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The Tale of Beatrix Potter

Fomos ao cinema ontem e assistimos a Miss Potter. Estávamos animados para conferir o filme que é baseado na vida de Beatrix Potter, a autora de diversos personagens de histórias infantis, incluindo o famoso Peter Rabbit. Mais que isso, Potter viveu parte de sua idade adulta em Lake District, na região de Cumbria onde Mr.M morou durante sua infância e adolescência. Não tínhamos muitas expectativas porque não havíamos lido nada a respeito, estávamos apenas curiosos em ver imagens de Lake District e também saber um pouco mais da biografia tão pouco conhecida da autora.

Adoramos. Renée Zellweger ficou bem convincente como Beatrix Potter. E Ewan McGregor, nem é preciso muito esforço para se afeiçoar ao seu personagem, excelente. E as imagens, ahh, festa para os olhos. Cada detalhe, mesmo que distante e fora de foco foi bem pensado e pesquisado. Principalmente quando as cenas são da época Vitoriana, em Kensington, Londres. Sem contar com as paisagem de Lake District e da reconstrução da fazenda Hill Top, onde Potter viveu os últimos anos de sua vida se dedicando a preservar o patrimônio rural da Inglaterra.

O filme todo é bem charmoso, harmonioso e delicado, assim como as ilustrações da autora. Mas não é um filme infantil, já aviso. É um drama, uma biografia, apesar da presença de Jemina Puddleduck, Benjamin Bunny e Mrs. Tiggy-Winkle, entre outros personagens fofos. Os fatos principais são todos verídicos. Desde sua próspera infância, sua opressiva mãe que nunca incentivou ou sequer reconheceu seu precoce talento, sua triste tragédia pessoal, o sucesso do primeiro conto infantil.

Depois de sua morte, em 1943, Potter doou à National Trust quase toda sua propriedade, que inclui 4000 acres de terra, cottages e 15 fazendas, incluindo a belíssima Hill Top, que ainda é preservada com muito do que a autora possuía. Até a horta continua sendo cultivada com os mesmos legumes e vegetais que ela um dia plantou e que foi fonte de inspiração para suas inúmeras ilustrações.


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Num Natal frio, cheio de gelo e pouca neve, ganhei de Mr.M a coleção completa dos contos de Beatrix Potter, numa edição comemorativa do centenário de Peter Rabbit. Considero-a um tesouro, é um fascínio ler as obras em ordem cronológica que foram publicados, bem como ler sobre os eventos da vida da autora na respectiva época de cada conto, o que explica a personalidade pitoresca de muito de seus personagens. Mr.M teve toda a coleção também quando criança, mas a edição dele era dos livrinhos pequeninos, que Beatrix Potter insistiu que fossem feitos para caber nas mãos pequenas das crianças. E por muitas vezes nós lemos os contos juntos, sob o edredon quentinho e à luz fraca do abajour; eu conhecendo muitas estórias pela primeira vez, Mr.M relembrando de seus personagens preferidos. E nós dois rindo, talvez porque os animais eram engraçados, talvez porque aquele momento pra nós era tão único e divertido. Ou talvez porque o frio e as dificuldades desta vida ficavam pra fora da janela fechada, atrás da cortina.

Meus contos favoritos? O delicioso The Tale of Pie and the Patty-Pan (patty-pan é uma forminha de empada, que antigamente era colocada dentro de uma torta grande, por baixo da massa que a cobria, para evitar que o centro da mesma afundasse); o comovente The Tale of the Tailor of Gloucester; e também The Tale of Ginger and Pickles, que reúne vários dos personagens mais famosos. E The Tale of Peter Rabbit, claro, esse coelho sem-vergonha e guloso.


5 Comentários

Oi Marcinha:

Li sua trajetória desde o princípio. Terminei um pouco antes de vir p/ o Japão em setembro. A sua História de vida, seus sonhos, dúvidas, alegrias, caminhadas, tristezas, raivas, etc...são encantadoras. Acompanhei, me emocionei, chorei, enfim...muito bacana as coisas todas q vc escreve com tanta facilidade e talento. Continue escrevendo...faz a gente acreditar que há `gente como a gente` nesse ´mundo´ tão vasto.
A propósito, os contos de Beatrix Potter tem tradução no Brasil? Gostaria de ler e contar aos meus filhinhos!
obs. Por que será q vez ou outra as fotos não estão ´disponíveis`?
Um gde abraço
Madoka Otsuka

Adoro a Bridget... quer dizer a Rene! hehehe
Lembro que eu tinha uns papeis de carta do Peter Rabbit mil anos atrás, só agora fiquei sabendo que é personagem de livro. Vou comprar pra conhecer as historias.
abs
leticia
ps: as fotos não aparecem pra mim tb, fica tudo xis :0)

Olá Marcinha. Gostaria de falar sobre um post antigo seu, wild yeast :D Estou querendo fazer uns pãezinhos em casa e pensei em usar fermento cultivado em casa. Li seu post e achei muito interessante. Podes compartilhar a forma de cuidar do fermento? Seu blog é muito interessante, continue assim.

Grato, José Renato.

eu via o desenho animado do peter rabbit na tv cultura e achava tãaaaaao lindo!

Gosto muto de ler seu blog.
Sua forma de escrever é suave, como se conversássemos pessoalmente.
Parabéns!
Abraços
Márcia