndoa (se ambos estiverem meio úmidos, aqueça no forno brando por 5-10 minutos) e o cacau. Reserve.

2. Bata as claras em neve. Adicione o açúcar granulado até formar picos firmes.

3. Agora vem a parte mais crucial, que faz o macaroon dar certo ou não. Misture muito e o macarron não cresce; misture pouco e o macaroon fica deformado e racha no forno. Misture as claras em neve com a outra mistura de amêndoas. Mexa delicadamente com uma espátula flexível até ficar na "consistência de magma". Faça o teste: afunde a ponta do seu dedo na massa, tire e observe o pico que formou. Este pico deve praticamente sumir em 30 segundos. Se permanecer firme, misture mais um pouco. Coloque a massa num saco de confeitar com bico redondo, liso, de 2cm de diâmetro.

4. Numa forma com papel manteiga, faça discos de 3cm com a massa, deixando espaço entre eles. Deixe-os descansando por 1-2 horas até formar uma pele resistente na superfície.

5. Asse em 160ºC com a porta entreaberta se puder (meu forno desliga com a porta aberta, o chatonildo), por 10-11 minutos.

6. Deixe esfriar e recheie. Os nossos, como os clássicos, foram recheados de ganache (creme de leite + chocolate amargo).

Para um macaroon ser chamado de macaroon e não de biscoito, no momento em que está no formo é preciso formar o "foot", que é a base do macaron; e o "dome", que é o teto côncavo, a abóbada. E, claro, é preciso ficar delicioso também.

Na primeira mordida o dome quebra em pedadinhos finos. O foot é concentrado em amêndoa, parecendo um micro-bolo-brownie, que se mistura com o recheio e derrete na boca com todo o resto, mudando para sempre a sua vida inteira.

Vive La France!

More Pictures:

Triangles of baking parchment can make nice pipping bags.



Nice circles, nice macaroons. Just remember to turn the sheet over later.



So simple. Almond and sugar and a hint of cocoa.



So snowy. Egg whites and demerara sugar.



Flowing like magma? Maybe.



A good rest makes wonders for your skin.



Meanwhile Ganache is all you need.



Under the dome, the feet stand up and the aplauses are not far.



United by universal love: chocolate.



The most crunchy, chewy, soft and creamy sensation you could ever wish for.



After the first bite you've could never been so sure: life IS sweet.

Escrito a mão pela Marcia às 7:19 PM | mais em Food Talk | Comente este capítulo (19)

janeiro 26, 2005

French Bread

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Escrito a mão pela Marcia às 6:06 PM | mais em Food Talk

janeiro 25, 2005

Dude, where's my chocolate?

driedfruits.jpg

Com tanto pão sendo assado neste lar ultimamente, alguma dieta tinha que logo ser implantada para o bem-estar geral de seus residentes.

E como o The Times anda nos bombardeando com a idéia do GI Diet, resolvemos seguir pra ver no que dá. Na verdade não é uma dieta, é apenas uma maneira de controlar sua insulina no sangue, escolhendo alimentos baixos em Índice Glicêmico (GI). Não há contagem de calorias, nem privações, nem fome. Só bom senso e por isso que gostamos.

Aos pouquinhos começamos a fazer algumas substituições. E entre nossos "snacks", que sempre tinha um chocolatezinho e chips, agora temos frutas secas sem açúcar e pistachios sem sal. De início achei que aquelas coisinhas secas iam durar a vida toda. Mas o que? Uma delícia. E eu nem como panetone nem christmas pudding porque não gosto de uva passa. Mas agora estamos viciados em frutinhas secas, meus preferidos são damascos e cranberries secos, nham!! E pistachios são paixões antigas, aquelas esmeraldinhas dentro das conchinhas, coisas mais delicadas.

No mais, precisamos nos mexer mais este ano. Estamos nos forçando a pelo menos caminhar um pouco todo dia e bastantão no final de semana. Assim posso assar meus pãezinhos e criar minhas sobremesas miniaturas sem neuras nem crises.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 2:01 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (6)

Inverno Finalmente

Depois de muitas semanas com temperaturas incomuns ao inverno inglês (10-11ºC), finalmente a temperatura começou a cair. Esta semana começou bem mais fria e com frosts nas manhãs. Dei uma caminhada curta hoje de manhã e senti meu rosto ser beliscado pelo ar frio da rua. Existe previsão de neve para hoje a tarde, mas acho que não vai acontecer, a temperatura ainda está alta para nevar (4-5ºC). O céu já está prontinho, nuvens densas e brancas cobrindo tudo, se esfriar mais talvez caiam alguns floquinhos.

Escrito a mão pela Marcia às 12:27 PM | Comente este capítulo (3)

janeiro 24, 2005

"Tell me why I don't like Mondays..."

Um estudioso da Universidade de Cardiff, em Wales, chegou a conclusão de que estatisticamente hoje é o pior dia do ano no Reino Unido.

Segundo ele, o clima é horrível, as dívidas do Natal estão amontoadas, as resoluções de Ano Novo já falharam e não há nenhuma motivação à vista.

E para provar esse dia miserável, há até uma fórmula matemática: 1/8W+(D-d) 3/8xTQ MxNA, onde:

W é o clima,
D são as dívidas - menos o seu pagamento de Janeiro (d)
T é o tempo desde o Natal
Q é a falha das resoluções
M é o nível de motivação e
NA é a necessidade de tomar uma atitude

A matéria toda que saiu na BBC está aqui.

Sinceramente, pra esse estudioso welsh: Oh, get a life!

"Tell me why
i don't like mondays
tell me why
i don't like mondays
tell me why
i don't like mondays
i want to shoot
the whole day down, down, down...
"

- Bob Geldof, I don't like Mondays

Escrito a mão pela Marcia às 3:31 PM | Comente este capítulo (9)

janeiro 21, 2005

Sem Papo

persbuddy.gif

O dia ontem foi de transtorno e hoje parece que não vai ser diferente. Bancos brasileiros me tiram do sério muitas vezes. Estressadíssima. Sai da frente.

Update: problemas bancários resolvidos. Chateação ainda persiste.

Escrito a mão pela Marcia às 11:16 AM | Comente este capítulo (16)

janeiro 20, 2005

Pain a L'Ancienne

Ontem foi o dia em que assei meu primeiro pão francês com certo sucesso. Ficou leve, com consistência de ciabatta e muito bom de comer. E pela primeira vez, sem gosto de fermento. Aliás, o gosto estava surpreendente de bom, levando em conta que a receita não levou nada além de farinha, água, fermento e sal.

Com vocês, Mademoiselle Pain a L'Ancienne:

PainLAncienne1.jpg

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:o)

Escrito a mão pela Marcia às 3:49 PM | mais em Food Talk | Comente este capítulo (12)

janeiro 18, 2005

Coach Potatoes

Começo de ano é uma boa época para vegetar na frente da TV. Tem muitos programas novos começando e uma outra porção de séries chegando de mansinho.

A BBC está apresentando a quarta série do belíssimo documentário Child of Our Time, que acompanha a vida de 25 crianças nascidas em 2000, de diferentes culturas e níveis sócio-econômicos do Reino Unido. Vimos as crianças nascerem em 2000 e em janeiro de 2001, 2002, 2003 e 2004 a BBC fez diversos experimentos para analisar como elas reagiam levando em conta as diferenças do seu meio-ambiente. E hoje, para muitas dessas mesmas crianças, a vida já mudou completamente: pais separados, pais desempregados, mudança de estado, irmão ou irmã mais novos na família, entre outros acontecimentos.

Agora as crianças já expressam com palavras o que sentem, o que acreditam e o programa está ficando cada vez mais rico e mais interessante. Num dos experimentos deste ano, as crianças tinham que responder o que queriam ser quando crescerem. A maioria das respostas giravam em torno de: professora, bailarina, bombeiro, policial, etc. Mas para um dos garotos, cuja mãe se separou do pai logo depois dele ter nascido e depois se juntou com um namorado violento, sendo forçada a fugir e se esconder em um abrigo para mulheres voiolentadas, para esse garoto, a pergunta não foi fácil. Ele esfregou o rosto, abaixou a cabeça e respondeu: "não sei". Os terapeutas insistiram e pergutaram mais uma vez o que ele gostaria de fazer, o que ele acharia legal ser quando for adulto. Mais uma vez ele mostrou desconforto e respondeu: "eu não sei". Porque para ele, futuro é algo incerto. Preso num presente tão difícil, o futuro é melhor nem pensar. Mas isso tudo, obviamente, ainda pode mudar. A BBC tem planos de continuar com o projeto por 20 anos, espero que não cortem as verbas porque até agora tem sido bem interessante.

Outra série bem feita que a BBC2 está apresentando é Auschwitz - The Naz*s and The Final Solution. Uma recente pesquisa mostrou que 45% dos jovens britânicos não sabiam o que foi Auschwitz. Para mudar esse cenário, Laurence Rees fez um documentário muito bom sobre o campo de concentração na Polônia, os planos originais, as técnicas de matança, entrevista com ex-militares naz*stas e testemunhos de sobreviventes. A BBC tem gastado rios de libras para apresentar esse documentário em séries durante todo o mês, até o dia em que vai ser comemorado os 60 de Libertação de Auschwitz. E tudo isso foi em vão porque bastou o cabeçudo do príncipe Harry aparecer na festa a fantasia vestido de soldado naz*sta com a Swast*ka no braço para chocar o mundo todo e fazer as pessoas falarem mais sobre o assunto do que a BBC jamais poderia ter feito. Tsc, tsc, shame on you, Harry!

Fora esses dois belíssimos programas, na semana que vem a quarta temporada da série do super homem de aço começa, para se juntar com ER e Desperate Housewives. E Little Britain 3 não pode demorar para acontecer!!

E assim só preciso que alguém venha me regar semanalmente e me virar pro sol de vez em quando.


Escrito a mão pela Marcia às 7:00 PM | mais em What's on Telly | Comente este capítulo (15)

janeiro 17, 2005

Bilingual Hubby

Faz tempo que eu não publico aqui os recadinhos em português que Mr.M me envia. Então aqui vai um bonitinho, que ele me mandou de manhã:

Oi ma,
Tudo bom? Eu cansado hoje. Eu nao domir bom ontem a noite.
Are you making bread today?

Luv ya
Martin.

Escrito a mão pela Marcia às 11:06 AM | mais em M&M Family | Comente este capítulo (9)

janeiro 14, 2005

Aprendendo a Fazer Pão

BakersApprentice.jpg

Este é meu mais novo livro, ganhei do Martin de Natal: The Bread Baker's Apprentice, de Peter Reinhart. O autor é um dos mais consagrados nomes na área de pães artesanais, aqueles que fazem pão sem usar nada além de suas próprias mãos. O livro recebeu várias premiações e não foi por menos: é um tesouro.

Reinhart explica detalhadamente cada mínimo processo que ocorre quando a farinha encontra com a água e as moléculas de glúten começam a fazer uma cadeia complexa, criando enzimas que vão se alimentando das moléculas de açúcar e produzindo gás carbônico, formando milhares de bolhas que vão dar leveza ao que depois de assado vai se chamar simplesmente de pão. É fascinante entender como tudo isso acontece, o que influencia, o que destrói, o que modifica.

E ontem mesmo, empolgadíssima, decidi fazer um Pão de Forma branco, porque no livro dizia ser o mais fácil de ser feito. Cada passo teve um novo significado pra mim, agora que eu entendia o que estava acontecendo. Desde fazer o fermento "acordar", até sovar a massa e perceber que as proteínas gliadin e glutenin se juntaram de mãozinhas dadas e criaram o complexo glúten, que fez minha massa parecer um lençol transparente quando esticada com com os dedos, na hora do teste.

A massa descansou, cresceu, depois recebeu um novo formato e descansou outra vez. Até aí tudo ia bem de acordo com o que o livro pedia. Porém, como já era hora de fazer o jantar, comecei a cozinhar as lentilhas e logo a cozinha ficou mais quente do que deveria, alterando a temperatura da massa do pão que estava descansando, fazendo-a crescer mais do que devia. E como resultado do descuido, o gosto ficou levemente azedo, com cheiro do fermento.

Mas ele ficou bonito, a textura ficou excelente, do jeitinho que deveria, bem fofinho e levinho, com bolhas pequenas e regulares por todo pão. Por isso acho que meu primeiro Pão de Forma merece suas fotinhos sim (aliás, a nossa câmera querida acabou de voltar do médico, ai que saudades que estávamos dela!!!). Mesmo que o gosto e o aroma não tenham ficado nem perto de satisfatórios, esse pão é um grande marco para mim, neste longo caminho que ainda se encontra na minha frente de desvendar os mistérios do pão perfeito. Com vocês, Sir White Bread Loaf:

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Escrito a mão pela Marcia às 12:06 PM | mais em Food Talk | Comente este capítulo (15)

janeiro 12, 2005

Coisas que esqueci de contar...

...quando estávamos na Suécia:

- Nosso querido amigo Cido nos telefonou um dia lá na casa da Mary e nos deixou todas histéricas. Cido é um doce de pessoa, simpatissícimo, alegre, engraçado, um amor. Exatamente como ele escreve. Cido querido, cê sabe que aquela patroa que me fez cozinhar dia e noite me mandou embora sem pagar Fundo de Garantia nem nada? Ah, é caso de ir pro sindicato, né não?? Ou pro Ratinho, acho melhor.

- Sefan, mais conhecido como Mr. Urso Polar da Mary, faz muito bem todas as tarefas domésticas que lhe cabe, sem ninguém pedir. Já toma iniciativa e sai limpando, organizando, tirando do caminho. E eu só ficava apontado com os olhos pra Mr. M: viu? tá vendo? viu só?

- A Mary faz um arroz espetacular de bom!! Sabe aquele arroz dos seus sonhos? Fofinho, soltinho, bem temperado mas sem gordura, cheirando super bom? Assim, juro procêis. Uma delícia. Eu podia comer aquele arroz sem mais nada, só ele.

- Böden é linda, tem paisagens magníficas. Uma em particular não fotografamos, mas ficou na nossa memória. No último dia, a caminho do aeroporto, passamos por uma ponte pertinho da casa da Mary e do Stefan, e vimos árvores carregadíssimas de neve com os galhos quase tocando o rio que corria. E esse rio, que havia derretido fazia poucos dias, parecia negro em contraste com as margens fofíssimas de neve. Nunca esquecemos dessa imagem, apesar de não termos registrado oficialmente.

- Sabe quando você leva um sustão bem grande e absorve o ar dizendo yiiieeks!! Pois bem, esse som é o mesmo usado pelo povo do norte da Suécia para mostrar que concorda com o que você está dizendo. E a Mary está impregnada com esse dialeto e toda vez que ela concordava comigo e fazia yiiiiieeeeks, eu olhava em volta achando que algum desastre tinha acontecido. Tsc.

- Ganhamos um monte de presentes lá na Suécia: um casal de porquinhos feito de trigo, um casal de cabritos de chifres enrolados feito de trigo (típica decoração natalina sueca), aquelas louças verdes lindas que estão enfeitando meu worktop na cozinha, dois DVDs: Gladiator e Under Tuscan's Sun, um kit de sobrevivência em pic-nic, um termometro bacanérrimo que mostra a temperatura dentro e fora de casa, xícaras dobráveis do exército, protetores de ouvido do exército, brasão bordado do exército da divisão do norte (porque cêis sabem, nós somos parte do batalhão agora), entre mais alguns outros presentes fantásticos e fofos.

- A banda larga da casa da Mary é excelente.

- O incentivo à reciclagem de lixo na Suécia é constante, inteligente e motivador.

- Sauna dentro da empresa pros funcionários relaxerem peladões é algo realmente pitoresco.

- O sorvete de manga sueco é ótimo.

- As pessoas confiam uma nas outras, mas sobre isso vou fazer um post a parte.

Assim que lembrar de mais coisas, vou postando. Minha memória anda em prestações sem juros.

Escrito a mão pela Marcia às 10:36 AM | mais em M&M in Sweden | Comente este capítulo (12)

janeiro 10, 2005

Outro lado do casamento

Como havia dito antes, o casamento que fomos em Dublin era dos nossos amigos Dave e Helen mas também da irmã da Helen, a Jane e seu noivo canadense David. Foi o primeiro casamento duplo que fomos.

O momento dos discursos é o mais esperado durante a recepção -- depois da comida, claro -- porque é a hora em que o pai da noiva, o noivo e o padrinho fazem suas palavras fluirem com todo sentimento que envolve essa consagração do amor. Eu sempre, sempre me emociono e fico com os olhos molhados ao ver homens crescidos, maduros e barbados com a voz falhando, com o nó na garganta transformando em lágrimas, com as pausas entre as frases para enxugar o rosto, enquanto todo mundo aplaude em solidariedade.

O pai das noivas fez um discurso muito bonito, brincou, elogiou suas meninas, deu boas vindas aos novos filhos. Dave, fez o discurso todo à Helen (nessa hora o noivo chama a noiva de "minha esposa" pela primeira vez e todo mundo aplaude), e disse também o quanto esperou esse momento em que ele finalmente pudesse oficializar a vontade que ele tem de passar o resto de toda sua vida ao lado dela. E Alan, o bestman, fez também um discurso bem engraçado e emocionante ao seu amigo Dave, parando sem voz com o choro que veio ao relembrar do companheirismo, carinho e apoio que a amizade com Dave sempre trouxe, nos momentos em que ele e sua família mais precisou (Alan tem uma menina de 3 anos que nasceu com um cancer, mas agora já está 100% curada e estava na festa toda saltitante e linda).

Foram ondas de aplausos para todos esses discursos, todo mundo adorou, brindou, riu, chorou.

Porém... o mesmo não se pode dizer quando chegou a vez do marido da Jane fazer o discurso dele. Para começar ele foi logo saindo da head table onde ficavam os noivos, padrinhos e damas de honra, para circular pelas mesas enquando fazia seu discurso porque segundo ele, precisava quebrar um pouco as normas britânicas e fazer do jeito canadense. Começou bem, insultando todo mundo. Foi falando sem freio, disse que não tinha preparado nada, mas que queria falar um monte de coisas e ia cumprimentando uns e outros e todo mundo ficou seguindo com os pescoços torcidos por onde ia o cidadão, que não parava de andar e de falar alto, coisas nada a ver com o casamento ou sequer sua esposa.

Daí o discurso começou a descambar para piadinhas infames e totalmente sem graça e como ninguém ria, ele teve a brilhante idéia de tirar do bolso um pacote de baralhos (??) e disse que queria que alguns convidados participassem do truque de mágica. Daí escolheu uns seis gatos pingados que ficaram completamente sem graça e pediu que eles memorizassem umas cartas que depois ele iria advinhar (??). E isso levou tanto tempo que ninguém mais estava a fim de prestar atenção. Os pais da noiva visivelmente constrangidos, Dave e Helen com os cotovelos na mesa e as mão no queixo, o resto dos convidados só tentando entender qual era o ponto que o moço queria chegar, eu me perguntando quando é que iam servir o bolo, e a única que ainda carregava um forçado sorriso amarelo era a esposa Jane.

O truque terminou bem infantil (assim como começou) e totalmente sem graça ("as cartas que vocês memorizaram está entre um desses números: Ás, 2, 3, 4, 5, 6..."). Ninguém riu, nem aplaudiu, só se ouviu uns "dãnnn", hohoho. Daí ele voltou pra mesa dos noivos e soltou um "i love you babe" pra esposa e acabou. Os aplausos foram pura cortesia.

Sinceramente esse cidadão perdeu uma boa chance de ficar quieto. Tudo bem que ele queira ser engraçadinho ou queira entreter a leva britânica que não sabe se divertir do jeito canadense, mas sei lá, faz isso durante o baile, mais tarde, informalmente, com todo mundo meio bêbado. Durante a recepção, o que mais se espera são as declarações apaixonadas do marido para a mais nova esposa. São essas as memórias que toda noiva espera ter, mesmo com palavras simples e singelas, mas muito longe de truque de mágica barato. Mas enfim, cada um com seu cada um. Tenho nada com isso.

Daí serviram a sobremesa com três docinhos: um mini-cheesecake de laranja, uma caixinha de chocolate com creme de morango e uma tortinha de baunilha. E quase me esqueci de tudo.

O bolo?? Nem comi, não cabia mais nem um farelinho na minha barriga.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 12:33 PM | Comente este capítulo (13)

janeiro 9, 2005

Speak Now or Forever Hold your Peace

Fiz uma pequena mudança no blog.

A partir de agora só vai ser possível fazer comentários nos posts novos, com até 5 dias de idade. Se o post for mais velho que isso, a caixa de comentários vai abrir apenas para leitura, mas não para escrever recadinhos.

Chatérrimo ter que fechar os comentários antigos, mas isso tudo é para combater os spams, que em dias de fúria chegam a 30 e irritam qualquer pessoa tolerante, quanto mais eu, uma control freak desembestada.

Como a maioria de vocês comentam mesmo nos posts mais recentes e dificilmente voltam a comentar em posts de mais de 3 dias de idade, acho que não vai mudar nada e tudo vai continuar a ser igual a antes, com a diferença que não vou deixar mais as portas abertas para os spamers.

Espero sinceramente que isso não diminua esse contato tão delicioso e saudável que eu tenho com todos vocês, simplesmente adoro ler suas opiniões, histórias, interesses e tudo mais que couber na caixinha. Keep coming.

Escrito a mão pela Marcia às 12:37 PM | Comente este capítulo (5)

janeiro 8, 2005

At Home, at last...

Chegamos de Dublin hoje de manhã.
Exaustos. Absolutamente exaustos.

O casamento foi lindíssimo, a Helen vestida encantadoramente em seu vestido de noiva celta, com longas mangas caindo pelo corpo, seus cabelos ginger encaracolados enfeitados delicadamente com florzinhas de laranjeira, os olhos brilhando de emoção, uma noiva de sonhos, realmente. E Dave estava transbordando de alegria, felicíssimo, orgulhosíssimo do casamento.

A cerimônia foi bacana, a recepção mais ainda, o jantar foi delicioso e a festa noturna bastante divertida. Quem ainda tem a idéia de que britânicos são frios e reprimidos engana-se. Quando eles querem podem ser deliciosamente divertidos, engraçados e cheios de energia para fazer uma festa ficar inesquecível. E foi o caso, certamente. Dave e Helen vão guardar boas memórias desse dia e fico muito feliz por eles, que são pessoas adoráveis.

Ontem reservamos o dia inteiro para conhecer a cidade de Dublin melhor, no estilo que melhor fazemos: caminhando. Mas por mais que a gente estivesse cheios de gás e animação no ínício, a chuva absurdamente torrencial e o vento chatérrimo não parou por nenhum único minuto sequer. Mesmo assim fomos em frente, capuz na cabeça e andamos pelas mais famosas áreas da cidade: Temple Bar, área Viking/Medieval, fábrica da Guinness (super legal), área Georgiana. E a chuva não parava e ficamos ensopados várias vezes e com a água, se foi também nosso bom-humor. Talvez por isso nossa impressão de Dublin não foi uma das melhores, na verdade, não seria um lugar que voltaríamos. Muitos prédios sujos e mal-conservados, trânsito horrível, pouca atração turística. A querida Marcia de Souza já havia me alertado que em Dublin não haveria nada que eu já não tivesse visto na Inglaterra e foi mesmo verdade. Nada nos chamou atenção.

Claro que isso é apenas em Dublin, tenho certeza que a Irlanda tem lugares mágicos e fabulosos, com paisagens e histórias fascinantes. Mas debaixo daquela chuva toda, Dublin não está na nossa lista dos top-of-the-pops-places-to-go. Só voltaríamos lá por uma razão: o brunch que comemos no pub Elephant Castle, em Temple Bar, o mais fantástico fry-up que já comi na vida, tudo sequinho, sem gordura (?) e com direito a torradas francesas (embebidas em custard) regadas com maple syrup que vem à parte. A dica foi de um colega do e-Gullet, mas ele havia sugerido o jantar que o pub serve, que só de ler o cardápio me pareceu muito bom também. Como tínhamos outros planos para o jantar, visitamos o pub para esse banquete matutino. Oásis, puro oásis.

E no jantar fomos ao Wagamama porque eles haviam fechado a noite para doar toda a renda para as vítimas do tsunami. O restaurante estava lotadíssimo e uma fila imensa se formava pra fora, na chuva, mas todo mundo estava animado pra ajudar e comer, claro. Comi bem, mas os restaurantes da mesma rede em Londres são melhores.

Voltamos pro hotel a pé e a chuva começou a ficar seríssima, os ventos muito fortes chicoteando as gotas no rosto. Foi um suplício. Quando finalmente entramos no quarto e achamos que teríamos um sono de pedra, a tempestade piorou e ficou assim noite a dentro. Acordamos trilhões de vezes com o barulhão do vento, com os jatos de chuva na janela e com a preocupação de que o aeroporto poderia estar fechado hoje de manhã.

Quando amanheceu, logo ligamos a TV e os noticiários já confirmavam a forte tempestade que desabou no norte da Grã-Bretanha, com fortes enchentes em 65 lugares. O pior cenário foi em Carlisle, em Cumbria, região de onde a família do Martin vem. Quase toda cidade está embaixo d'água e não tem energia elétrica.

Dublin amanheceu sem chuva, aeropoto aberto (e no avião estavam Dave e Helen também) e voltamos pra casa. Almoçamos, fomos comprar leite, baguete e comida pronta pro jantar e finalmente pudemos nos largar no sofá.

Pheeeeewww. As viagens terminaram.

Tudo o que a gente precisa agora é uma boa noite de sono na nossa caminha bunitinha. Nighty-nighty.

ZzzzzZZZzzZzzzZzzZzzz...

Escrito a mão pela Marcia às 9:27 PM | mais em On the Road Again | Comente este capítulo (6)

janeiro 5, 2005

Terceira Viagem: Irlanda do Sul

Irish.jpg

Hoje vamos embarcar para a Irlanda do Sul, onde participaremos do casamento dos nossos amigos Dave e Helen. O casamento e a recepção vão ser num velho castelo celta, estamos bem curiosos pra ver.

Estamos sem nossa câmera querida, que foi pro conserto para se curar do Err 99 que vem sofrendo há algum tempo. Levaremos a velha e pequena Nikon que temos aqui para pelo menos registrar um pouquinho das nossas impressões da terra dos druidas, leprechauns, U2, pão de Soda, cerveja Guinness, James Joyce e Oscar Wilde.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 10:48 AM | mais em On the Road Again | Comente este capítulo (16)

janeiro 4, 2005

Em Casa

Estamos de volta à Inglaterra, que nos recebeu com seu clima típico e irritante: chuvisco fino interminável com vento e céu cinza. Mas chegamos bem, depois de uma viagem de carro (Böden-Luleå), uma viagem de avião (Luleå-Estocomo), outra viagem de avião (Estocomo-Londres), uma viagem de ônibus (Londres-Bournemouth) e finalmente uma curta viagem de taxi.

Já sentimos muitas saudades de tudo o que deixamos na Suécia, da Mary e do Stefan (que é simpatissíssimo, já contei??), do montão de neve pra brincar, das paisagens tãooo boas de se ver...

A Mary tá contando no blog dela como foi cada um dos dias que passamos por lá. Ela está atualizando aos pouquinhos e linkando fotos inéditas, vale a pena.

Enquanto estivemos na companhia dos nossos queridos anfitriões suecos, aprendi a gostar de umas comidinhas tão boas que eles servem nas fikas!! E tive a oportunidade maravilhosa de trazer um pouquinho desse agrado conosco aqui pra Inglaterra:

SwedishTreats.jpg

Os bulles, tradicionalíssimos pãezinhos doces suecos enroladinhos feito caracol, que a Vera, mãe do Stefan, preparou especialmente para nós com muito carinho. São deliciosos e a Mary fez questão de nos dar mais alguns extras para trazermos pra casa!! Tack, tack, tack keridoka.

Fora isso, toda vez que a gente saía para brincar na neve e voltava com as roupas geladas e o rosto vermelho de frio, o Stefan logo se prontificava para preparar um chocolatinho quente para nos aquecer, com o bom O'Boy. Então trouxe uma caixinha do O'Boy também para lembrar que mesmo em condições climáticas adversas é possível se divertir e ser feliz!

E por último porém não menos importante, em nossa bagagem veio também um tubo do tão famoso, clássico e popular Kalles Kaviar, o caviar suave para crianças! Eu achava que a Mary era fresca e metida comendo caviar de lanche (hahahahahaha, brincadeira queridoca!!!). Mas ela me fez experimentar esta iguaria sem igual, nos costumes suecos, com pão e Philladelphia. Gentem, eu amei. Coisa boa, levemente salgadinho, um fundinho de gosto de salmão, cremosinho. Não comi muito o da Maria por amor à minha cabeça presa ao pescoço, já que ela é voraz seguidora dos amantes de Kalles Kaviar Super Mild, hohohoho (brincadeira de novo, eu comi um montão, até espememos o tubo com rolo de macarrão em busca dos últimos vestígios, hihihihihi...). Mas trouxe este tubinho aí da foto, na versão Mild, que é só um pouquitinho mais forte que o Super Mild, viu Mary? E fomos comprar pão e Philladelphia na cidade e já abri e já comi porque sou uma esfomeada de plantão.

Mmmmmm, bom ter esses saborosos gostinhos para relembrar das nossas férias tão legais!!

Na foto, há também as louças super bacanas que ganhamos da Mary e do Stefan no Natal entre uma montanha de outros presentes que eles nos deram!! Tack.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 6:04 PM | mais em On the Road Again | Comente este capítulo (6)

janeiro 3, 2005

Nosso último dia na Suécia

O clima foi realmente generoso conosco aqui em Böden! Exerimentamos o frio congelante, vimos a neve acumular até ficar um bolo fofo e uma delícia de andar por ela, vimos neve caindo do céu, depois tivemos temperaturas amenas que nos permitiram sair e passear e fazer nossos programinhas. Mas ainda faltava a boa neve pra fazer boneco de neve e guerra de bolinhas, já que aquel montão de neve que tinha por aqui ainda estava bem farinhenta. E eis que finalmente ontem choveu e nevou bastante e a gente pôde sair e fazer meu primeiríssimo boneco de neve, que ficou lindo de morrer, o mais lindo de toda vizinhança (ninguém fez nenhum até o presente momento). Amamos esse presente!! E também ontem mesmo Martin estava dizendo que não tem muita graça quando a neve derrete das árvores porque perde um pouco daquele "winter wonderland" tão lindo. E então hoje amanheceu tudo coberto de neve novamente, tudo branquinho para que a gente leve pra casa as mais belas memórias desse país que tivemos tanta honra de conhecer melhor.

E o único compromisso que temos hoje em terras suecas é agradecer imensamente à Maria e ao Stefan por tudo o que fizeram por nós durante todos esses dias, por todos os momentos inesquecíveis, por todas as histórias compartilhadas, por todas as risadas, todas as comidas, todas as fikas sem fim, todos os filmes assistidos juntos, todos os presentes, todos os bate-papos à mesa, todas as viagens, todos os passeios incríveis, todos os programas inesquecíveis, todas as paisagens mais belas. E principalmente por toda a demonstração de pura amizade e amor universal por nós, esperamos ter retribuído igualmente.

Maria and Stefan, thank you so much for everything you've done for us! We're taking back to England the best memories of this beautiful country and the best feelings of a friendship we'll treasure forever. We're very grateful for every single moment we spent together. Thank you from the bottom of our hearts. Our holidays with you were simply amazingly wonderful. We'll meet again soon, right?

Bye Sweden, we're going to miss you!!

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:o)

Escrito a mão pela Marcia às 8:50 AM | mais em M&M in Sweden | Comente este capítulo (10)

janeiro 1, 2005

Atiradores de Elite

Estivemos bastante ocupados esses dias, Martin, eu, Maria e Stefan.

Ontem foi um dia bastante animado!!
Stefan, que certamente está disposto a nos transformar em parte do batalhão militar sueco, nos levou para uma pequena aula de artilharia. Vejam bem o perigo: eu, lesada, com apenas um neurônio sobrevivente, com uma rifle de verdade nas mãos, com balas de verdade!

Mas enfim, sobrevivi pra contar a história (e com certa sorte eles todos sobreviveram também, hoho).

Primeiro General Stefan apareceu aqui com uma pick-up do exército e todo vestido com seu uniforme de trabalho porque, cêis sabem, não pega bem um bando de civis carregando arma de fogo pela rua, né? Depois passamos num lugar onde o exército guarda as armas todas, umas casinhas bem protegidas no meio da neve. Martin já abriu os olhões vendo todo o arsenal disponível, louco pra brincar de bang-bang.

De fato, assim que chegamos na área militar de treino, Mr.M era o mais empolgado a começar. General Polar Bear então colocou em pé dois moços de papelão que servem de alvo, com as marcações todas no peito. Ficamos a uma distância considerável e eu fiquei me perguntando como é que a bala ia chegar lá no outro lado.

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Recebemos as instruções básicas de como se posicionar, como colocar a arma contra o corpo, como manter os braços, como olhar pela mira. E bang, bang, bang. General Stefan deu os primeiros tiros e eu fiquei absolutamente surpresa com a força do impacto do som do tiro. Parece que alguma coisa bate no seu peito.

Daí então foi a vez da criança mais impaciente, Mr.M, que estava já pulando de um lado pro outro para entrar em ação. Fez pose, fez cara de mau e bang, bang, bang, bang deus seus muitos tiros.

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E para nossa surpresa total, e para surpresa dele mesmo, Martin acertou todas as balas bem no centro do alvo, todos os buracos bem pertinhos, chegando a impressionar até nosso general (como vocês viram no comentário do post anterior). As marcas dos tiros de Mr.M são estes pontinhos brancos da foto abaixo, onde Stefan está apontando.

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E então foi a vez desta que vos escreve, sim, aquela de um neurônio. Eu até que entendi as explicações do Stefan, mas quem é que disse que eu consegui segurar aquela coisa pesadíssima?? Meu deus, eu mal conseguia erguer o nariz da arma, quanto mais colocar meus braços na posição e olhar pela mira. Mas nosso gentil general já tinha providenciado uma cadeira e assim fiquei sentadinha com dois dedos no gatilho e Stefan segurando mais da metade da arma pra mim, que patética imagem, hohoho. Daí perguntei: Posso atirar? E ele disse que sim (que raios de soldada rasa sou eu que ainda pergunta se pode atirar em pleno treinamento??) E lá fui eu: bang, bang. Só dei dois tiros. Sinceramente não gostei da sensação de apertar o gatilho, de saber que estava usando arma de fogo, não sei.

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Daí minha amiga queridoca Mary foi também treinada. Ficou na mesma posição que eu (sentada e com Mr. Polar Bear segurando a arma) e bang.

E então finalmente fomos ver os resultados.

Martin e Stefan teriam matado os moços de papelão certeiramente, com tiros bem precisos no meio do corpo e na cabeça. Mary teria feito os moços morrerem lenta e dolorasamente com um tiro no ombro.

E por fim eu, que sou esta criatura pacífica que vocês conhecem, que nunca faria mal a nem uma mosca de papelão que fosse, acertou dois tiros na neve fofa que ficava uns dez metros atrás do alvo.

Snippers6.jpg

:o)

Hohohohoho...

"Lay down your arms
And surrender to me
Lay down your arms
And love me peacefully
Use your arms to hold me tight.
Baby I don't wanna fight no more.
Oh lay lay down your arms..."

- Pearl Jam, Soldier Of Love

Escrito a mão pela Marcia às 5:07 PM | mais em M&M in Sweden | Comente este capítulo (3)

HAPPY NEW YEAR

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Mais uma primeira página das muitas deste ano.
Desejo a todos vocês mais uma vez um FELIZ ANO NOVO!!

Espero que as próximas páginas deste ano tragam boas histórias, alguns conflitos interessantes e trechos de comédia. Escrevo sem rascunho, mas sem me preocupar em riscar e começar outra vez.

Vamos começar então.

Capítulo I

Escrito a mão pela Marcia às 4:39 PM | mais em M&M in Sweden | Comente este capítulo (5)

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