setembro 1, 2006

My Six Little Things

A Giorgia pediu (=intimou) e eu obedeço senão ela me processa (hahaha). Ela quer saber "seis coisinhas" sobre mim. Pelo que entendi, devo apontar seis verdades sobre minha pessoa que nem sempre ficam muito claras para quem pouco me conhece. Hmm.

Coisa Número Um: Sou essencialmente uma pessoa bem-humorada. Adoro rir, melhor ainda gargalhar, adoro estar entre pessoas alegres e inteligentes, que sabem fazer piada de si mesmos, que têm raciocínio rápido para rir e tirar o barato na hora certa. Gosto de rir de besteiras, mas não gosto de nada forçado ou que não seja natural. Odeio ter que sorrir amarelo e sou péssima para fazer isso.

Coisa Número Dois: Sou ultra-mega organizada em vários aspectos da minha vida. No entanto, meu guarda-roupas e minhas gavetas são uma bagunça. Passo as camisetas e guardo-as nas gavetas, mas junto com elas as camisetas sem passar também dividem o mesmo ambiente e elas se organizam num Movimento Sem Ferro e logo uma está por cima das outras, invadindo território, amassando propriedade alheia.

Coisa Número Três: Sou extremamente caseira e isso não me entedia. Eu gosto do meu canto, gosto de ficar em paz, gosto de ter-me como minha própria companhia. Exercito minha mente, exercito minhas habilidades, cuido dos nossos interesses e das nossas necessidades na tranqüilidade do nosso lar, sem ter que provar ou explicar nada a ninguém.

Coisa Número Quatro: Em momentos de crise, coloco meus dois pés no chão e procuro ser mais racional possível. Procurar uma solução é o que sempre me vem à cabeça. Odeio drama queens perto de mim. Ou ajuda a encontrar uma solução ou cai fora. Gente que tem faniquito, que faz que vai desmaiar (e nunca desmaia) ou que chama atenção para si ao invés de se concentrar no problema me dá nos nervos. Porque pra mim isso tudo soa egoísmo. Já temos um problema, se você desmaiar porque não sabe dar conta da crise, daí eu vou ter dois problemas enquanto você dorme até passar. Get a grip or get lost. Não, não tenho paciência com drama queens, muito menos com egoístas.

Coisa Número Cinco: Tenho boa memória. Guardo frases exatamente como elas foram ditas. Guardo momentos e acontecimentos com todos os detalhes. Guardo sentimentos, cheiros, sabores, texturas. Guardo rostos, nomes e personalidades. Mas não sei guardar números, datas de aniversário ou endereços. Lembro de passado muito antigo, lembro de muita coisa. Por isso mesmo, muitas vezes perdôo, mas nunca esqueço. "Forgetting you but not the time..."

Coisa Número Seis: Sou omnívora e bastante consciente de tudo o que passa pela minha boca. Não tomo refrigerante há vários anos a não ser quando é a única opção segura, mas não gosto, não compro. Sal e açúcar uso com extema moderação porque aprendi o quando ambos escondem o sabor do alimento. Café para mim só precisa de açúcar quando é de baixa qualidade, café bom não precisa. Um pedaço de chocolate com pelo menos 60% de cacao é para mim muito mais rico, saboroso e satisfatório do que um quilo de Cadsbury (arghhh!). Na Inglaterra compro orgânicos da fazenda local, compro frangos e ovos só free-range, preparo refeições simples mas sem fritura, sem molhos de saladas prontos (arghhh x2!), sem queijos processados ou temperos artificiais. Não incentivo ninguém a fazer o mesmo, é uma coisa minha mesmo.

Escrito a mão pela Marcia às 5:23 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (7)

outubro 8, 2005

...and She's Dangerous

Este post não tem intenção de ser revival, mas vamlá. Vai ficar enorme.

Duas pessoas em minha vida foram meus grandes influenciadores no que diz respeito ao meu gosto musical. Meus dois irmãos, Júlio e Claudinei. Eles são respectivamente sete e seis anos mais velhos que eu.

Quando eu era uma pequena garotinha de 12 anos que -- god forgive me -- gostava de dançar Não Se Reprima, mesmo quando não estava vestida de colant rosa pós-aula de jazz (que segundo a Clau, era super cool, sub-zero, fazer Jazz na década de 80). Mesmo com essas tendências doentias, me juntava aos meus irmãos pra assistir Som Pop, na Band e FM TV, na Manchete (somos anciões ou o que??) todos-os-dias-sem-falta. E eu assistia tudo de olhão enorme, sem ter a menor idéia do que estavam cantando. E achava graça aquele moço de cabelão cantando "Mamma Mia, Mamma Mia, Mamma Mia let me go..." Hahaha, era engraçado e eu ficava repetindo "Mamma Mia, Mamma Mia" porque era o único trecho que eu sabia cantar. Na verdade acho que até hoje não sei cantar mais que isso em Bohemian Rhapsody.

No meu aniversário de 13 anos, porém, ganhei do Júlio uma fita cassete original. Kiss - I Love it Loud. Eu estava salva para sempre.

Meus pais, queridos que são, perceberam que os filhos eram mesmo fãs de música, seja lá o que andavam ouvindo, e compraram nosso primeiro aparelho estéreo Gradiente. E então abriram-se as portas para uma avalanche de diferentes ruídos em nossa casa.

Júlio começou a comprar álbuns que eu jamais tinha ouvido falar. The Smiths, foram um dos primeiros, se não me engano. Não lembro qual foi exatamente o primeirão que chegou em casa, mas The Queen is Dead foi certamente um dos primeiros. Echo & The Bunnymen não tardou a chegar com seu Songs to Learn and Sing. Jesus & the Mary Chain e sua microfonia inacreditavelmente doce em Just Like Honey. Desses, tivemos toda a coleção completa. Joy Division, U2, Everything But The Girl, The Police, Felt, entraram timidamente pela nossa porta da frente. Todos, se você ainda não notou, britânicos.

E então Claudinei um dia voltou pra casa com um álbum de The Cure - The Head on the Door. Lembro todos nós em casa ouvindo ao álbum quietos, de boca aberta. O que era aquilo? Nos tornamos grandes fãs e marcamos na memória quando fomos os quatro juntos ao show deles em São Paulo, o primeiro show que fui, aliás, ainda aos meus 14 anos. Já sabia as letras de cor e de trás pra frente. Sabia também a tradução, porque já tinha traduzido todas as letras com um dicionário de bolso (tempo abundava na época), que aliás explicam meu atual vocabulário e pronúncia em inglês.

A partir de Head on the Door, meus irmãos começaram a ter gostos distintos de música. Claudinei começou a me apresentar bandas, digamos, um tanto que condizentes ao meu então momento teenager. Em pouco tempo meu repertório preferido consistia em Never Mind the Bollocks (Sex Pistols), Pleasant Dreams (The Ramones), The Story of The Clash e principalmente infinitas doses de Dead Kennedys. Toquei tantas vezes o vinil branco de Fresh Fruit for Rotting Vegetables, que até hoje consigo cantar California Übber Ales. Aos quinze, não era tão fácil decorar tal letra:

"Knock knock at your front door
It’s the suede denim secret police
They have come for your uncool niece
Come quietly to the camp
You’d look nice as a drawstring lamp
Don’t you worry, it’s only a shower
For your clothes here’s a pretty flower
DIE on organic poison gas
Serpent’s egg’s already hatched
You will croak, you little clown
When you mess with President Brown
(...)"

Ahhh lovely little girl I was... Jackie, minha cunhada, que foi punk na hora certa e no lugar certo e fez careta de nojo pra Rainha Elizabeth II quando o pai deles foi condecorado, dá risada e não acredita quando canto Kill the Poor ou quando conto que eu e Claudinei fomos ao show the Toy Dolls.

Mais de vinte anos se passaram desde a época em que eu era ricamente influenciada pelo bom gosto dos meus irmãos, cada um com sua característica. Claudinei seguiu para o lado do punk-surf-rock, depois pro surf-rock, depois pro surf-surf (ele é excelente surfista, se é que não ficou claro) e eu não o acompanhei porque, well, no mar só sei catar conchinha. Júlio continuou por muito tempo a me apresentar bandas interessantíssimas, de Kraftwerk e Nick Cave à REM e Lou Reed. Ainda sinto muitas saudades dos álbuns dele e tento comprá-los em CD agora, mas não tem a mesma graça dos idos tempos das descobertas.

No entanto comecei a andar com minhas próprias pernas, com a vantagem que tinha o conhecimento suficiente para distinguir o que realmente me agradava ou o que era passageiro. Ou o que era total rubbish.

Todo esse discurso enorme surgiu de uma só vez em minha cabeça quando ontem Martin me deu de presente o American Idiot, a ópera de Green Day. Banda que eu gosto desde 1996, época do álbum Dookie. Banda que nenhum dos meus irmãos me apresentou, mas que de uma certa forma me faz lembrar dos dois, seus antigos álbuns, todos os shows assistidos, todas as revistas Bizz lidas em turnos, as noites ouvindo Lado B na 89FM, todos os arcordes que acostumei a gostar.

Na época em que morávamos juntos, meus irmãos eram minha MTV, meus iTunes. Da melhor qualidade. Um legado riquíssimo que carrego, que importa só a mim, que faz sentido só pra mim. Ouvir CDs para mim é como abrir um álbum de fotografias. Bons tempos, boas memórias, velhas histórias e cabelos ridículos.

Enfim, nas décadas que se passaram e eu e meus irmãos tomamos diferentes rumos na vida, muitas novas bandas vieram e passaram, outras ficaram. Mas apesar de ter experimentado novos sons, uma vez ou outra, continuo com o mesmo gosto pungente para o bom rock'n'roll e o expressivo punk-rock. Quem lê esse blog aqui pensa que eu curto música de elevador ou -- god forbid -- pop music, erra tão feio quanto imagina que essa é minha personalidade. Porque boazinha é a puta que pariu.


"She's a rebel
She's a saint
She's the salt of the earth
And she's dangerous..."


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She's a Rebel - Green Day
Segundo Martin, my song.



Escrito a mão pela Marcia às 11:24 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (24)

setembro 25, 2005

Had a Nice Time

Acabei dormindo bem ontem a noite. Havia feito um pouco de Yoga, dormi rapidinho e acordei me sentindo beeeem melhor.

Ontem fomos ao centro resolver o de sempre e fomos surpreendidos com um encontro dos motoqueiros Harley Davidson. Havia cerca de umas duzentas motos Harley, uma diferentona da outra, todas lindas. Algumas American Choppers também, para o delírio de Mr.M. E para completar, uma banda ótima tocando rock'n'roll e blues! E eu que reclamo que nunca tem nenhum róquenrou acontecendo nesta cidade, prestigiei de pertinho e amei quando tocaram Roadhouse Blues, de The Doors.

"Ah keep your eyes on the road, your hands upon the wheel..."

E hoje, ah que delícia. Fomos passar o dia com nossos amigos, como havia dito antes. E a filhinha deles, Eleanor, nos recebeu na porta com um sorrisão de orelha a orelha. Um amorzico de menina, veio brincar com a gente logo que entramos e trouxe tooooodos os bichinhos e livros pra nos mostrar. Demos muitas risadas com ela. Caminhamos com eles pelo esplendoroso bairro que eles moram, com vista linda para a baía de Poole. Almoçamos sunday roast na casa deles, papeamos mais um pouco e voltamos pra casa comentando que dia mais bacana que tivemos hoje!

Assistimos a F1 em Interlagos, jantamos pasta ao sugo e agora um chazinho de jasmim nos aguarda.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 7:30 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (3)

setembro 20, 2005

To Love and Hold

E mais um casamento foi celebrado. Adoro casamentos. Adoro também reencontrar os colegas do Martin, que são gente boa, down to earth todos eles. Principalmente Monkeyman, que ficou fazendo as mesmas brincadeiras bestas que fazíamos na África do Sul e eu morria de rir, de bobeira e de saudades também.

O casamento foi no Town Hall daqui mesmo, bonito, bem clássico. Foi tudo sem religiosidade, um alívio pra grande maioria que não gosta de ficar cantando musiquinhas sem fim. Ao invés disso, teve músicas bacanas, amigos lendo poemas, lágrimas das famílias, sorrisos e olhos molhados dos noivos.

Depois da sessão de fotos partimos para Poole e nos reunimos com a turma toda no velho Hogshead onde sempre nos encontrávamos antes do escritório mudar, para brindar que estávamos ali novamente. Qualquer desculpa pra encher a cara.

Ao pôr do sol, embarcamos e levantamos âncora. O mar estava um lençol, vento zero e navegamos tranqüilamente. Enquanto isso a festa começava, champagne e blinis com caviar. Nham. E então lá pelas tantas o churrasqueiro começou a preparar o jantar. Maldito. Mulambento. Miserável.

Veja só você, leitor, que eu havia me aprontado em 50 minutos. Um record. Eu estava preguiçosa depois de um almoço bacaninha quando Mr.M anunciou: vamos sair em 50 minutos. Só então percebi que já tava atrasada pra me aprontar, maquiar, fazer a cabeleira. Joguei o controle remoto pro alto, corri, fiz tudo que precisava e saímos no horário. Então, perceba você, tá acompanhado ainda? Pois. Euzinha me arrumei, usei base Lancôme pra ficar com pele de pêsgo, mousse e spray Tony & Guy na cabeleira, gotas de Dolce & Gabbana atrás da orelha e uma coisica de nada nos pulsos. Tava pronta, japonesa e loira e perfumada. E tudo isso pra quê, forgoodnesssake?

Em cinco minutos o churrasqueiro tacou fogo no carvão e cobriu o barco todo inteirinho de fumaça por muitos minutos. Todo mundo se abanando e procurando um arzinho pra não morrer ali mesmo sem comer o bolo (minha preocupação no momento). Enfim, em cinco minutos contra os meus cinqüenta minutos me arrumando, em cinco míseros minutos adquiri da cabeça aos pés a fragância eau de saucisse grillée. Damn.

Mas enfim, como estávamos todos no mesmo barco, relaxamos, comemos, brindamos, curtimos o passeio e nos divertimos a noite toda. Voltamos ao pier já na segunda-feira, exaustos e ainda cantando:

Young man, Young man, there's no need to feel down
Young man, Young man, pick yourself off the ground

Ah, a falta do senso de ridículo...

Mas antes disso ainda preciso descrever aqui nosso momento balão de hélio novamente, já que haviam dois fotógrafos no evento. Eles pediram para tirar fotos só de nós dois cinco vezes! Duas na cerimônia e três durante a festa. What the heck? E na última, como já estava ficando meio que esquisito, ouvi de uma das esposas "your hair used to be very short". Mêda, pavôra, horrôra. Vou ficar careca, escrevam aí.

Depois mais tarde fui tirar uma dúvida e perguntei pra um dos fotógrafos qual era o nome dele. Ele respodeu e eu revelei a ele: "você foi o fotógrafo do nosso casamento!" Daí ele falou que bem que tinha reconhecido o Martin, mas não sabia de onde e não conseguia lembrar. "Three years ago, wasn't it?" ele perguntou e ainda lembrava da recepção no Haven Hotel, das fotos na praia. E nós brincamos dizendo que sim e que ainda estávamos casados. E ele acrescentou: "and you look great!"

Os noivos tiveram sua dança, cortaram o bolo e não houve discurso, só agradecimentos gerais e mais música. Assim que o barco aportou, nos despedimos e voltamos pra casa. Ainda tive que tirar toda a maquiagem e a fragância recém-adquirida, antes de cair na cama e desmaiar. Foi uma linda festa, que os noivos vão certamente lembrar com alegria. To love and hold.

Escrito a mão pela Marcia às 3:34 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (6)

julho 6, 2005

A Casca da Laranja

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Estava eu confabulando com o querido Cido sobre as propriedades laranjísticas do Holiday Skin e lembrei de mais um incidente envolvendo minha particular pele e o tal hidratante auto-bronzeante.

Me (eu): Haha, you see I'm tanned. (Cê vê, tô bronze)
Mr.M: yeah right. (ah tá)
Me (eu): Nice and tanned all over you can s... (toda bronzeada, cê pode v...)
Mr.M interrupting me (Mr.M me interrompendo): What.. Let me have a look. WHAT is that??? (O que.. Deixa eu ver. Que diabo é isso???)
Me (eu): Oh I... erm... I...
Mr.M: Hahahahahahuahauhuahauahua
Me (eu): No, It's just...
Mr.M: Hahahahahahuahauhuahauahua
Me (eu): You see, I applied the cream last night and forgot to wash my hands, now my palms are in this colour... (Cê vê, eu passei o creme ontem a noite e esqueci de lavar a mão, agora minha palma está dessa cor aqui...)
Mr.M: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...
Me (eu): Mean...

Oh well, com o tempo minhas palmas voltaram a ficar brancas novamente. Tenho esquecido de usar o produto esses dias e estou ficando cor de açucar refinado novamente, preciso voltar a usa-lo. Assim minha pele ganha mais alguns tons interessantes e também aumentam as chances de ter novos posts por aqui.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 10:46 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (2)

junho 28, 2005

Ziiiizzzziiióóóinnnnnnnnn!!

Acabei de levar um baita de um choque elétrico! Nada de tão grave, claro, senão não estaria aqui contando a história.

Estava eu usando o laptop, ligado na tomada, com os dedos da mão direita no touchpad. Tempestade lá fora vinha se formando há horas e eu já estava para fechar a tela e ir descansar um pouco. De repente, não menos que repentinamente, vejo um clarão entre meus dedos e uma forte fisgada no músculo da mão.

Na mesma hora, o raio pela janela. E bruuoooooooooom, trovão. Puta choque maldito fio duma égua, pardon my french. Ooouuch. Laptop parece salvo, só eu mesmo que tomei toda a carga. E, com Mr.M viajando pela zooropa, pensei mesmo que iria morrer laranja e seca e seria encontrada só duas semanas depois. Ouuuch.

Tô chocada...

Escrito a mão pela Marcia às 5:17 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (10)

junho 25, 2005

My 32th Birthday

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32 anos
Um marido
Um lugar para chamar de lar
Nenhuma dívida
Um diploma
Duas línguas
Um dom
Uma dúzia de bons amigos
Uma amiga sueca querida
Meia dúzia de bons familiares
Dois pais queridos
Dois aparelhos pink
Uma festa de casamento linda
Três árvores plantadas
Um bebê no céu
Duas cãzinhas lá também
Cinco minutos de fama na TV
Uma viagem dos sonhos realizada
Dois olhos de um leão olhando nos meus em plena savana
Um boneco de neve do meu tamanho (uau!) construído a oito mãos
Uma certificação de mergulhadora PADI
Um mergulho por dentro de um navio naufragado (spooky)
Um mergulho a noite (scary)
Dez outros mergulhos autônomos belíssimos
Uma arte de fazer pão aprendida
Um musical dos meus sonhos assistido
Uns bons shows de bandas britânicas assistidas
Dois livros de autores que eu gosto autografados
Dez letras de música de Carmina Burana decoradas, em latim
Uma dezena de crônicas publicadas
Uma centena de crônicas na gaveta
Um diário rabiscado
Uma porção de outras coisas conquistadas
Nenhum arrependimento

Trinta e dois anos.

Escrito a mão pela Marcia às 10:39 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (30)

junho 24, 2005

Pressies

Smiles.jpg

Hooray! Hooray!

Já ganhei meus primeiros presentes! Chegaram os presentes que meus pais mandaram, os que os pais do Martin mandaram e os que a irmã do Martin mandou. Eba! Eba! Já dei uma espiada por dentro dos pacotes, mas ainda não os abri oficialmente, hoho.

E ontem Mr.M voltou pra casa com pacotes que eu não pude ver. E também não sei onde ele escondeu. Eba! Eba! O que será? Não pareceu grande, mas sei que ele foi numa loja que tinha um supermercado Sainsbury's por perto, hoho, porque ele trouxe o jantar de ontem de lá, além de sobremesas de chocolate Gü, nhaaaaam.

Já coloquei todos os cartões para enfeitar nossa sala.

Amanhã é o grande dia de ver tudo o que ganhei, oba! Ganhar presente é muito bom, muito bom!

:o)

E o Holiday Skin está funcionando que é uma belezura. Duas aplicações e já me sinto um gingerbread man!

Me: You see, I'm tanned!
Mr.M: You're not tanned, you need a shower.
Me: Mean...

:-p

Escrito a mão pela Marcia às 11:44 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (6)

junho 23, 2005

A Laranja

HolidaySkin.jpg

Estava conversando com Judi, minha amiga inglesa, e comentei que nunca fui tão branca como agora. E então ela me perguntou se eu não conhecia o tal do Holiday Skin. Ãhn? Por um segundo imaginei uma pele sobressalente para vestir na praia, mas ela me explicou que trata-se desse produto da foto acima. Creme hidratante da Johnson's com um tico de bronzeador artificial.

Fiquei curiosíssima, procurei na Boots e nada. Depois procurei novamente e só tinha em estoque para tipo de pele normal para escura. Não é meu caso. Fui ontem no dentista e na saída acabei encontrando o tal "Holiday Skin Body Lotion - Normal to Fair Skin". Yay! Comprei e paguei com pontos do meu cartão Boots.

Tô agora toda feliz usando! :o)
Por enquanto, nada muito além de cor de pêssego.

Me: Look, I'm gonna get tanned!
Mr.M: You're not gonna get tanned, you'll be orange.
Me: I will not! You just wait and see.
Mr.M: (laughs)
Me: You're just jealous because I'll be all nice and tanned and you'll be white as a ghost.
Mr.M: And you'll be orange as an orange ghost.
Me: Mean.

:op

Escrito a mão pela Marcia às 5:02 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (6)

junho 15, 2005

Say AAAHH

Fui ao dentista hoje de manhã. Check-up geral.
Exame dos dentes e gengivas, teste de câncer bucal (!!), raios-X e fotografias intra-orais. O saldo foi de dois dentes para obturar e uma visita ao higienista para limpeza geral.

O dentista foi muito simpático, disse que meu quadro geral está bom, que tenho feito bom uso do fio dental mesmo com os dentes tão apertados um no outro. Fiquei contente, odeio ter que ir ao dentista. Não tenho medo, agüento bem a dor (quem já teve que usar aparelho fixo sabe que nada mais pode ser pior), mas odeio nonetheless.

Esta é a primeira vez que vou a um dentista inglês, na Boots. Fiquei impressionada com o consultório ultra-moderno. Logo que entrei, sentei e tinha um monitor em tela plana bem na minha frente. Pensei "whoa, Internet!!", mas não, não era pra eu navegar nas webs, a tela ia mostrando o que a assistente do dentista ia registrando na minha ficha e também imagens da câmera. Além dos cuidados básicos de higiene como luvas, máscaras, objetos descartáveis e instrumentos em autoclave, absolutamente tudo o que o dentista tocava estava envolto de uma larga fita adesiva descartável: puxadores, manivelas, maçanetas, tudo. Assim que entrei para minha consulta a assistente estava colando os adesivos novinhos em tudo quanto era coisa e achei que ela era um pouco obsessiva compulsiva, mas depois entendi.

Começo meu tratamento na semana que vem. Fora isso, o dentista me recomendou mais "gentileza" para escover meus dentes porque aparentemente ando exagerando na esfregação e empurrando a gengiva. Fez também um orçamento extra para um extreme makeover nos dentes da frente, com porcelana. Mas as cifras são um pouco exorbitantes para o momento. Oh well, mais tarde penso nisso.

Say cheese!

Escrito a mão pela Marcia às 1:27 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (7)

junho 5, 2005

E a idade avança...

Você sabe que já está ficando pra lá de gagá quando no meio do preparo de um molho de tomate com pimentão assado vê que o marido bretão deixou um quarto de um tomate sobrando na tábua. Com dó de jogar fora, você coloca o pedaço de tomate na sua boca e começa a tirar a pele do pimentão assado com muito cuidado. E então quando o último pedacinho de pele do pimentão se solta você percebe que ainda não mastigou o tomate que está na sua boca!

Uma coisa de cada vez, se me faz o favor.

Pelo menos eu ainda consigo digitar sem babar. Apenas uma questão de tempo, eu sei.

Escrito a mão pela Marcia às 8:31 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (8)

maio 28, 2005

Pretty in Pink, isn't She?

Depois de longa espera, a Siemens finalmente entregou meus queridíssimos aparelhos, os primeiros pinkies do mundo! Hooray! São perfeitos, moderníssimos e alegres. Hoje de manhã abri a caixinha onde eles passam a noite e na hora me deu uma vontade de sorrir de vê-los ali tão coloridos! Mr.M tirou essas fotos abaixo especialmente para eu colocar aqui no blog. Ei-los:

Pinkies2.jpg
A concha é feita em plástico transparente e fosco, só o compartimento da bateria não pôde ser pink, mas gostei bastante do acabamento. Estava apreensiva de que fosse tudo feito às pressas e de má-vontade mas está tudo perfeitinho e a Siemens fez mesmo um grande trabalho!


Pinkies.jpg
Minhas amadas pequenas jóias. Tão preciosas que vão entrar numa das apólices do seguro da nossa casa.


Pinkies3.jpg
Nenhum piercing ou brinco me faria mais feliz!

Fizemos alguns ajustes e o médico diminuiu o volume de todas as freqüências do lado direito, que eu estava achando muito alto. E também adicionamos um programa especial para ouvir à TV e outras formas de sons artificiais e estou adorando. Preciso testar durante esta semana e ver se continuo ouvindo às vozes com o volume agora mais baixo. Se não, vou ter que voltar e ajustar as freqüências altas e baixas uma por uma, até acertar. É um processo normal, até que eu encontre o nível certo para minha necessidade. Mas pelo menos agora, já percebo uma grande diferença. Não mais tenho vontade de chorar cada vez que uma mulher de salto alto anda perto de mim com os sapatos martelando no chão e nos meus pobres ouvidos. E também assisto à TV naturalmente com Martin ao meu lado. Só preciso mesmo testar com vozes de outras pessoas. E como o Martin vai estar de mini-férias até quara-feira, vamos passar o máximo de tempo fora de casa para eu poder testar e perturbar todo mundo com perguntas para ver se eu as entendo. E também, obviamente, para desfilar com meus novíssimos pinkies! I'm so happy!

"Caroline laughs and
It's raining all day
She loves to be one of the girls
She lives in the place
In the side of our lives
Where nothing is
Ever put straight
She turns herself round
And she smiles and she says
'This is it'

'That's the end of the joke'
And loses herself
In her dreaming and sleep
And her lovers walk
Through in their coats

Pretty in pink
Isn't she?
Pretty in pink
Isn't she...?"

Pretty in Pink - Psychedelic Furs

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 12:08 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (23)

maio 11, 2005

Diet Posts

Meus posts andam muito longos e grandes ultimamente. Então hoje teremos apenas aperitivos como prato principal.

quadrado_verde.gif Devo ser a única mais uma vez, mas adorei o Código DaVinci. Gostei mesmo, me divertiu deveras, os personagens foram bem construídos, a trama convincente e todas as teorias sobre Maria Madalena muito bem desenvolvidas. Gostei do final também, que deixou muitos decepcionados, mas eu gostei. E fiquei morrendo de vontade de visitar o Louvre.

quadrado_verde.gif Li no suplemento Body & Soul do jornal The Times uma coluna que dizia que com o decorrer das décadas, as mulheres passaram a se exigir demais para manter a casa em ordem, num masoquismo sem tamanho. E que o melhor mesmo era aprender com os homens a viver na bagunça. Então há alguns dias estou aprendendo com o moço que mora aqui que o melhor lugar para guardar suas roupas é mesmo o carpete.

quadrado_verde.gif Ontem Mr.M foi reconhecido na cerimônia anual da empresa pelo bom desempenho na África do Sul no ano passado e ganhou uma garrafa de champagne de verdade (nada de Cidra Cereser). Perguntei se a gente ia guardar a garrafa para abrir no Ano Novo e ele me respondeu: "that's crazy talk". Binge drinking aqui vamos nós.

quadrado_verde.gif Falando em África do Sul, eu também deveria ter recebido uma champagne e uma placa de honra ao mérito por todos os trash food e toffee sauces que fui obrigada a comer durante mais de 80 dias. Urgh, posso nem lembrar.

quadrado_verde.gif Instalamos persianas no studio e agora o sol não queima mais a mão dos nerds aqui quando estes usam o mouse.

quadrado_verde.gif Tsc. Acabei de carbonizar a tortinha de legumes que estava esquentando no microondas. Malditas programações inúteis. O forno tem um botãozinho "pastry" e pela primeira vez usei, programei o peso e deixei a tortinha congelada lá. Em dois minutos senti um cheiro de carvão e a torta estava completamente torrada. Tsc. Pelo menos não disparou o alarme de incêndio outro vez.

quadrado_verde.gif Se um dia tiver um incêndio aqui no apartamento nenhum vizinho vai vir me acudir porque vão pensar "ihhh, é aquela louca do segundo andar de novo", de tanto que esse alarme de incêndio dispara. E eu vou ser encontrada duas semanas depois, carbonizada com minhas pantufas de coelhos nos pés. :o(

Escrito a mão pela Marcia às 12:40 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (15)

maio 7, 2005

I Can Hear You

Ufa...

Eu ia escrever ontem, mas estava tão confusa e cansada que nem consegui juntar minhas palavras em ordem.

Então fomos no audiologista buscar meus aparelhinhos digitais ontem. Minhas jóias pink não ficaram prontas, ainda vai demorar duas semanas. A Siemens me enviou expressas desculpas pela demora e disse que o fornecedor de matéria prima para meu aparelho pink foi repreendido por não ter entregue no prazo. Completaram dizendo que o primeiro pedido mundial de aparelhos na cor pink não deveria sofrer nenhum contratempo de nenhuma espécie, uma vez que a empresa oferece essa opção e deveria cumprir com o desejo do consumidor e por isso pediam muitas desculpas.

I beg your pardon? Perguntei eu ao audiologista. E ele confirmou que sim, este foi o primeiro pedido de aparelhos pink que a Siemens recebeu em todo universo. Hahaha, eu vou ser mesmo the only gay in the village*!!

Enfim, não estão prontos ainda e eu havia ficado um tico decepcionada. Mas a Siemens me enviou um outro, cor de pele (argh!), para usar neste período de adaptação. Ficamos cerca de meia hora aprendendo a colocar, mudar os programas, limpar, trocar baterias, armazenar. E então finalmente pude ligá-los e testá-los pela primeira vez.

E por mais que minhas expectativas estivessem confusas, o choque foi enorme. Acho que essa foi minha primeira impressão: estarrecimento. Achei o volume muito alto. Mas o médico me explicou que há muito tempo eu não ouço várias freqüências e de repente volto a ouvi-las e isso realmente choca inicialmente. Nesses dias de adaptação eu uso e tento perceber o máximo de sensações possíveis. O médico disse que os aparelhos nunca devem ser uma tortura, então eu devo tirar quando achar que devo. Daqui duas semanas vou discutir com ele minhas impressões e faremos ajustes nas freqüências altas e baixas se for preciso.

O som é um pouco artificial, mas isso eu já esperava. O que eu não esperava era ser completamente sobrecarregada de sons vindos de todas as partes. Tudo chama a minha atenção, tudo.

Nas ruas eu agora ouço todo mundo falando ao mesmo tempo, os saltos dos sapatos batendo no chão, crianças chorando, músicas tocando, celulares tocando, carros passando, sinais de pedestre apitando, avião sobrevoando, passarinhos cantando, meu cabelo no vento, o tecido da minha calça, tudo tudo tudo ao mesmo tempo agora. E instintivamente minha cabeça gira em diração aos sons o tempo todo. E isso me dá um cansaço enorme no final do dia. Meu cérebro agora precisa reaprender a ignorar sons de fundo e sons que não me interessam, mas por enquanto ainda é muito cedo para esperar por essas mudanças.

Não me entendam errado, estou simplesmente AMANDO os aparelhos. Fantásticos, me dão real sensação de profundidade e me fazem entender 100% melhor o que as pessoas falam. Martin fez vários testes comigo, em vários ambientes e consigo agora entender praticamente tudo. E estou imensamente feliz com isso, ele está feliz por não precisar mais repetir o que diz. Aliás ele percebeu que agora estou falando muito baixo e ele não consegue me ouvir, hohoho.

Televisão, rádio e telefone ainda não são possíveis de ouvir bem com os aparelhos. Para isso preciso de um transformador em Telecoil, mas não vou pensar nisso agora.

Por fim, o que mais tem passado pela minha cabeça nesses dois dias de adaptação é o quanto nosso ouvido e nosso cérebro funcionam bem naturalmente, ajustando de acordo com nossas necessidades e nossos interesses. E o quanto é difícil e complicado reproduzir isso tecnologicamente, o quanto custa para a gente ter de volta o que antes era natural. Porém estou muito feliz e me sinto muito privilegiada por ter a chance de ter acesso a esse tipo de tecnologia. A comunicação sem fio entre os dois aparelhos funciona de forma incrível e os ajustes são todos feitos automaticamente em pouquíssimo tempo.

Só falta mesmo, mesmo, serem pink!

Desde ontem, 06 de Maio de 2005, voltei a ouvir.

Little Britain

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 5:36 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (20)

abril 16, 2005

Cuide da sua audição

Pessoas amigas, muito obrigada pelas mensagens no post abaixo, pelo incentivo todo de vocês. Eu não vejo a hora de testar e tentar me adaptar bem com eles. É um novo grande passo na minha vida. Se antes eu tentava ignorar que tinha um problema e depois eu tentei arranjar subterfúgios para driblá-lo, hoje recebo o problema de frente, ofereço chá e biscoitos. A vida têm ficado mais leve e simples.

E para todos vocês que têm boa audição, gostaria de recomendar muito muito cuidado com ela. Não fiquem expostos a barulhos excessivos. Muitos dos aparelhos domésticos respeitam o limite de decibéis, mas mesmo assim o uso contínuo deles causam muitos danos aos nervos que, inexoravelmente, vão envelhecendo e enfraquecendo com o tempo. Compre um tapa-ouvidos que seja confortável para você, os da 3M são bons e baratos. Tem de espuma, de gel, de borracha, tem uns que cobrem toda a orelha.

Aqui em casa, os mais barulhentos são o aspirador Dyson, o exaustor da cozinha e o processador de alimentos (food processor, como chama em português?). Eu coloco os protetores quando uso um deles, sempre. O Stefan, urso polar da Mary, nos deu de presente dois protetores de ouvido muito bons, quando fomos brincar de bang-bang com os rifles do exército na neve. E hoje são eles que eu uso, são bastante úteis aqui em casa (tak, Stefan!). Preciso cuidar bem da audição que ainda me resta.

No Brasil, imagino que o que mais desgastou minha audição foram os ônibus. Ficava nos pontos às vezes por meia hora, quarenta minutos, uma hora, dependendo se o ônibus não parava, não passava ou tava muito lotado. E isso era todo dia, duas vezes por dia, com centenas de ônibus acelerando e freando a cada minuto enquanto eu esperava. Sem contar com o barulho dentro do ônibus também, motor, portas, janelas bambas. Se por um acaso alguém de vocês têm que passar pelo mesmo, use algum tipo de proteção.

Shows, concertos e festivais com música ao vivo geralmente têm um nível de decibéis bem alto para o que estamos acostumados. Como minha amiga Samara lembrou nos comentários, uma vez ela e o marido Milton me levaram para uma grande festa maravilhosa, com uma banda tocando ao vivo, Beatles4Ever. Nós duas dançamos durante toda a festa e ficamos bem perto do palco gritando AAAAHHH LINDOOOOOO pro "John Lennon" e pro "Paul McCartney" da banda, descabelando feito duas beatlemaníacas. E eles nem tchums pra nós duas, sequer dedicaram Hey Jude pra nós... Na manhã seguinte, pumba! Eu não conseguia ouvir quase nada. A Samara teve que me chacoalhar para me acordar porque eu não a ouvi batendo na porta ou me chamando. Senti que tinha algo estranho. Procurei um otorrino, que me explicou que é bastante normal ter essa "perda auditiva temporária" depois de uma exposição excessiva, mas que logo isso iria voltar ao normal (viu Sammy, não precisava se sentir culpada, queridoca). E realmente na segunda audiologia a curva melhorou, mas foi num outro exame dos meus nervos que vão pro cérebro que o médico percebeu que a minha audição já estava caminhando de "leve" perda para "moderada". Foi quando meu tinnitus começou também.

Então, se vocês puderem, num show ou concerto, procurem escolher lugares que não fiquem tão próximos às caixas de som. Mr.M que é expert em hi-fi e aparelhos de som diz é preciso ficar a uma certa distância das caixas para que os sons possam convergir e você possa ouvir as músicas em seu melhor. Ficar muito perto de uma delas não adianta nada.

E por fim, se você sente algum incômodo em um dos ouvidos, se você se sente meio bloqueado ou com tontura, se você percebe que precisa pedir para os outros repetirem com muita freqüência, procure um médico. Às vezes só vai ser preciso um remédio. Às vezes, como eu, você pode se beneficiar de um aparelho auditivo. Mas não deixe de investigar. A ressonância magnética que fiz da minha cabeça foi para investigar se havia possíveis tumores que poderiam afetar os nervos da audição. Não havia, thank God (segundo Martin é porque eu não tenho massa encefálica também). Mas quanto mais cedo detectado, mais efetiva a cura.

Então cuide-se. Previna-se. Você não percebe a importância de seus sentidos até perdê-los, mesmo que seja parcialmente.

Escrito a mão pela Marcia às 11:13 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (12)

abril 14, 2005

The Voice I Hear

Ontem foi um dia bastante importante para mim.

Desde 2003, quando resolvi que precisava procurar um médico para me ajudar com a perda auditiva que tenho, estou pacientemente esperando para que o NHS providencie os aparelhos auditivos que preciso.

Primeiro enfreitei uma longa espera para fazer a ressonância magnética da minha cabeça no hospital. Depois esperei mais um bom tempo até que o otorrino pudesse me ver novamente e dar o resultado. Tudo normal. Passei finalmente para a fila mais esperada: a que me leva a uma consulta com um audiólogo para finalmente poder discutir as opções de aparelhos que o NHS pode me prover.

E nessa fila estou desde agosto do ano passado. Recebi uma carta do hospital dizendo que logo vou ser chamada, mas que ainda não há previsão de data. Na semana retrasada Martin ligou pra clínica e informaram que talvez no final deste ano serei chamada, mas que se eu quiser dois aparelhos vou ter que convencer o NHS para tal.

Martin perdeu a paciência e me propôs rasparmos as nossas economias e irmos a um audiologista particular e pagar do nosso bolso dois aparelhos, os melhores que o dinheiro pudesse comprar.

Em duas semanas fomos juntos em dois audiologistas particulares, ambos excelentes, que passaram uma hora inteira conversando comigo, cada um. Fiz a audiometria no mesmo dia, recebi explicações minuciosas do meu quadro, inclusive do tinnitus, o zumbido. Aprendi que por causa da minha perda auditiva, alguns nervos e neurônios que cuidam da audição começaram a trabalhar horas extras para compensar a perda e por isso acabo ouvindo o zumbido. Talvez, apenas talvez, os aparelhos ajudem. Aprendi também que eu tenho muita dificuldade de ouvir as consoantes nasais de cada palavra e as frases ficam muitas vezes sem sentido pra mim por causa disso. É como ler uma sentença cheia de buracos no meio. Meu cérebro, treinado há sete anos, acostumou-se em advinhar o que as pessoas estão falando, mas é sempre frustrante e triste.

Ambos audiólogos me mostraram quais aparelhos o NHS oferece (apenas os mais básicos) e quais os disponíveis no mercado. Falaram sobre as diferenças, os preços, as vantagens, sem empurrar nenhuma venda pra gente. E também foram bastante honestos comigo, avisando que eu nunca mais vou ter a audição natural e boa que tive antes, mas que os aparelhos vão me ajudar bastante a recuperar minha liberdade e minha confiança.

Voltamos pra casa cheios de informações, folhetos, catálogos. Pesquisamos opiniões, modelos, tecnologias. E finalmente nos decidimos por um.

Então ontem foi o dia que passamos mais uma hora conversando com o audiólogo e finalmente decidimos ir em frente. Fiz dois moldes de cada lado do meu ouvido, muito estranho mas nem um pouco desagradável. Parece um grande chicletão macio entrando no ouvido.

E decidi também pelo modelo dos meus aparelhos. Há atualmente modelos minúsculos e imperceptíveis. Mas eu decidi por aqueles que ficam atrás da orelha. Todos custam o mesmo preço, você é que escolhe o tamanho de acordo com o seu gosto. Mas há uma grande diferença: quanto menor o aparelho, menor o espaço para colocar tecnologia. Quanto maior, mais tecnologia e programas são possíveis. Então decidi que queria os que tivessem mais tecnologia. Afinal, não vou ter vergonha nenhuma de usá-los, não há razão para escondê-los.

O aparelho vai ser da Siemens, modelo Acuris S, que é o state-of-art, o mais avançado dos aparelhos atuais. É digital, completamente automático, tem dois microfones (os aparelhos pequenos só têm um) e com wireless comunication! Se eu estiver em um lugar barulhento (restaurantes, pubs, concertos) e alguém estiver falando comigo, o aparelho diminui o barulho ambiente e amplia o som da voz em primeiro plano. Se alguém estiver falando comigo do lado esquerdo, o aparelho do lado direito ajusta, em milésimos de segundo, automaticamente para me dar a sensação de espaço, para saber de onde vem o som. Fora isso vai ter Telecoil que funciona através de freqüências de rádio. Bancos, correios e outros órgãos públicos têm telecoil nos caixas e as vozes dos atendentes vão direto pro meu aparelho. E tudo vai ser programado de acordo com minha audiometria, então o aparelho vai automaticamente ampliar os sons de acordo com a minha própria necessidade.

E não pára por aí! O mais importante de tudo -- e que vocês nem vão crer -- é que eu pude escolher a cor! Sim, nada daquelas coisas cor de pele ou cinza, tudo sem graça e austero demais pra mim. Nãonãonãonão. Os meus, dos dois lados, lindos e queridos, vão ser pink! Oh yes, pink. Mais pra vermelho do que pink, na verdade, e transparentes. Causei furor na sala de consulta, com Martin e o médico repetindo "Are you sure?!? Are you sure?!?". Depois ambos caíram na risada fazendo piada que vai ser o acontecimento do ano na fábrica da Siemens ("Somebody ordered a pink one! What?! Pink?!"). Mas nem liguei, são meus e se eu vou ter que usar dia após dia após dia de todos os dias da minha vida, que eles sejam pelo menos alegres e divertidos. Por fim o médico disse "why not, you're totally right".

E, mesmo sendo os maiores da linha, o aparelho é tão pequeno e leve, bem menor do que eu imaginava, nada que lembre aqueles gomos de mexerica de antes. Então em pink vão ficar umas coisinhas bem bonitinhas, parecendo umas jóias. Depois eu mostro aqui. Vou ter 30 dias para decidir se quero mudar de modelo ou se quero meu dinheiro de volta, o que nos dá bastante tranquilidade. Ah sim, compramos dois pelo preço de um, porque estava em promoção, viva! (Não que tenha ficado barato, longe disso)

Enfim, estou ansiosíssima para receber meus aparelhos, que vai ser no dia 6 de Maio. Felicíssima da nossa decisão. Felicíssima com a cor pink. Felicíssima com os aparelhos que custaram boa parte das nossas economias, mas que para mim vai ter um valor incalculável.

Hooray!! Hooray!!

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 2:44 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (25)

janeiro 25, 2005

Dude, where's my chocolate?

driedfruits.jpg

Com tanto pão sendo assado neste lar ultimamente, alguma dieta tinha que logo ser implantada para o bem-estar geral de seus residentes.

E como o The Times anda nos bombardeando com a idéia do GI Diet, resolvemos seguir pra ver no que dá. Na verdade não é uma dieta, é apenas uma maneira de controlar sua insulina no sangue, escolhendo alimentos baixos em Índice Glicêmico (GI). Não há contagem de calorias, nem privações, nem fome. Só bom senso e por isso que gostamos.

Aos pouquinhos começamos a fazer algumas substituições. E entre nossos "snacks", que sempre tinha um chocolatezinho e chips, agora temos frutas secas sem açúcar e pistachios sem sal. De início achei que aquelas coisinhas secas iam durar a vida toda. Mas o que? Uma delícia. E eu nem como panetone nem christmas pudding porque não gosto de uva passa. Mas agora estamos viciados em frutinhas secas, meus preferidos são damascos e cranberries secos, nham!! E pistachios são paixões antigas, aquelas esmeraldinhas dentro das conchinhas, coisas mais delicadas.

No mais, precisamos nos mexer mais este ano. Estamos nos forçando a pelo menos caminhar um pouco todo dia e bastantão no final de semana. Assim posso assar meus pãezinhos e criar minhas sobremesas miniaturas sem neuras nem crises.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 2:01 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (6)

novembro 25, 2004

Comprando sentada

Hooray! Acabei de receber minha encomenda, minha roupinha de festa! Em Janeiro, nós vamos ao casamento de Dave & Helen.

Eu já estava descabeladíssima preocupada com a roupa para usar no evento. Não queria gastar muito, afinal além dos noivos a gente não conhece quase ninguém e a festa vai ser enorme porque a irmã da Helen vai casar com eles também (e o noivo dela também se chama Dave, espero que não confundam os "I Do", hehe). Decidi que vou usar minha saia looooonga preta e meu casaco areia para não morrer de frio em pleno invernão. Mas ainda me faltava o primordial: a blusa. Queria algo com cor, nada de preto ou cinza ou azul marinho. Procurava algo ameixa, vinho ou algo assim.

Enfim, revirei as lojas procurando algo que me agradasse. Como já disse um bilhão de vezes aqui, eu sou uma lilliputiana nessa terra de gigantes e não encontro meu número com facilidade. Ainda mais nesta cidade que não tem nada. As vezes encontrava um modelo bacana, mas só em tamanho grande. E sem contar que isso aqui já virou um formigueiro cheio de pessoas ávidas pelas compras de Natal, não dá nem para escolher com sossego.

Quando compro roupas aqui sempre vou na NEXT, que tem modelos que eu acho bem bacana e sempre encontro meu número. Acessei o website deles para dar uma conferida no que eles tem além do estoque da loja e voilá! Encontrei uma blusa bem bacana, cor ameixa, em duas peças: uma businha interna de alça espaguete e a blusa principal com mangas transparentes e gola toda esplendorosa que se alonga até o fim. Amei na hora.

Comprei online e pude até escolher o horário da entrega. Escolhi para entregarem no dia seguinte antes das 13 horas e até soltei um risinho. Não imaginava que fosse possível. Mas foi e antes do meio-dia, recebi minha blusinha que é até mais lindinha ao vivo, pendurada num cabide, tudo perfeitinho. Ah, sim! E ainda não paguei. Tenho 14 dias para experimentar e ver se tá tudo ok. Se eu quiser, posso mandar de volta, sem pagar nadica de nada, nem postagem, nada. Mas não vai ser preciso não. Adorei, serviu direitinho e estou bem feliz!! Agora preciso esperar eles me enviarem o invoice para pagar no banco, pelo telefone ou pela Internet. Bem seguro para quem não confia em passar dados pela web.

Quando estiver vestida e produzida pro casamento eu publico as fotos. Agora estou cadastrada na NEXT para fazer futuras compras. É um sistema bem confiável, li várias avaliações positivas a respeito dela e realmente funcionou bem comigo. Agora vou poder fazer minhas comprinhas de roupas aqui de casa, tenho o direito de experimentar antes de comprar, encontro meu tamanho e além de tudo isso ainda conto com a infinita e impagável maravilha de conseguir escolher sem ter alguém do meu lado perguntando: "já escolheu? vai levar esse aí? decidiu? vai pagar? pronto? vamos?".

Ahhh, a liberdade de escolha...

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 12:27 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (5)

novembro 1, 2004

THE HORMONE WARNING

muito gripada ainda pra traduzir, minhas apologias...

There are days in the month when all a man has to do is open his mouth and he takes his life in his own hands! This is a handy guide that should be as common as a driver's license in the wallet of every husband, boyfriend, or significant other!

DANGEROUS: What's for dinner?
SAFER: Can I help you with dinner
SAFEST: Where would you like to go for dinner?
ULTRASAFE: Have some chocolate

DANGEROUS: Are you wearing that?
SAFER: Wow, you look good in brown.
SAFEST: WOW! Look at you!
ULTRASAFE: Have some chocolate

DANGEROUS: What are you so worked up about?
SAFER: Could we be overreacting?
SAFEST: Here's my paycheck.
ULTRASAFE: Have some chocolate

DANGEROUS: Should you be eating that?
SAFER: You know, there are a lot of apples left.
SAFEST: Can I get you a glass of wine with that?
ULTRASAFE: Have some chocolate

DANGEROUS: What did you do all day?
SAFER: I hope you didn't over-do it today.
SAFEST: I've always loved you in that robe!
ULTRASAFE: Have some more chocolate.

Escrito a mão pela Marcia às 9:49 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (7)

outubro 15, 2004

Tesouradas

Cortei meu cabelim hoje, hooray! Fazia muito tempo que não punha meus pés no cabelereiro, a última vez foi antes da viagem pra África do Sul. Eu andava tendo uma aversão de ir cortar meu cabelo porque não tinha um profissional que chegasse nem perto da qualidade dos que temos em São Paulo. Um pouco por falta de opção, resolvi deixar meu cabelo crescer. Mas eu precisava cortar um pouco, deixar os fios arrumadinhos pelo menos.

Daí hoje fui cortar com o moço Anthony e minha desconfiança se confirmou. Preciso mesmo ir cortar com um cabelereiro do sexo masculino (seja lá qual for a opção sexual do mesmo). Porque a maioria das mulheres que cortaram meu cabelim liso-sem-chapinha, liso-até-a-morte, devem certamente descontar toda a frustração e inveja na minha cabeça, armadas de instrumentos afiadíssimos, fazendo repicados hediondos que na hora até fica bonitinho, mas depois parece um telhado de sapé.

Então hoje, pela primeira vez em anos, saí do salão muito satisfeita com o corte e com o profissional. Não mudou muito, mas está bem mais arrumado e com aparência mais 'saudável'. Ufa, que alívio.

Mas eu até entendo o lado dessas cabelereiras. Como toda mulher, eu também sonho em ter um cabelo totalmente diferente, cheio de cachinhos naturais em longos anéis rolando pelos ombros. Se eu fosse cabelereira e Cachinhos Dourados viesse cortar comigo, eu ia passar a máquina na cabeça dela, bem joãozinho, nem os Três Ursos iam mais querer saber dela, ah se ia. Huahuahua.

Em tempo: isso tudo aí em cima é brincadeira, ok? Não acho sequer que eu tenha um cabelo pra invejar. E também não rasparia a cabeça de Cachinhos Dourados. E por que é que eu tô aqui me explicando, meu Deus?? :-/

Minha cabeça está certamente mais leve, mas deve ser por conta do encolhimento cerebral.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 6:19 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (10)

outubro 1, 2004

Relendo e Relembrando

Aos pouquinhos estou arrumando os arquivos do blog. A maior parte fiz enquanto estive em Middelburg/SA, que foi limpar todo o conteúdo de imagens perdidas que estavam no sapo.pt. Ontem finalmente importei os arquivos limpos pro blog. Agora estou passando um pente fino nos posts para rearranjar os links quebrados e apagando outros links que nem existem mais.

O processo é lento porque eu não resisto a dar uma lidinha no que andei escrevendo anos atrás. Algumas vezes me emociono, quando leio sobre a Bianca, por exemplo, ou quando lembro do dia do nosso casamento. Outras vezes dou risada das minhas próprias bobeiras passadas.

E é interessante para mim perceber como eu escrevia diferente, como me comunicava cheia de dedos. Aquele medo bobo de não querer falar das coisas que a Inglaterra tem de melhor do que o Brasil para não ser considerada esnobe. Meu cuidado para não dar a idéia errada de mim mesma. A necessidade de provar que fiz a escolha certa, que fiz por merecer.

E céus, como eu escrevia!! Uma multidão de posts por dia. Hoje mal consigo escrever duas vezes por semana.

Mas enfim, quem é que não gosta de reler diários passados, não é mesmo? Mesmo para se achar ridícula depois, mesmo que seja para rir do que antes parecia tão sério. E diários são pra isso mesmo. Reler e relembrar. Olhar para trás e enxergar sua própria história.

Ainda falta muito a arrumar no blog. E na minha vida também.

Alguém ainda se lembra quando eu usava esses gifs aqui: ??
E que o layout era vermelho com uma ilustração do Snoopy no cabeçalho??

Hehehe...

Escrito a mão pela Marcia às 7:16 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (5)

setembro 25, 2004

Pequenas Delícias do Outono

Estamos definitivamente em outra estação.

Ontem tivemos um dia lindo, com sol, céu azul e camisetas de manga curta. Acho que foi o último dia quente deste ano. Passamos a tarde toda no centro da cidade, passeando e aproveitando o restinho do sol.

As árvores já estão mudando de cor, os esquilos trabalhando duro para estocar nozes pro inverno, todo mundo já se preparando para os dias de frio que vem pela frente.

Eu sinceramente estou bem contente com a mudança da estação. Tivemos a sorte e o privilégio de ter sol intenso e diário na África do Sul como há muito tempo não víamos. E agora estou mais que feliz de entrar no outono e não vejo a hora de poder ver neve, muita neve neste inverno (né Mary?).

E para rechear nosso outono de conforto, a Amazon nos entregou hoje de manhã a caixa com a segunda série de Sm@llville (preciso colocar esse @ no lugar do "a" porque da última vez que falei dessa série, o blog recebeu uma cascata de comentários de adolescentes enlouquecidas)!!

Já começamos a assistir aos primeiros episódios logo depois do café da manhã. Lá fora está friozinho e nublado e a gente se afofou no sofá com meu cobertor do Stegosaurus, além de todos os ursos e canecas gigantes de chá com leite também. Mmmmmm.

A segunda série é mesmo catalizadora para uma avalanche de evoluções tanto para a história como para os personagens, principalmente para Lex Luthor. E culmina com a belíssima e emocionante participação de Christopher Reeve no final, como o único mentor que pode ajudar Cl@rk Kent a entender sua origem.

Daqui a pouco vamos sair porque Mr.M não me deixa ficar quieta aqui assistindo Sm@llville e jogando The Sims 2 o dia todo. Não me deixa. Mas hoje eu quero sair, ir almoçar fora, respirar ares diferentes. E amanhã estamos pensando em ir andar de bicicleta em New Forest porque já faz taaanto tempo que a gente não usa as bikes...

Boa mudança de estação pra todos vocês, seja qual for.

Escrito a mão pela Marcia às 12:43 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (8)

setembro 11, 2004

Vidinha Ordinária

Hoje de manhã fomos ao Castlepoint, que é o novo centro comercial aqui perto de casa.

Na verdade a gente ia só no Sainsbury's que fica lá, mas a gente nunca resiste de ir dar uma olhadinha nas outras lojonas tentadoras que têm por lá. Em Castlepoint tudo é grande. Tudo é megashop. Uma perdição.

Entramos na Robert Dyas e compramos o Kilrock, que é um líquido de cheiro azedo para tirar o calcário dos nossos utensílios domésticos. E como ontem eu havia jogado fora duas das minhas formas vagabundas que se enferrujaram enquanto estávamos fora, fui dar uma conferida na seção de cozinha. Meus dedos coçaram para comprar toda coleção da T-Fal, mas acabei escolhendo duas formas mais baratas, da GoodHousekeeping. Uma para fazer assados e outra retangular mais baixinha. Bem grossas, três camadas anti-aderentes e dez anos de garantia. E o melhor de tudo é que elas podem ir na lava-louças e no fogão também (as vagabonds que eu tinha não podiam). Adorei!

Procuramos um álbum de fotografia para nossas fotos da África mas não encontramos.

Daí finalmente fomos fazer a compra no supermercado. Eu sempre falo que o Sainsbury's é o meu favorito, etc e tal a todo instante. Mas preciso explicar aqui que nem todos Sainsbury's daqui da Inglaterra são bons. Alguns deles, principalemente em Londres são pequenos demais, cheios demais, bagunçados demais, um horror. Mas este em Castlepoint que a gente sempre vai é imenso, com espaço bem amplo entre as gôndolas, tudo organizadinho de uma forma que eu gosto de comprar: primeiro os legumes, depois as frutas, carnes, laticínos, chocolates, produtos de limpeza e congelados. Nessa ordem, nesta minha vidinha ordinária.

Enfim, compramos um montão de comida para a quinzena, bastante frutas (melão, uva, laranjas, maçã) e legumes já que ainda não reativamos a nossa entrega da cesta de orgânicos.

Mas fiquei mais satisfeita mesmo é de ter comprado o super-dupper-top-of-the-pops Easy Mop, que é uma versão modernista do velho pano de chão! Vem com uma garrafinha de desinfetante antibactericida dentro e usa lenços descartáveis. Mr.M morreu de rir com a minha alegria e meu sorriso imenso limpando o chão da cozinha com tal instrumento. Maravilha! Não preciso mais do balde e do pano de chão.

dettol.jpg

Aliás eu sou um alvo facinho para a Dettol, a empresa que produz o Easy Mop. Tudo o que eles lançam dizendo que mata 99,9% das bactérias eu tô ali comprando. Eles criam em mim uma necessidade que eu não tinha e eu acabo acreditando em tudo.

Hoje a noite temos banquete indiano preparado por Mr.M, que está louco para cozinhar um curry. Eu normalmente gosto de curries suaves ou médios. Mas hoje pedi para ele fazer algo mais spicy. Talvez para animar mais minha vidinha, hohoho. Nhaaaam, não vejo a hora.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 3:54 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (8)

setembro 5, 2004

Rotina para quem precisa

Ai, ai.

Desde que chegamos da África do Sul meus dias aqui têm sido agitados demais. Antes mesmo de sair de Middelburg nós sabíamos que os pais do Martin viriam nos visitar e ficar por alguns dias.

Então na mesma semana foi uma correria para desfazer as malas, ir à minha consulta, arrumar tudo e tornar o apartamento transitável. Daí eles vieram e passamos dias excelentes, passeando, conversando, cozinhando e rindo. Na quinta eles voltaram para Leicester. Os outros dois dias foram de faxina mais pesada, bilhões de roupas pra lavar e fingir que o ferro de passar ainda não foi inventado.

Ontem, sábado, foi dia de ir encontrar com os colegas do Martin que vieram de Sheffield, juntos com os outros colegas daqui. Jantamos, papeamos e depois fomos num pub. Voltamos à meia-noite.

Hoje, domingo, meu corpo se sente tão, mas tão relaxado... Todos os 'compromissos' foram feitos e estou feliz de poder finalmente dedicar meu tempo a mim, ao Mr.M e ao nosso apartamento. Coisas que eu queria TANTO fazer desde que pousamos em Heathrow!

Agora estamos só nós dois aqui para curtir o resto do verão. Hoje está um sol tão forte, a temperatura está pr volta dos 26-27 graus. Amanhã finalmente entraremos na nossa velha, pacata e adorável rotina. Ufa. Êba.

Comprei uns lírios em Poole com todos os botões ainda fechados. Agora as flores se abriram e elas são tããão perfumadas e grandes!! Lindas, não me canso de olhar .

Daqui a pouco vamos sair. Não sei pra onde ainda. Eu quero ir pra praia, molhar meus pés no mar. Mr.M quer ir caminhar na floresta. As aulas já começaram e a maioria dos turistas já deixaram nossa cidade. Agora é o melhor momento para aproveitar a região que moramos. Ainda está quente, não tem tanta gente e os dias de luz são longos e agradáveis.

Off we go!

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 11:50 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (8)

abril 7, 2004

Um novo hobby

Patches.JPG

Agora tenho um novo hobby, que tem me divertido deveras. Eu digo, um tanto. Good Lord.

E o hobby não é nem de seda, tá? :p

Escrito a mão pela Marcia às 3:52 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (8)

março 11, 2004

Cabelos Mogno

Tralalalalala... Colori meu cabelo pela primeiríssima vez, na terça-feira passada, tralalalala... Usei aquela L'Oreal Excellence, na cor mahogany brown ou castanho mogno. Não tenho mais fios albinos, mas também a cor ficou a mesmíssima que já era. Queria que tivesse ficado um pouquinho mais avermelhado. Mr.M acha que já está avermelhado. Devo estar (mais) míope, então. Adorei a experiência! Tem uns outros produtos em duas tonalidades, que parecem maravilhosos, mas só para quando eu tiver mais experiença no assunto. Por hora, tá bom demais.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 11:10 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (12)

março 5, 2004

De tudo que já foi escrito

Então, o que eu queria comentar há algum tempo é o seguinte. Senta que lá vem história. Desde que criei este blog, em 2001, a minha intenção era de escrever mesmo um diário, daqueles que se colam fotos, ingressos, papel de bala e informação inútil. Principalmente porque eu estava vindo para a Inglaterra pela primeira vez e queria registrar tudo em papel passado.

Os anos se passaram, as mudanças vieram e muita coisa hoje está diferente. Eu não sou mais a mesma, minha vida não é mais a mesma. E nem o endereço do blog não é mais o mesmo. Mas enfim, passei a amar escrever aqui. É aonde coloco um pouco do que estou vivendo a cada dia e é um privilégio poder clicar em tempos passados e ver o que mudou, o que superei, o que fiz ou o que ainda continua igual. É onde escrevo e releio minha vida.

Porém, este blog é umbigalista. E qual diário não é? Falo de mim, da minha vida, das minhas sensações, minhas emoções. Colo fotos minhas e de tudo ao meu redor. Não escrevo para chamar atenção, não escrevo para fazer regras de "como viver fora do seu país", não escrevo para provar nada, absolutamente nada a ninguém.

Apenas vivo e escrevo. E escrevo muito, às vezes. Mas todo essa escrita se enriquece e toma forma quando recebo comentários. É tão gratificante saber que existe um outro lado que está lendo e que, de certa forma, está participando um pouco da minha própria vida. É um retorno sensasional.

E é sobre este retorno que este post se destina. Há algum tempo venho recebendo recados aqui e também muitos e-mails maravilhosos de pessoas me contando que acharam meu blog por acaso e que começaram a ler e gostaram. Daí passaram a ler meus arquivos desde o início até os dias atuais.

Saber disso é para mim extremamente louco e ao mesmo tempo fantástico, vocês não fazem idéia. É incrível perceber que o que eu escrevo aqui causa um certo estímulo positivo que faz essas pessoas lerem tanto do muito que já foi escrito, e são mais de mil posts. Meu ego se infla e minha auto-estima pega carona e vai à estratosfera.

E eu me emociono quando alguém me manda um e-mail dizendo que choraram ao ler sobre a morte da Bianca e de quando tive que me despedir dos meus pais no aeroporto, no dia da minha mudança para cá. Isso é tão doce, tão gentil, saber que minhas próprias emoções tocaram alguém é simplesmente encantador.

Muitas vezes eu não tenho idéia do quanto o que eu escrevo aqui pode afetar ou influenciar quem lê. E é sempre com muito espanto que recebo recadinhos contando o quanto inspirei e fiz refletir sobre determinados assuntos, principalmente quanto a decisão de morar fora para viver um amor (violinos, por favor). Faço uma cara de interrogação enorme, jamais tive qualquer intenção de chegar a ser uma inspiração. Talvez a forma como coloco os acontecimentos aqui pareça tudo cor-de-rosa, mas a grande verdade é que deixar seu país para trás é algo extremamente complexo, muitas vezes dolorido, difícil e frustrante.

Não me arrependo em nenhum instante em ter tomado essa decisão de vir morar aqui. Estou mais feliz do que jamais fui em qualquer outra época da minha vida adulta. Mas foi uma decisão tomada com ajuda de terapia, apoio, coragem e claro, comprometimento com o sentimento mútuo entre nós dois.

Eu jamais poderia incentivar ou desestimular que alguém faça o mesmo. Porque só você é capaz de saber o que é o melhor para a sua vida e o que você é capaz de suportar para ter isso. Por isso este blog jamais vai passar a ser um site de sobrevivência fora do país, com dicas, esquemas, planejamentos e afins. Não. Este blog vai continuar sendo o mesmo diarinho de sempre, com minhas crises, receitas, fotas e reclamações sobre o céu nublado.

No entanto, jamais vou deixar de ficar extremamente feliz -- e surpresa -- ao receber comentários e e-mails como esses que venho recebendo ultimamente. Muito obrigada por terem reservado um tempinho para me contar tudo isso, por terem uma paciência enorme de ler meus arquivos com fotos e links quebrados, por terem feito meus dias muito mais ensolarados (volta dos violinos, por favor).

É isso, só queria dizer obrigada!

Aos meus velhos leitores, fiés de guerra, eu não preciso dizer, mas eles sabem que sou também muito grata a eles todos, muitos dos quais hoje são meus queridos amigos.

:o)

Escrito a mão pela Marcia às 10:24 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (28)

fevereiro 26, 2004

Leitura Compenetrada

Geralmente quando estou lendo algo interessante ou que chame muito minha atenção, leio bastante concentrada, usando toda a potência daquele neurônio que eu tenho. Com isso, faço uma cara de brava mas na verdade estou apenas compenetrada na leitura. Muitas vezes quando estou lendo algo assim, Mr.M acaba me perguntando o que há de errado, certo de que estou para dar uma bronca no primeiro que encontrar. Mas estou somente lendo com atenção, mais nada. E em Leicester, Mr.M capturou um desses raros momentos dessa espécie imprevisível, de cabelo cortado, lendo um artigo na revista feminina sobre agregar valor ao seu imóvel (!!!).

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Escrito a mão pela Marcia às 9:05 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (16)

fevereiro 17, 2004

Yoga

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Faz tempo que não falo sobre isso (mesmo porque já falei muito anteriormente), mas continuo fazendo minhas aulas de Yoga e estou simplesmente adorando! Sinto que estou bem mais flexível do que quando comecei, sinto prazer em dar mais atenção a respiração e meus músculos já não carregam mais aquela tensão de antes.

Esta animação de cima é a minha seqüência favorita, chamada Sun Salute. É cansativa, mas excelente para melhorar o humor.

Já consigo também fazer a pose da árvore (da animação abaixo), por 10 calmas respirações consecutivas.

Apesar de saber que Yoga não é uma prática competitiva, é ótimo constatar que meu corpo já consegue ficar em equilíbrio, assim como minha mente, consequentemente.

Namastê.

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Escrito a mão pela Marcia às 2:47 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (5)

fevereiro 12, 2004

Grumpy Old Lady

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Grumpy é uma palavra difícil de traduzir para o português mas muito fácil de entender o significado. É a palavra perfeita para quando você se sente mau-humorado sem razão, irritável e não vê graça em nada.

Geralmente quem não é daqui acham que ingleses são frios e a maioria são um bando de grumpy old men. Não entendem nada. Conte comigo: outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Cinco meses de céu cinza, de chuva, de frio e de gelo pelas manhãs. Tá certo que de vez em nunca aparece um solzinho para espantar os ácaros. Os restantes dos dias escuros se arrastam e se arrastam feitos lesmas deixando rastros. Céu cinza hoje, céu cinza amanhã e depois e depois e depois e depois.

Tem mais graça não. Não está mais tão frio, mas o céu cinza persiste a todo vapor, literalmente. Mínima graça. Não dá vontade de sair de casa. Não dá vontade de ficar em casa. Reclamar vira o passatempo predileto. Sorrir torna-se patético e não combina com o clima lá fora, então melhor mesmo guardar junto com o guarda-sol colorido lá no fundo da garagem.

Assim que eu parar de tomar banho, vou pro Marks & Spencer comprar leite pro meu chá, vou reclamar com o motorista do ônibus que ele estacionou longe da calçada, vou mandar a mulher do caixa me dar o troco em moedas de £2 para não carregar peso na carteira, vou empurrar quem estiver na minha frente na fila, vou querer sacolas extras para a garrafa de leite não molhar minha roupa suja, vou demorar horas para entrar dentro do ônibus, vou reclamar com o motorista de novo, vou xingar as escadas do prédio, vou assistir a EastEnders e vou mandar e-mails pros produtores daquela porcaria reclamando da falta de assunto. Ahh, eu vou.

E até o céu ficar azul novamente, mais ou menos em maio, vou ignorar qualquer comentário sobre o sol, a praia e o carnaval nos trópicos. Porque eu, grumpy ol' lady, não tô mais achando graça ninhuma.

Alguém aumenta a temperatura desse termostado aí, ãhn? Humpf...

Escrito a mão pela Marcia às 12:53 PM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (9)

janeiro 19, 2004

Preguiça e Rotina

No final de semana não fizemos nada de mais além de dar uma voltinha na cidade e tirar fotos de esquilos. Foi um final de semana de muito frio, apesar do sol e do céu azul lindíssimo. No domingo fiz pão de queijo para comer com goiabada e dedicamos o dia à preguiça. Só saimos para postar uma carta, comprar uma revista pra mim (Marie Claire) e cerveja para Mr.M.

Esta semana começou bem nublada e fria, já tenho minha outra listinha pronta, com minha rotina de dia-a-dia. Às vezes é bom ter uma rotina, um ritual diário. Vou ali fazer Yoga, então.

Escrito a mão pela Marcia às 11:53 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (2)

setembro 6, 2003

New Visú

Cortei meu cabelo, tralalalalala...

Depois de meses descabelada, ontem finalmente aparei minha juba. Eu gostei, agora está quase na altura dos ombros, um pouco mais curto. Fiquei impressionada de ver no chão pedaços enormes dos meus cabelos. Tava muito longo e muito pesado. Levantou meu espírito! Minha cabeça está mais leve e minha auto-estima, mais lustrada. :o)

Ainda estou usando o mesmo estilo de corte "acabei-de-acordar-não-me-enche".

Escrito a mão pela Marcia às 9:48 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (4)

março 3, 2003

Resultado da Enquete

• 90% dos entrevistados trouxeram suas Havaianas do Brasil, com todo orgulho
• 1% dos entrevistados preferiram trazer a sandália Ralph Lauren, mas no entanto, se arrependem daescolha quando precisam dar uma chinelada nas aranhas polares que eventualmente aparecem no lar
• 60% dos entrevistados têm como sonho de consumo, um par de Havaianas que tem a bandeirinha do Brasil nas tiras (que não se
soltam)
• 20% dos entrevistados preferem as que têm miçangas e canutilhos enfeitando as tiras
• 1% dos entrevistados já tiveram seu par de Havaianas furtados por estrangeiros sem noção
• 15% dos entrevistados trouxeram as legítimas para os respectivos cônjuges
• 103% dos entrevistados acham que eu não sei fazer conta

Escrito a mão pela Marcia às 10:01 AM | mais em An ordinary life

fevereiro 28, 2003

:::Enquete:::

Você, leitor(a) brasileiro(a) que está morando no exterior, seja lá por qual razão, responda if you please:

Você trouxe suas chinelas Havaianas do Brasil?
Escrito a mão pela Marcia às 11:18 AM | mais em An ordinary life | Comente este capítulo (1)

*Plaft*

Ontem apareceu uma aranha andando na nossa sala de estar! Pernonas compridas, se equilibrando no carpete buclê, quase sem pressa e sem muita pretenção. Foi Mr.M que se deu conta da presença da aracnídea no recinto. E ela caminhava lentamente em nossa direção, grande e pernuda com seus oito olhares ameaçadores. Ficamos por um tempo atônitos, pensando no que iríamos fazer, já que não temos nenhum inseticida. A solução óbvia veio na minha mente e em dois segundos...

*****PLAFT******

Tasquei minha Havaianas rosa-pink na aranha bretã, que não teve nem chance de dizer: "i beg your pardon?"

Mr.M por sua vez descambou a rir com meu singelo gesto, completamente inesperado para um cidadão de um país onde as baratas não proliferam. Foi um triunfo, realmente. Só então Mr.M percebeu a extrema importância das chinelas Havaianas na vida saudável e sã de um brasileiro.

Escrito a mão pela Marcia às 10:59 AM | mais em An ordinary life

maio 25, 2002

Português-Inglês

Fiquei passada com essa do almond! Como pude esquecer?

Eu me recuso a perder meu português.

Mas não sei o que acontece com meu pobre neurônio filho único. Estou confundindo e misturando muita coisa.

Dia desses tive que ligar para a MasterCard para cancelar um cartão e tive que falar em português. E duas vezes dei uma bela escorregada. A primeira foi quando eu não tinha entendido o que a moça estava falando e ao invés de perguntar tão facilmente "como?" ou então "o que?" ou até mesmo "oi?", eu perguntei "Sorry, pode repetir?". E para confirmar uns dados, ao invés de falar "acho que sim" falei "I think sim". GAAAAAAHHH! "I think sim"??? Alguém me interne urgente!

E se meu inglês melhorasse na mesma proporção tava bom. Mas não. Ultimamente não consiiiiiiiigo falar kitchen (cozinha). Só sai chicken (galinha)! Eu vivo dizendo que preciso arrumar a galinha, que vou comprar coisas para limpar a galinha, que vou na galinha pegar um copo d'água. Assim não dá. Não dá. Preciso pagar hora extra pro neurônio. :o)

Escrito a mão pela Marcia às 6:25 PM | mais em An ordinary life