outubro 9, 2008
Holidays Chronicles - The Reunion
Vou tentar escrever um pouco aqui antes que eu comece a esquecer dos detalhes, já que um mundo de tarefas me aguarda aqui para encher minha mente com a reforma, pedreiros e muitas caixas. Meu dedo já não está tão dolorido quanto no dia em que foi fatiado, já troquei o curativo por um que chame menos a atenção. Odeio curativos escandalosos.
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É redundante dizer que o ponto alto das nossas férias foi reencontrar todas as pessoas que me são queridas.
Quatro anos é muito tempo para ficar distante do abraço e do sorriso de quem realmente importa para mim. Foi bom rever ou pelo menos ouvir a voz de todos que eu amo. Desta vez conseguimos passar mais tempo com meus pais, que era nossa prioridade. Ficamos as três semanas na casa deles, sem interrupção.
Minha mãe, Dona Wal, como sempre mantém a fiel convicção de que morremos de fome na Inglaterra e nos servia comidinhas e fartas refeições a cada vez que piscávamos. Meu pai, Seu Jorge, manteve o estoque de cerveja Bohemia sempre constante pro genro bebum. Tanto que Mr.M apelidou a geladeira de "Magic Fridge" porque não importa quantas latinhas ele bebia, toda vez que ele abria a geladeira o estoque estava renovado, completo novamente.
Reencontrei minha irmã Débora, que passou boa parte do tempo conosco, nos mostrando os fabulosos doces que ela faz, os bolos, as guloseimas açucaradas todas (ela que fez todos os doces do casamento). Conversamos um bocado, ela me atualizou de quase tudo. Quase não tivemos muito tempo para conversar com meu cunhado Cláudio, marido dela, por causa do trabalho dele, mas como sempre ele foi de uma atenção infinita conosco. E finalmente, finalmente conheci minha sobrinha mais nova, filha deles, o pequeno furacão chamado Ana Beatriz, a Bia. Ela nos encantou e nos surpreendeu em iguais medidas. Um docinho de menina que adora cor-de-rosa e que têm uma habilidade com as palavras sem igual. Ela tem dois anos e nove meses e um vocabulário quase inacreditável. Uma esponjinha que absorve tudo o que vê e ouve e sai repetindo e falando e criando histórias.
Meu irmão Júlio, a minha querida cunhada Maristela e minha sobrinha teenager Juliana também foram a São Paulo. Só puderam ficar um finalzinho de semana, mas foi o suficiente para matar as saudades. Da última vez que havia visto a Juliana eu tive que abaixar para abraçá-la. Desta vez quem teve que abaixar para o abraço foi ela, que está alta e linda, de cabelos longos, rosto de top model. Às vezes eu olhava pra ela e tentava procurar aquela menininha que gostava de brincar dentro de uma caixa de papelão, que gostava de deitar com as minhas cachorras Sasha e Bianca, que colecionava bichinhos Parmalat. E às vezes, num certo olhar, numa expressão ou numa risada, eu encontrava.
Meu irmão Claudinei infelizmente não pôde ir nos encontrar, mas falei bastante com ele no telefone. Foi bom ver que ele está bem, feliz, fazendo mil planos, se dividindo insanamente entre o trabalho e a faculdade de Design. E falei também com meu sobrinho Kauan, um doce de menino, uma fofura, super bem-educadinho. Muitas saudades deles, que o nosso próximo encontro não demore.
Encontrei também com a família da minha Tia Elza e do meu Tio Paulo, que é a família mais próxima da nossa, em todos os sentidos. Eles vieram nos ver assim que chegamos para o meu total deleite. Adorei rever meus tios, meus primos, as esposas e as crianças mais educadinhas e divertidas. É dessa família que vem o querido Maurício, que casou, mas depois conto mais sobre isso. E no casamento também revi meus padrinhos, de quem gosto muito, muito, muito; eles que sempre nos trataram com mais carinho, incentivo e consideração que muitos "so-called" parentes.
E por fim, mas não menos importante, minhas amigas e eu nos reunimos, depois de tantos anos de distância, depois de tanta coisa que aconteceu com cada uma de nós. Cris, Miriam, Adri e Clara. Juntas, meio que de última hora, fizemos um chá das três na casa da Adri, com direito a café passado na hora pela Cris, muitos pãezinhos, queijos e frios, pão de queijo, bolo de fubá, coxinhas de frango da Dona Wal que fizeram sucesso absoluto, doces diversos e o fabuloso cheesecake Romeu & Julieta da Adri. Mas a atração maior ficou mesmo pros abraços, risadas e conversas que foram até as oito da noite, afofamento do bebê recém-nascido da Adri, elogios ao comportamento da bela Carolina de sete anos, que ficou o tempo todo ouvindo nossas ladainhas e abobrinhas principalmente vindas da mãe dela, a dona Cris. Clarinha me deu um DVD lindo chamado Hoje é Dia de Maria, que ainda não terminei de ver, mas estou encantadíssima. Clarinha me disse: "me lembrei de você quando vi a série, acho que você vai gostar". E ela estava certíssima, poucos amigos acertam tão em cheio. Tivemos a sorte de ainda poder reencontrar com a Miriam e a Cris mais duas vezes para almoçar, mesmo com o mundo desabando em deadlines na agência que elas trabalham. De quebra ainda ganhamos um tour pela nova sede da agência, onde reencontrei mais uma amiga que trabalhava conosco, a doce Cecília. Foi tão bom passar esse tempo com as meninas, foi tão bom perceber que apesar de tudo, de tudo o que passamos, sofremos, atormentamos, ainda estamos juntas. Mesmo que os emails fiquem escassos, mesmo que aniversários sejam esquecidos, mesmo que os anos passem, que as vidas mudem, estamos ainda unidas por algo invisível, indescritível, imensurável.
Lamento não ter encontrado com muito mais amigos, mas não deu tempo mesmo, mesmo, mesmo. Lu & Nando, Cláudia, Lala, Samara & Milton, Natalia, Laelya e todo mundo que eu deixei de ver ou mencionar, foi uma pena imensa, mas desta vez não consegui esticar os dias que insistiam em terminar em apenas vinte e quatro míseras horas. Calculamos mal e só tivemos um único final de semana livre em toda estadia. Mas haverá próxima vez. E não deve demorar outros quatro anos.
Enfim, no fundo da minha cabeça vazia, sempre tive esse sonho besta de viajar para visitar pessoas, não lugares. E pessoas especiais, que fazem valer a pena todo o stress de aeroporto, idiotas no vôo, controle de imigração, bagagens. De uma certa forma, esta viagem pro Brasil foi assim: não para ir a nenhum lugar específico, mas apenas para reencontrar velhos amigos que não existem em nenhum outro lugar do mundo.
A todos que fizeram as nossas férias essa colcha de retalhos de histórias, lembranças, abraços apertados e risadas, muito, muitíssimo obrigada.
:o)
outubro 7, 2008
Happy Days and an Injury
Voltamos de nossas amadas e tão esperadas quanto atrasadas férias.
Foi um maremoto de sensações, reencontros, saudades, abraços, comilança e muitas conversas, do jeitinho que queríamos que fosse.
Me espantei de ver como São Paulo está diferente, muito diferente de quatro anos atrás. Demorei para reconhecer lugares antes tão familiares para mim. Pontes e túneis foram construídos na minha ausência, transporte público decente finalmente chegando à periferia, ruas realmente limpas, mais árvores nos canteiros, mais passarinhos cantando.
Gostaria muito de contar mais detalhes do que foram esses vinte e um dias mais deliciosos do mundo. Mas no momento estou um pouco incapacitada. Tanto se diz da violência nas ruas paulistas e eis que saí delas dando piruetas de tão tranqüilas e acabei me machucando foi aqui, em meu pacato lar, tentando cortar uma baguette dura com a faca de pão. Baguette aquela que escorregou e voou longe, e faca aquela que entrou na parte de cima no meu dedo quase arrancando um terço dele.
Liguei pra clínica do vilarejo, perguntaram há quanto tempo estava sangrando e me mandaram passar lá. Fui pra clínica, tirei meu provisório band-aid e a enfermeira fez uma cara de "aiii...". Ela limpou o corte, deu pontos falsos (segundo ela, hoje raramente costura-se) e enfaixou.
Foi apenas um dedo, mas parece que agora a mão inteira está inútil. Não posso usar luvas, não posso carregar nada, não posso molhar. E nem deveria tentar digitar porque às vezes, involuntariamente, dobro o dedo e vejo estrelas, satélites e buracos negros.
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*sigh....*
novembro 18, 2003
Momentos de Bonito, Mato Grosso do Sul
Clique nas fotos para vê-las ampliadas
A comitiva de bois que encontramos no caminho Campo Grande-Bonito.
O cartão-postal de Bonito: a Gruta do Lago Azul. A água é azulzinha mesmo!
Duas das inúmeras cachoeiras da Estância Mimosa.
O Balneário Municipal com água cristalina e muitos peixes.
O descanso merecido do casal M&M.
Uma antiga caverna, cujo teto desabou e formou a dolina conhecida como Buraco das Araras.
As araras que vivem na dolina fazem um espetáculo encantador voando em círculo.
Segunda semana: em Bonito/MS
A viagem até Bonito é cansativa. Uma hora e meia de vôo de SP até Campo Grande, depois mais quatro horas de carro até chegar em Bonito. Mas a beleza da região compensa cada milésimo de segundo, sem qualquer dúvida.
Bonito é mesmo tudo o que dizem. É até mais na verdade. Eu espera ver lindas paisagens, mas o que vi lá me surpreendeu muito além do que eu estava imaginando. Bonito é realmente estonteante.
Ficamos na aconchegante Posada Olho D'Água, muito simpática e acolhedora, com tudo o que a gente queria: tranqüilidade, extensa área verde, comida boa e atendimento cordial. Antes dos passeios, a van que nos transportava tinha que passar em outros hotéis para pegar o resto do pessoal. E pelo que vi, desde o hotel 5 estrelas ao resort, fizemos a melhor escolha de acomodação.
Ficamos 4 dias e fizemos passeios maravilhosos: Gruta do Lago Azul, Gruta de São Miguel, Balneário Municipal, Estância Mimosa, Flutuação no Rio da Prata e visita ao Buraco das Araras. É difícil descrever a sensação maravilhosa que é contemplar esses santuários naturais. As fotos mostram apenas uma parte de toda a beleza, mas logo vou publicá-las aqui.
Toda a região da Serra da Bodoquena é formada por rochas calcárias, que servem como destilador do rio. Ou seja, toda a sujeira é atraída para o fundo, deixando a água dos rios um aquário magnífico.
Já fiz mergulho autônomo por 12 vezes em águas límpidas de Arraial do Cabo/RJ e Ilha Grande/RJ. Mas nunca, jamais estive em águas tão cristalinas como em Bonito, com visibilidade de nada menos que 50 metros! E o melhor: água doce e mergulho livre, só com máscara e snorkel. E tantos peixes em volta, grandes, médios e pequenos, tanta vida nos rios, tanta beleza junta!
Sem contar nos animais que avistamos livres, em habitat natural, sem medo de seres humanos: tucanos lindíssimos, araras vermelhas, jacarés, macacos-prego, emas. De encher os olhos de água.
Fiquei tão feliz de estar lá, durante o entardecer a gente sempre suspirava e dizia o quanto foi boa a idéia de ter escolhido Bonito para nossas férias. Fiquei contente também de ter mostrado pro Martin uma parte do nosso Brasil que vai além de praias. Lá ele conheceu o Brasil que ainda não tinha visto: com peões boiadeiros, com fogões de de lenha, com cachoeiras maravilhosas, com rios de tirar o fôlego, com fauna preservada, com riqueza natural. E amou cada instante, claro.
Só nos arrependemos de uma coisa: de não ter tido tempo de ir ao centro para comprar um daqueles bonés bordados na hora, em que poderia ser escrito: "Martin - Bonito". Hahahahaha :D
novembro 17, 2003
Primeira semana: em São Paulo
Chegamos, portanto (se é que esse "portanto" ainda faz sentido, já que demorei dias para continuar a escrever aqui) no sábado. Como já havia marcado um almoço para reencontrar minhas amigas, resolvemos não desmarcar e encarar o cansaço de frente.
Depois de muitos abraços e conversas quando chegamos na casa da minha mãe, Martin tirou um cochilo e eu aproveitei para ligar para os meus irmãos. Em poucos minutos saímos para o encontro e comemos uma deliciosa feijoada no Armazém Paulista, regada de muito chopps, água mineral e risadas sem fim com Miriam, Cristina (e Carolina), Adriana (e Kaju), Clara e Cristiane. Tava um dia de sol muito forte e o calor da nossa amizade só contribiu para aumentar ainda mais a sensação de que enfim, estava de volta ao meu país.
Nos dias que seguiram, um tempo nublado e frio surgiu, mas nada que impedisse que os demais encontros fossem igualmente ensolarados! Irmãos, cunhados, sobrinha-linda, tios, primos, mais amigos (Luciana Barrichelo e Confraria num churrasco maravilhoso), amigos que há muito tempo não encontrava (Sammy, Milton e Mary num bate-papo cheio de muitas saudades), todos muitos especiais na minha vida.
No meio tempo, uma pausa em casa para o aniversário da minha mãe, Dona Wal, que aliás foi a responsável por refeições inesquecíveis durante todo o tempo que passamos lá!
Conseguimos também encaixar um dia para compra de CDs genéricos na Avenida Paulista e dois almoços especiais para celebrar nossas férias.
Apesar de todos os problemas da grande cidade e apesar das caras estarrecidas dos amigos quando eu falava disso, achei que a cidade está bem mais limpa do que um ano atrás. Não disse que está perfeita, notem, mas está bem melhor que no ano passado. Sem aquela bagunça de lotação clandestina, sem aquele lixo amontoado nos cantos, Singapuras ainda sendo construídos, linhas novas de trens.
No ano passado, voltei triste de ver São Paulo tão mal-tratada. Este ano, apesar de ainda estar mal-tratada, percebi que muitas coisas mudaram para melhor. É bom voltar e ver que as coisas melhoraram. É bom ver que existe solução sim para as coisas mudarem. É bom ver que ao menos uma pequena fração dessas mudanças já aconteceram a olhos vistos.
novembro 14, 2003
Um dia em Londres
Chegamos ao Brasil com um dia de atraso. O motivo? Overbooking do vôo. Mas não, não foi nada de traumático, ninguém berrando nos balcões da Varig, nem nada. Tudo pacífico. Como fomos um dos primeiros passageiros a fazer o check-in, uma funcionária da Star Alliance fez a seguinte proposta: caso nós dois tivéssemos o interesse em ser voluntários para voar no dia seguinte e o vôo realmente desse overbooking, a Varig pagaria a hospedagem em Londres e ainda nos dava um dinheirinho. Se a gente optasse por voltar para casa ou escolher o hotel por nossa própria conta, a Varig aumentaria a quantidade do dinheirinho. Mas, se o vôo não lotasse, voaríamos no mesmo dia, mas em classe executiva. Nada mal, huh?
Optamos por ser voluntários, aguardamos no aeroporto até o fechamento do embarque, ligamos para nossas famílias. O vôo lotou, mas sem stress, ficaram de fora apenas os voluntários: dois casais e um rapaz. Recebemos nossos vouchers e saímos para procurar um hotel.
Ficamos no excelente cinco estrelas Grange Holborn Hotel.
De manhã tomamos um maravilhoso café da manhã, fizemos o check-out, deixamos nossas bagagens no hotel e saímos para dar nosso passeio. Destino: National Science Museum, para ver a exposição The Lord of The Rings!
Londres é a única cidade da Europa em que essa exposição acontecerá. E valeu a pena ter ido! Infelizmente não era permitido tirar fotos, mas posso dizer que foi emocionante ter visto de perto as armaduras, as espadas, as roupas e tudo mais usado nas filmagens. É impressionante como cada detalhe foi cuidadosamente produzido para filmar esse épico.
A exposição fica em Londres até janeiro de 2004.
novembro 13, 2003
Estamos de Volta!
Voltamos ontem do Brasil, fomos recebido pelo sol e também por uma temperatura amena, de 13ºC, muito mais quente do que a gente esperava.
As malas ainda estão pelo chão, esperando ser desempacotadas. Na bagagem, memórias de momentos indescritíveis, lembranças de encontros, de conversas, de risadas, de amor. E também muita, mas muita saudade de todos que deixei por lá.
Mas... como é bom voltar para a nossa casa!
Amamos cada instante de nossas férias, mas é delicioso poder deitar na nossa própria cama, usar nosso próprio banheiro, ver que tudo continua do mesmo jeitinho que deixamos.
Tenho muito para contar, ainda preciso parar para pensar e relembrar os primeiros momentos, que aliás, parece que foram anos atrás!
Mas ainda preciso me "fazer em casa", recuperar as energias depois de tantas horas de viagem (Interlagos-Guarulhos-Londres-Bournemouth). Martin já foi trabalhar hoje no mesmo horário de sempre, tadinho. Ainda bem que logo o final de semana chega.
Senti muito a falta de escrever aqui, mas logo compenso. Até lá!
outubro 23, 2003
"Terra do Nosso Senhor... Brasil, Brasil..."
Que satisfação que dá escrever que já estamos com as malas prontas e os documentos em mãos para embarcar para o Brasil!! :o)
Sairemos de casa à tarde e embarcaremos para São Paulo à noite, em Londres. Desta vez iremos de ônibus para Londres porque da outra vez pagamos mais caro pelo estacionamento no aeroporto do que a nossa viagem a Búzios. O ônibus é especial que vai só para o aeroporto, supertranqüilo, desembarcaremos na porta do saguão. E sai daqui perto de casa, uns 10 minutos a pé.
Estamos viajando com pouca bagagem, uma mala para mim e uma pro Martin e apenas uma bagagem de mão, que está praticamente vazia.
Chegaremos em São Paulo pela manhã e não vejo a hora de poder abraçar meus pais e, posteriormente, meus irmãos e amigos!! Tomar café da manhã e descançar os ossos que chacoalharam por 11 horas de vôo.
De resto, a gente só espera fazer uma boa viagem, aproveitar nossas férias e trazes boas lembranças de volta. Rever amigos e parentes, relaxar, curtir o que o Brasil tem de bom, sorrir e ser feliz. Não é esse o sentido das férias? :o)
Até a volta! I'll miss you all.

